Hora do Planeta

No dia 31 de Março de 2007,  em Sydney, Austrália, às 20:30 2 milhões de cidadãos desligaram as luzes durante uma hora, começando assim um protesto unificado no combate ao aquecimento global: “Hora do Planeta – Hora para o nosso planeta”. Um ano depois a 29 de Março, as luzes foram desligadas por mais de 50 milhões de pessoas em cerca de 375 cidades em todo o mundo (incluíndo instituições publicas e empresas). Este ano comemora-se a dia 28, ou seja hoje, às 20:30 no Continente e na Madeira, 19:30 nos Açores apela-se ao maior número de pessoas para que apaguem todos os aparelhos electrónicos e todas as luzes desnecessárias durante uma hora.

Hora essa que será compartilhada com várias instituições e entidades públicas. A nível nacional, vários monumentos vão estar apagados, caso do Palácio de Belem, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém ou até mesmo o Cristo Rei.

Mas nem todos concordam com esta iniciativa. Bjorn Lomborg, director do think-tank Centro de Consenso de Copenhaga, escreveu um artigo no jornal The Australian criticando a Hora do Planeta. “Mesmo se mil milhões de pessoas apaguem as suas luzes no sábado [hoje] o evento será o equivalente à China parar com as suas emissões por apenas seis segundos”, indicou este dinamarquês.

Mas a iniciativa conta também com apoios importantes, como o do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “A Hora do Planeta é uma forma de os cidadãos do mundo enviarem uma mensagem clara. Eles querem acção em relação às mudanças climáticas”, disse num vídeo no YouTube. As novas tecnologias foram essenciais para passar a mensagem. Segundo o site earthhour.org, a rede social da Hora do Planeta tem 1,1 milhões de pessoas e a cada 0,8 segundos é visto o vídeo da iniciativa.

7 Responses to Hora do Planeta

  1. Kalenda diz:

    Sem querer desvirtuar tudo o que está associado à iniciativa, por acaso alguém sabe quais as consequências da diminuição/aumento brusco de carga numa rede eléctrica ? Deve ser bem interessante saber o que acontece nos principais “despachos” de energia eléctrica.

    Abraço …

  2. mastiphal diz:

    Não acontece nada Kalenda, a rede está construida para suportar grandes picos eléctricos, como por exemplo quando há apagões gerais em grandes àreas de território. E nem toda a gente irá aderir ao protesto e todos os que aderirmos não iremos apagar as todas as luzes no mesmo segundo…
    Há e não esquecendo que o jogo de Portugal com a Suécia começa 10 minutos após o protesto, pelo que muita gente irá manter tudo aceso ou pelo menos deixar a tv ligada enquanto o resto das suas habitações estão “no escuro”.

  3. Joao Teixeira diz:

    Em relação aos picos de corrente não sei dizer nada nem me vou atrever =P

    Em relação ao aquecimento Global.. Sinceramente qual é a vossa opinião? Eu pessoalmente “acredito” no aquecimento global. Mas depois quando vejo certos historiadores dizerem que no passado já se registou descidas e subidas de temperatura ainda mais acentuadas que a que estamos a viver agora e que por isso não há razão para alarme fico um bocado ‘naquela’..

    Dizem que estas aumentos de temperatura devem-se a variações na actividade solar, que tem sido um pouco intensa últimamente.

    Alguém me pode acrescentar algo mais em relação a isto? CO2 ou actividade solar?

    Seja como for, mesmo que este aquecimento e descontrolo climático seja fruto da actividade solar, não é desculpa para não pararmos de poluir o planeta.. há sitios onde respirar é impraticável.

  4. MFelicio diz:

    Eu diria que, de acordo com a teoria da evolução, se a tendência é poluir o planeta e cada vez mais se tornará difícil respirar, então rapidamente o ser humano evoluirá para uma nova espécie onde não seja necessário respirar.

    Se devido ao aquecimento global as pessoas começarem a morrer, diria que rapidamente o ser humano evoluirá para uma espécie cuja pele será mais resistente ao aquecimento global.

    Deixa a coisa andar…

  5. mastiphal diz:

    No meio ambiente para uma espécie dar lugar a outra espécie, são necessárias 50 gerações em média para que essa evolução se torne definitiva. Considerando que os seres humanos em média geram a sua primeira descendença aos 20/25 anos, seriam necessários cerca de 1000 anos para conseguirmos abdicar por completo de respirar oxigénio e passarmos a respirar dióxido de carbono ou suportarmos melhor o calor gerado pelo aquecimento global.

    Considerando que da forma a que isto tem vindo a evoluir, e que nos últimos 10 anos se poluiu tanto nos nos outros 100 anos anteriores, não teremos de forma alguma tempo suficiente para evoluirmos para outro estado fisiológico.

  6. MFelicio diz:

    Não tem necessariamente que ser um processo rápido nem fácil.

    Mas lá chegaremos.. quer pela teoria da evolução quer por avanços tecnológicos.

  7. mastiphal diz:

    Ah, sim, se contares como teoria da evolução também os avanços tecnológicos. Sim, assim acho a tua teoria mais credível MFelicio, mais depressa o Ser Humano arranja forma de converter o Dioxido de carbono em oxigénio do que nós começava-mos a respirar CO2.
    Isso aliado a protectores solar factor 18921838^123 seria o ideal!😀

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