O território palestiniano

A branco  , os territórios ocupados pelo “estado” de Israel. A verde, os territórios ocupados pelo estado Palestiano.

perdida-de-territorios-palestinos-11 ETAPA 1 (1917-1946)- Imagem da esquerda. A 2 de Novembro de 1917, o Reino Unido publicou a Declaracão de Balfour, na qual se declarava a favor dos planos sionistas e de criar uma nacionalidade judía na Palestina. Depois da Primeira Guerra Mundia, a Sociedade das Nações aprovou o Mandado Britânico da Palestina com as intenções aqui expostas. Começa então a entrada dos judeus em terras Palestinianas.

ETAPA 2(1947)- Imagem da direita. Em 1947, as Organizações das Nações Unidas aprovaram a partição da Palestina em dois estados, um judeu e outro árabe.

perdida-de-territorios-palestinos-21 ETAPA 3 (1949-1967)- Imagem da esquerda e em baixo. A 14 de Maio de 1948 expirou o Mandado britânico na Palestina. De seguida os judeus proclamaram a indepêndencia do Estado de Israel na sua parte do território otorgado pela partição de 1947. Após a gerra árabe-israelíta de 1948, em 1949 Israel aumentou o seu território em cerca de 23%, mais do que o designado pelas Nações Unidas. Em 1967 teve lugar a Guerra dos Seis Días, na qual Israel lançou um ataque preventivo contra o Egipto, Siria e a Jordânia En 1967 tuvo lugar la Guerra de los Seis Días, en la que Israel lanzó un ataque preventivo contra Egipto, Siria y Jordania. Os israélitas toramaram então posse da Cisjordania e de Gaza, conquistarão as Colinas de Golã, a península do Sinai e Jerusalém Este (Cidade Velha).

ETAPA 4 (1968-2000)- Imagem da Direita. Até 1977, criaram-se 30 ajuntamentos de colonos na parte palestiniana, no qual viviam cerca de 5000 habitantes. Em 1978, transcorrido o acordo de Camp David, Israel devolvei o Sinai ao Egipto. Em 1980, Israel promulga uma lei que declarava que toda a cidade de Jerusálem, incluindo a parte oriental e uma ampla zona periférica com sendo a  y una amplia zona periférica, como «capital eterna e indivisível» do Estado de Israel.

ETAPA 5 (2001-2008)- Israél retirou-se unilateralmente da Faixa de Gaza no verão de 2005. Desmantelaram-se 17 ajuntamentos de judeus desta mesma zona e outros quatro na zona norte da Cisjordania.

Actualmente Israel é um dos países mais florescentes económicamente, em 1948, era sustentado basicamente com donativos vindos de judeus espalhados por todo o mundo. Rapidamente e graças à situação geo-politica com a Palestina, desenvolveu a industria bélica e de armamento, criando por arrasto uma ecónomia no mercado das tecnologias. Apesar do seu território ser maioritáriamente desertico, a agricultura é bastante desenvolvida, assim com o a exploração de diamantes, equipamentos médicos, farmaceuticos e quimica fina. Israel é também o terceiro país com mais empresas cotadas na bolsa de NASDAQ.

Hoje em dia a coisa parece-se +/- com isto e os ataques israélitas que temos ouvido nas noticias acontecem na zona verde:

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O livro dos livros?

Vou-vos aqui mostrar um pequeno excerto de um dos documentários que mais me marcou até à data…

O excerto faz parte do documentário “The root of all evil?” de Richard Dawkins, e tudo o que está aqui transcrito foi confirmado por mim através da pesquisa na Biblia, sem continuar com rodeio cá vai disto: (PS: a tradução é minha seguindo as linhas de uma outra tradução já existente)

Certamente não seria tão mal, crer em códigos morais transmitidos para nós pela bíblia. Não nos dá a bíblia um marco moral para viver? Bem, não. Os textos santos são de origem e veracidade duvidosas, e com contradições internas. E quando olhamos de perto encontramos um sistema moral que qualquer pessoa civilizada de hoje reconheceria como venenoso.
O antigo testamento está em cada igreja e sinagoga do mundo, e é a raiz do Judaísmo, Cristanismo e Islão.

Deutrónimos 13:6:
Se o teu irmão, o filho do teu pai ou da tua mãe, ou teu filho ou filha, ou a esposa que abraças, tratar de te seduzir em segredo dizendo: Vamos e sirvamos a outros deuses!

Este é o concelho de Deus sobre o que fazer com um amigo ou familiar que te sugere que creias noutras divindades:

Deutrónimos 13:9-10:
Mas certamente o matarás, a tua mão será a primeira contra ele para o matar, e depois a mão de todo o povo, e o apedrejarás até que morra, já que ele tentou de te desviar de Deus.

O Deus do antigo testamento deve ser a personagem mais desagradável de toda a ficção. Zeloso e orgulhoso, inconsequente, vingativo, injusto, implacável, racista, limpador étnico, levando os seus crentes a cometer actos de genocídio. Se Deus não é um bom exemplo moral quem é? Abrão, o fundador das três grandes religiões monoteístas? O homem que voluntáriamente oferecia o seu filho Isaac em sacrifício? Talvez não… Que tal Moisés, cujas tábuas diziam “Não matarás”? Mas segundo o livro de Números ele se enfureceu por causa da piedade dos israelitas pelos midianitas conquistados. Ordenou matar todos os homens e todas as mulheres anciãs, seguindo de:

Números 31:18:
Porém, todas as jovens que não conheceram nenhum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós.

Como esta história de Moisés é moralmente distinguível do ataque de Hitler à Polónia, ou do massacre aos curdos por Saddam Hussein?

Então deixemos Moisés. Há personagens menores com dilemas morais mais cotidianos. Talvez eles proporcionem um melhor modelo a imitar.

No livro de Juízes, um sacerdote viajava com a sua esposa. Passaram a noite na casa dum ancião. Mas durante o jantar, uma multidão veio para exigir que o anfitrião lhes entregasse o seu convidado masculino.

Juízes 19:22 :
Trazei cá para fora o homem que entrou em tua casa, para que oconheçamos”.

Sim, no sentido “bíblico”.
Bem, o ancião respondeu:

Juízes 19:23-24 :
Irmãos meus, não se portem assim. Aqui estão a minha filha virgem e a concubina do homem, fá-las-ei sair agora, humilhai-as, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos, porem a este homem não façais tal loucura

Então, desfrutem violando e humilhando a minha filha, mas mostrem respeito ao meu convidado já que é homem. Mas além do que esta estranha história pode significar, diz-nos algo sobre o status das mulheres nestas sociedades religiosas.

Agora, desde já, bons cristãos protestariam: todos sabem que o antigo testamento é desagradável. O novo testamente de Jesus, dizem eles, “Desfaz o dano e torna tudo certo.” Sim, não há dúvida de que de um ponto de vista moral Jesus é um enorme progresso. Já que Jesus, ou quem quer que escrevesse as suas linhas, não se conformava com sacar a sua ética das escrituras com as quais havia sido criado. Pois então, tudo deu para o torto.

O coração da Teologia do novo testamento, inventava depois da morte de Jesus, que esta é uma cruel doutrina sadomasoquista de tormentos pelo pecado original. A ideia é que Deus se encarnou num homem, Jesus, para ser horrorosamente torturado e executado para redimir todos os nossos pecados. Não só o pecado original de Adão e Eva, senão também futuros pecados, quer os cometamos ou não.
Se Deus queria perdoar os nossos pecados porque não simplesmente o fez? A quem quer impressionar? Pelos vistos a si mesmo, já que ele é juiz e jurado, assim como a vítima da execução.

Segundo a visão científica da pré-história, Adão, o suposto autor do pecado original, em primeiro lugar, nunca existiu, um embaraçoso feito que destrói a permissa de toda a retocida e cruel teoria de Paulo. Ah, mas só era uma história “simbólica” certo? Simbólica? Então Jesus submeteu-se à tortura e foi executado por um pecado simbólico de um indíviduo não existente? Ninguém, a não ser pela fé, poderia negar que isto é absolutamente demente.