Ode Triunfante

Na procura da consciencialização

Posts com Tag ‘Filosofia’

Jiddu Krishnamurti San Diego Talks 1970

Publicado por jmct em Outubro 11, 2009

Desde há um tempo para cá este Blog tem deixado de parte conversas mais filosóficas e espirituais. Talvez porque o tempo de dedicação ao blog em si tenha diminuido. Por vezes é difícil e uma coisa tem de vir de cada vez.

Desviando um pouco a atenção da sociedade vamos virar-nos agora um pouco para nós próprios. Não farei qualquer comentário às comunicações de Krishnamurti, isso cabe-vos a vocês.

Ficam aqui quatro palestras que é muito importante verem.

J. Krishnamurti – San Diego Talks 1970 – 1, 2, 3, 4.

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Zeitgeist Guia de Orientação Activista (Activist Orientation Guide)

Publicado por jmct em Abril 8, 2009

Fevereiro de 2009 o Movimento Zeitgeist lançou, juntamente com o Projecto Vénus, um documento com o objectivo de melhor esclarecer e orientar o movimento activista ‘Zeitgeist’.

O documento esclarece melhor os pontos abordados no filme Addendum e adiciona muito mais informação à já divulgada. Juntamente com o documento em texto vem uma apresentação orientada à divulgação e conferências.

EDIT (14 Maio 2009):

The Zeitgeist Movement: Guida de Orientação

Filme com Legendas Online http://dotsub.com/view/a34fba0d-4016-4807-b255-021b58dbc9a4

Torrent .avi

Legendas para o .avi

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Waking Life

Publicado por jmct em Abril 7, 2009

“Acordando a vida” talvez esta seja uma possível tradução, mas talvez não seja correcto traduzir este filme – Waking Life.

Um filme filosófico, cujas imagens surgem como animações flash. Bastante diferente. Calmo, profundo.. vale muito a pena ver. Far-vos-á reflectir.

Fica o link para as legendas em português aqui.

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Reflexo da Estupidez Humana

Publicado por jmct em Abril 7, 2009

Muito Porreiro!!

Macacos…

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O que é o Conhecimento?

Publicado por 4zbruno em Março 15, 2009

Conhecimento

Neste argumento vou apresentar a minha reflexão sobre o conhecimento, que tenho vindo a estudar, vou dividi-lo por partes, pois tornou-se um estudo bastante complexo e diversificado, por isso não quero criar um discurso excessivamente prolixo.

O que é o conhecimento? Muitos de nós utilizamos vezes sem conta este termo e o seu conceito está bem presente no nosso quotidiano. O conhecimento é o facto mais banal e misterioso, muitas pessoas, mesmo instruídas, acumulam durante toda a sua vida um número infinito de conhecimentos sem nunca reflectirem sobre o próprio acto de conhecer. O facto de, por vezes, não existirem respostas claras para uma dada situação, ou as ideias sobre ela se desdobrarem em múltiplas teorias, leva-nos necessariamente a perguntar pelos fundamentos e limites do conhecimento. Será possível conhecer? Haverá verdade no conhecimento? De facto, todos nós temos uma opinião sobre algo que traduzimos em conhecimento, mas teremos nós a certeza desse conhecimento ser verdadeiro? Leia o resto deste post »

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Um Paradoxo Actual

Publicado por jmct em Março 2, 2009

Hoje na televisão foi anunciado um documentário da National Geographic sobre gémeos. Gémeos falsos, gémeos verdadeiros, no que divergem, no que se encontram, os que divergem, os que se encontram.

O documentário iria abordar esta questão da diversidade entre os gémeos sob o ponto de vista genético tendo em conta os mais modernos avanços científicos.

A esta altura surgiu-me à mente, uma vez mais, o papel da Igreja na nossa sociedade.

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A Desilusão de Deus (The God Delusion)

Publicado por jmct em Fevereiro 16, 2009

The God Delusion, de Richard Dawkins, ou em português A Desilusão de Deus publicado na editora Casa das Letras.

Um livro que me mostrou que é possivel argumentar racionalmente contra a crença religiosa e supersticiosa. Um livro que não deixa lugar para palavras ou argumentos baseados em trocadilhos ou interpretações incorrectas de teorias muito válidas. Como por exemplo, o FACTO da evolução.

De forma magistralmente bem argumentada, Dawkins mostra-nos como a mente religiosa perturba a sociedade actual e como nos impede de ser unos uns com os outros. A cima de tudo, o autor apela a um elevar da nossa consciência e mostra-nos através de exemplos como a nossa consciência é muito limitada inclusivé para questões práticas banais.

Não seria importante imprimir de vez em quando mapas do mundo com o polo Sul na parte de cima para nos relembrarmos que o hemisfério Norte não é o centro do mundo e que de modo algum fica para cima? Foi só um exemplo.

Dawkins batalha incesantemente na atrocidade que é a doutrinação de uma criança desde a sua nascença. Entupimos as nossos pequenos com crenças e mais superstições, ensinando-lhes o que pensar e não como pensar. Isto certamente deve ser combatido! Inclusivé, é apresentado um caso de uma rapariga que após ser molestada aos 7 anos de idade continuava a ter mais pesadelos com o Inferno a que pudesse ir parar após a sua morte do que por ter sido molestada. Felizmente, essa outrora criança é agora uma mulher sensata que conseguiu sair literalmente dessa prisão Infernal e ajuda outras pessoas a fazer o mesmo!

O que escrevi a cima nem sequer chega a um mini-resumo muitíssimo pobre do que é o livro. É seguramente um livro para todos os públicos, desde ateus a religiosos. Onde a posição do autor é, sem margem para dúvidas, uma posição de combate ao pensamento religioso.

A baixo ficam os títulos principais dos capitulos, traduzi-os diractamente do meu indice em inglês. Possivelmente a versão em português poderá ter uma tradução ligeiramente diferente. Os capitulos subdividem-se em subcapitulos com titulos mais especificos dentro do tema.

Capítulo 1 – Um profundo religioso não-crente

Capítulo 2 – A Hipotese de Deus

Capítulo 3 – Os Argumentos para a Existência de Deus

Capítulo 4 – O porquê de quase certamente não existir Deus

Capítulo 5 – As Raízes da Religião

Capítulo 6 – As Raízes da Moralidade: porque é que somos bons.

Capítulo 7 – O livro do ‘bem’ e a emergente moral Zeitgeist

Capítulo 8 – O que está mal com a religião? Porquê ser tão hostil?

Capítulo 9 – Infância, abuso e o escapar da religião.

Capítulo 10 – Uma lacuna muito necessária.

“Não é suficiente ver que um jardim é bonito sem ter de acreditar que existem fadas por de baixo dele?” – Douglas Adams (1952-2001)

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A Teoria dos Contrários

Publicado por 4zbruno em Janeiro 13, 2009

FédonTodo este diálogo é realizado horas antes da morte de Sócrates que foi condenado à pena máxima através de ingestão de veneno (cicuta) por ser considerado uma espécie de herege para a civilização grega.

O Que é o filósofo?
Em primeiro lugar temos que analisar o que é, era filósofo na antiga Grécia. A ideia que um jovem de 18 anos em Portugal tem de um filósofo é de um indivíduo que pensa um bocado e escreve o que pensa se isto fizer lógica.

Contudo para os gregos o verdadeiro objectivo do filósofo não era explicar se os homens nasceram para fazer A ou B ou executar C ou D porque são E ou F. Para eles o objectivo do filósofo era atingir a verdade pura, aquela que contem as verdades essenciais não deturpadas, como o belo, o bom e a justiça. Ora essa verdade pura apenas é alcançável a quem tiver o pensamento puro. Por sua vez o pensamento puro é muitas vezes disturbado pelos desejos e prazeres do corpo. É neste contexto que a razão dos gregos se eleva acima das emoções, contudo existe aqui um objectivo de transcendência comum a muitos filósofos que apenas é entendido através do discernimento dos conceitos.

Uma vez aceite a morte, Sócrates mostra aos seus discípulos como alcançou tal tranquilidade. Prova então a imortalidade da alma segundo vários aspectos. A teoria dos contrários, a Reminiscência e a Teoria das Ideias.

Sócrates: [...] quando uma coisa se faz maior, não é, necessariamente, do que antes era mais pequeno que ela se faz maior? [...] E não provirá, igualmente, o mais fraco do mais forte e o mais ligeiro do mais vagaroso?
Cebes: É absolutamente certo.
Sc: [...] o Pior não se origina do melhor e mais justo do injusto?
Cb: Porque não?
Sc: Estamos, portanto, em posse deste princípio: todas as coisas contrárias nascem daquelas que lhes são contrárias.
Cb: Indubitavelmente.
Sc: Mas há ainda mais. Entre cada um dos contrários em todas as coisas que os têm, há duas gerações: uma deste para aquele e outra daquele para este. Com efeito, entre uma coisa maior e outra mais pequena não existe crescimento e decrescimento? E não chamamos ao primeiro crescer e o segundo decrescer? [...] Não sucederá o mesmo com a decomposição e a composição, com o arrefecimento e o aquecimento [...]?
Cb: Sem dúvida.
Sc: [...] Viver terá algum contrário?
Cb: Estar morto?
Sc: Portanto, não se originarão um do outro, visto serem contrários, e as gerações que entre si se efectuam, não serão duas [...]? Assim [...] de um lado temos dormir, do outro estar acordado; e de dormir nasce estar acordado e de estar acordado, dormir. Quanto às suas gerações, uma é adormecer e a outra acordar. [...] [agora], não afirmas tu que estar morto é o contrário de viver?
Cb: Afirmo.
Sc: Portanto daquilo que vive que nascerá?
Cb: O que está morto.
Sc: E do que está morto?
Cb: [...] Aquilo que vive.
Sc: [...] Uma das gerações correspondentes a estes dois estados nos é clara? Morrer, sem dúvida, é-nos bem conhecido. [...] Devemos negar a geração contrária e dizer que a natureza deste lado é coxa, ou será preciso admitir que morrer também tem a sua?
Cb: Sem dúvida.
Sc: E Qual será ela?
Cb: Reviver.
Sc: [...] sendo assim, parece-me que há fundamento bastante para dizermos que as almas dos mortos existem algures, necessariamente, donde outra vez regressam à vida. [...]Se, por exemplo, existisse adormecer, mas o acordar proveniente do dormir, não lhe correspondesse [...] se tudo se unisse e jamais se separasse [...] se tudo quanto participa na vida morresse e se conservasse depois na morte, não seria da absoluta necessidade que todas as coisas, por fim, estivessem mortas e que nada existisse com a vida? Por que, caso o que vive não nasça do que morreu antes, vindo a morrer, como se poderia evitar que fosse tudo absorvido pela morte?
Cb: [...] o que tu dizes considero-o absolutamente certo.
Sc: [...] Antes é um facto o regresso à vida, que os vivos nascem dos mortos, que as almas dos mortos subsistem e que há um destino melhor para as boas e um pior para as más.

Livro “Fédon de Platão”

 Eu compreendi este diálogo segundo a minha limitada perspectiva, gostaria que me ajudassem a compreender segundo a vossa perspectiva =)

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