Mudando a consciência

Olá a todos,

Estou num final de tarde de sexta, no CIB (Centro de Investigações Biológicas) em Madrid, a tentar acentar a poeira que se levantou nos ultimos dias. A razão pela qual estou com tantos detalhes em relação ao local onde estou agora e tudo mais é mesmo só para ficar registado como recordação. Podem passar esta parte a frente🙂

Vou tirar um momento de pausa no meio de toda a agitação que tem envolvido o Blog (e ainda bem que é agitado) para falar um pouco mais para aqueles que nos visitam e possam ter vontade de ler estas palavras. A vocês que tão comigo nesta casa pois já me conhecem =)

Estamos quase a fazer um mês espero que as páginas que temos escrito tenham de certo modo alterado as prespectivas e visões de alguns que se tenham dado a trabalho de procurar a nossa oferta. Isso deixar-me-ia contente.

A forma como eu fui ‘levado’ e atraido para este tipo de debates foi um pouco ‘à força’. Mas ainda bem que foi assim. Vou passar a contar.

Numa noite de café estava eu e mais dois amigos a comentar sobre a existência ou não de Cristo. De três pessoas surgiram três opiniões diferentes. Exactamete as três opções que estão a imaginar. “Jesus Cristo existiu como está na Biblia”, “Jesus foi um homem normal, se calhar um pouco à frente para sua época”, e por último “Jesus nunca existiu”. Na altura eu era o defensor da segunda ideia. Jesus um homem normal, carne e osso.

No dia depois, esse meu amigo chamou-me e disse, “chega cá”. Eu pensei logo: “tou a tentar trabalhar não me distraias com palhaçadas”. Mas lá fui ao pé dele. Ele pôs o Zeitgeist no play (na altura nem sabia da sua existência nem do seu nome). Fiquei quieto a observar toda a primeira parte, que fala exactamente de Cristo e das religiões do mundo. Uma cascada de perguntas enxeu-me a mente e já quase incapaz de voltar a pegar no trabalho mandei um mail a toda a gente a fazer ‘publicidade’ ao que acabara de ver, pensando na quantidade de gente que iria dar atenção ao que estava a dizer e quantos iria chocar.

Acabei por ver o filme todo um tempo depois. Zeitgeist, O Filme.

Mais uma vez a minha cabeça girava com tanta informação que tinha recebido. Foi necessário ver o filme várias vezes para ficar a perceber bem o que se passara. E agora perguntam, com tudo isso que conclusão chegaste?

Pois, começando do inicio, cheguei a conclusão que os pilares religiosos (que quase são estatais) nos quais acenta a nossa sociedade são mentira. É verdade, para aqueles que estão a ler isto pela primeira vez eu hoje posso dizer posso provar e explicar, da mesma forma que se prova um crime num tribunal, que Jesus Cristo nunca existiu. Que a Bíblia nada de original trás e que todo o protagonismo que damos ao Cristianismo, ao Judaismo e ao Islamismo é um espelho falso de ingnorância e uma perpetuação de uma ilusão. Essa foi a minha primeira pesquisa. Já que tinham posto em causa todos os pilares religiosos com que sempre fui familiarizado eu quis tirar as coisas a limpo e quis saber realmente como tudo começou. Onde realmente começou o Cristianismo. Só percebendo as suas origens podemos perceber o que realmente é. E foi exactamente isso que encontrei, o velho e novo testamentos, Cristo e afins, não são mais que cópias integrais de antigas religiões Pagãs. A diferença entre o Cristianismo e o Paganismo antigo é que antigamente as pessoas sabiam que era tudo uma metáfora e um mito, hoje em dia as pessoas têm Cristo como alguém que realmente existiu.

Irei futuramente postar mais informação sobre este assunto, mas posso já adiantar uns titulos para pesquisa: O livro, ‘Os mistérios de Jesus’, o documentário ‘O Cristo Pagão’, o próprio filme Zeitgeist, e muitos outros que ainda irei postar. Autores como Timothy Frek e Peter Gandy são certamente referências.

Então, se toda este véu religioso é uma falácia o que mais na nossa vida é uma falácia? Desta pergunta surge o choque com a palavra ‘mito’. A nossa sociedade vive à base de mitos e come praticamente todos os que lhes põem à frente. A partir deste ponto ‘Zeitgeist’ aborda o mito do 11 de Setembro, o ataque às torres gémeas.

Muitos falam da teoria da conspiração e de que o ataque é um esquema americano. Teoria? Dêm uma vista de olhos nos factos que existem e verão que a teoria é na verdade um facto bem fundamentado. Então espera!!! Os EUA levaram a cabo o próprio atentado? Matando a sua própria gente?

Acham mesmo que um homem sujo enfiado numa caverna no meio do deserto podia controlar uma operação de tal modo complexa? Especialmente quando estamos a falar dos Estados Unidos da América que transbordam armamento militar, em que apenas dois dos seus porta-aviões podiam acabar com a fome no mundo! Acham mesmo que se deixariam ser atacados?

Ah! Mas você/tu é daqueles que está ai em casa e que já sabia disto! E que não se deixa enganar pelas tramas Americanas! Então eu vou já saltar uns paragrafos à frente, que mudou isso tudo na sua/tua vida?

Mas se os Americanos puseram o ataque que diábos passa aqui? E quanto mais procuramos mais insignificantes nos sentimos, mais pequenos parecemos perante a teia que rege o mundo.

Nas nossas casinhas pequeninos, no nosso quotidiano alheios a tudo, tudo nos parece bem se tivermos aquele bocadinho de tempo para ver a novela a noite ou o programa do Malato que tanto diverte as pessoas. Sabe bem um pouco de pausa depois dum dia de trabalho. Depois, quando o programa acaba e caem de novo na realidade vêm que têm de continuar a escravidão no dia seguinte porque nem sequer há dinheiro! Dinheiro? Hã? Passo horas a trabalhar para ganhar dinheiro, mas afinal de onde é que ele vem? Que é que cria o meu tão querido dinheiro? Aposto que estas perguntas não faziam parte do teu vocabulário. Faziam?

É exactamente o mito que se vive na sociedade e estas perguntas que nos levam para a terceira parte do Zeitgeist e em especial no Zeitgeist Addendum.

E quando nos apercebemos de onde realmente vem o dinheiro, do que realmente ele vale, do que já valeu e de como as coisas são governadas no dia de hoje, só nos resta se não estremecer. Pensemos um pouco, se toda a nossa sociedade acenta no dinheiro não seria lógico que o DINHEIRO fosse ensinado nas escolas a TODOS? Não estou a falar de bolsas nem investimentos, tou a falar da própria essência do dinheiro! Seria de todo vantajoso ensiarmos esta questão nas escolas, pois a mentes férteis dos pequenos (mesmo na primária) talvez viessem a imaginar uma forma mais benéfica de sustentar a nossa sociedade. Mas ao invés disso que ocorre? Nada. O dinheiro é ensinado como algo que se tem de lutar para ter, muitas vezes sem olhar às medidas. E que o dinheiro é o único que importa. E a ostentação deve ser valorizada, é isso que ensinam e que passa na cultura actual.

Acreditam que o governo é o topo de uma nação? Que nada há mais elevado que o governo numa nação? Então pesquisem o conceito de banco central. Podem começar por toda a informação que se tem publicado aqui neste Blog.

Mas estas questões não são faladas. Em lado nenhum. As pessoas riem-se e gozam a sua carteira de pele de crocodilo ou os sapatos de bicos afiados. A sociedade ensina-nos a não debater estas questões. A sociedade ensina-nos a aceitar o que nos dizem. E PIOR, torna dificil que no momento em que somos confrontados com novas realidade tenhamos dificuldade em manifestar-nos e em alterar a nossa posição no mundo.

Penso que o que nos faz ignorar o que está ‘a cima’ de nós é porque nós próprios ignoramos o que está ‘a baixo’ de nós. E isso deixa-nos incapazes na nossa arrogância. Não existe tal coisa, nada a cima nem nada a baixo. Desde a pedra tirada no chão, à formiga que pisamos, a qualquer entidade que consigam imaginar ‘a cima’ de vocês, não existe qualquer diferença. Somos iguais! E a melhor forma de percebermos isso é percebermos a nossa origem. Reparem na quantidade de coisas que existe na nossa socieade que é tida como existente sem sequer se questionar a sua origem, podemos brevemente nomear três: Deus, Dinheiro, Petróleo.

Uau! O petróleo vem de baixo da terra. Boa. Já alguma vez jogaram um jogo de estratégia num computador? Resumem-se a controlarmos uma civilização que sobrevive à base de 3 ou 4 recursos. Normalmente oro, madeira, barro, comida, ferro, etc. A sociedade virtual no computador sustem-se sobre estes VÁRIOS recursos. Então mas e a nossa sociedade?

UM (1) RECURSO! Singular, unidade. A nossa sociedade está reduzida ao petróleo. Enquanto que no joguinho de computador se não tivessemos madeira podiamos sempre construir alguma coisa só com oro ou barro na nossa sociedade se acabar o petróleo AGORA em menos de 2 dias voltamos a idade da pedra! Pensem numa cidade que viva no interior. Coimbra por exemplo, tenho vivido lá os últimos anos. Quando houve a paragem dos camionistas em dois dias Coimbra virou o Caos!! Agora imaginem sessar o petróleo. Como chegava a comida? Como me poderia eu deslocar a outras cidade? Voltariamos a ser completamente animais. Então podemos perguntar-nos, porque não há mais nenhum recurso que sustente a nossa sociedade e nos dê folga para caso o outro falhe?

Por causa do lobby do petróleo e do dinheiro que ele mexe que impossibilita a tecnologia já existente de vir a cima proliferar.

Ah! já sabias isto. Então, mas o que é que isso mudou na tua vida? Continuas a enfardar o depósito e gastá-lo sem preconceitos. Continuas a alimentar o mais possivel esse monopolio?

Nós vivemos numa farça de mitos e crenças. De reboçadinhos para crianças que nos fazem ficar sentados a apodrecer dos dentes e da cabeça!

Descobri ao longo dos últimos tempos que dos processos mais dificeis para a mente humana é abandonar tudo o que sempre acreditou, abandonar todos os pilares que lhes dá sanidade.

Resumindo um pouco a história,

“Deus criou o universo e Jesus Cristo foi seu filho e veio a terra para nos salvar.” – É mentira, Cristo nunca existiu e Deus é um conceito que só em si é um paradoxo. As provas e a discussão está em todo o lado.

“Okay eu vejo a Biblia como uma metáfora e uma forma de levar a vida” – Fazes mal. A bilia já foi tantas vezes alterada que já está completamente deturpada da sua mensagem original. Se realmente te importas com o sentido metafórico da Biblia então deves procurar nos textos originais. O paganismo grego creio que é uma boa aposta.

A religião e as crenças, sejam elas quais forem, matêm-nos alheios e fora das questões que nos rodeiam do mundo que nos rodeia. E passamos a aceitar as coisas como elas são e viver de forma a que nada perturbe o nosso delicado equilibrio. DESEQUILBRA-TE! As coisas não são assim porque têm de ser! As coisas são assim porque foram criadas para serem assim! Somos manipulados desde que nascemos!

Nunca há tempo, nunca há possibilidade. Todo este turbilhão que está a tentar levar a cabo, todo o processo de refutação dos nossos pilares é necessário para depois podermos pensar com calma sobre como melhorar a nossa sociedade. É isso que nós somos uma sociedade. Não somos Cristãos e Ateus e Portugueses e Espanhois e Americanos e do Sul e do Norte. Somos humanos somos iguais!

Citando Bill Hick: “isto é apenas uma viagem, podemos mudar, sempre que queramos. […] Nós somos todos iguais, todos o mesmo. Não há diferenças”

Aprendamos a vive num mundo de iguais e esqueçamos as diferenças. E mesmo para aqueles que já sabem todo isto que eu disse, eu de novo pergunto, ‘o que mudou isso nas vossas vidas’, ‘que atitudes do dia a dia mudaram para tentar tornar algo diferente’?

Como o tempo nunca há, eu me despeço agora alheio a todos os erros ortográficos que dei pois nem tempo tive para corrigir o meu texto. Alheio à bagunça das palavras que gerei. Mas espero que haja tempo em todos voces para se dedicarem a estas questões. Chega de historias da caroxinha, chega de romances e contos de fadas, leiam cultura, leiam ideias, leiam discussões!

Espalhem a palavra.

Mais palavras que não são minhas: “a revolução tem de começar em cada um”

Tenho de ir… desculpem o spam

5 Responses to Mudando a consciência

  1. kalenda diz:

    Já agora e o “Budismo agnóstico” ??? Que tem tudo o que de bom o Buda nos ensinou, deixando de parte o dogma da reencarnação.

    Algum de vocês sabe algo sobre isto ???

  2. mastiphal diz:

    Wooow MEGApost Teixeira, que bela ode que criaste aqui!!!!

    kalenda, para mim o Budismo agnóstico é das ideias que melhor assentam em mim hoje em dia.

    Basicamente trata do nosso bem estar conosco próprios e com o meio que nos rodeia aplicando as ideias de Sidarta Gautama, atravez do raciocinio, amizade e co-existencia com os seres proximos de nós. É um ideal de paz interior e exterior que muito me agrada apesar de não ter grandes conhecimentos sobre este mas prometo que assim que tenha disponibilidade irei pesquisar mais e partilhar com todos vós!

  3. Deste alguns erros, mas escreves-te bem! Ás vezes começas a “abrasileirar” um bocado mas a alma é bem portuguesa.😉 Prometo que vou ver tudo… e ler. Ah! Eu, o Roger e a Inês chegamos á conclusão (ainda verde) que o projecto Vénus é uma Utopia. Dica:

    -Inevitavelmente acaba num autocontrolo social.

    Depois debatemos contigo, mas penso que a sociedade tenderá a evoluir para algo parecido mas em nada igual!

  4. Olha não sabia onde colocar esta noticia mas parece-me interessante.

    http://plusdemain.wordpress.com/2009/01/31/i-have-faith-therefore-i-have-less-pain/

    afinal parece que as crenças têm um objectivo evolutivo.

  5. 4zbruno diz:

    Infelizmente só de passagem =/

    Bom post jubi e boa organização de ideias!

    Kalenda: “deixando de parte o dogma da reencarnação” Porquê? Penso que tu ainda á uns dias noutro post escreveste qualquer coisa do “Epicuro”do género: é bom ter um pensamento insignificante em relação á morte, porque todo o bem e todo o mal reside na sensação…basicamente os conhecimentos da reencarnação é com o objectivo de não dar importância á morte. Só por curiosidade, um estudo feito por psicólogos numa universidade em Inglaterra, concluiu que a maior causa de stress é a morte. Então porquê eliminar ou discriminar conhecimentos com utilidade?

    andrefmartins: não vi o post, mas falas de que crença? Religiosa? É que existe uma tendência natural para associar crença á religião, mas não se resume a isso. Todo o conhecimento envolve crença, verdade e justificação, e isto é um processo. Já pensas-te porque é que normalmente as pessoas quando argumentam e fundamentam algo, apoiam-se numa mentira ou algo que está refutado para fazer valer o seu ponto de vista? De facto resulta e isso é uma estratégia processual, é necessário justificar o que está errado para alcançar outra linha de pensamento, será isto motivo para tirar poder ou razão ou utilidade á crença falsa? A crença é um estado subjectivo, é a condição subjectiva do conhecimento, só há crenças porque há sujeitos que as perfilam, crença implica convicção e anda muitas vezes associada à certeza.

    Refiro também quem quando se analisa algo subjectivo será sempre individual/pessoal e nunca será objectivo e universal como se pretende maioritariamente por isso é engraçado de discutir, porque se analisarmos com profundidade é difícil ou impossível alcançar a objectividade e universalidade, logo as questões subjectivas estarão sempre sujeitas aos estímulos que activam os nossos órgãos dos sentidos, mas também depende da actividade da pessoa que organiza e configura esses dados, de acordo com as suas estruturas mentais: aprendizagens, experiências passadas, motivações, aptidões, personalidade etc…

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