À procura de Darwin – episódio 2.

explosm-evolution-t-shirtBoas,

Apesar desta série ter o objectivo de ser diária é por vezes muito difícil de manter a assiduidade..

Começámos a quinta-feira passada com uma breve introdução aos órgãos vestigiais. Vou hoje aprofundar um pouco mais o tema com mais alguns exemplos.

Ao longo dos tempos, conforme a selecção natural actuava sobre o nosso ”primitivo” corpo, certas características deixaram de ser necessárias tendo por isso desaparecido. Contudo, alguns sinais destas características podem ainda ser visíveis nos nossos corpos. É a este tipo de características que designamos de vestigiais.

peledegalinha

A famosa ‘pele de galinha‘ é um exemplo de uma característica vestigial. Quando temos frio, medo ou estamos mais excitados ficamos com ‘pele de galinha’. Muitos animais têm o mesmo comportamento perante as mesmas situações. A ‘pele de galinha’ permitia que os pelos se erguessem aprisionando o ar quente ou fazendo o animal em questão parecer maior e impor assim respeito ao adversário ou ameaça. Com o tempo, os nossos antepassados foram perdendo a grande quantidade de pêlo que antes possuíamos. Contudo, esta característica de pele de galinha manteve-se.

3eirapalpebra

A Terceira palpebra – é fácil notar quando um réptil uma terceira pálpebra que surge da zona lateral do olho que surge quando este mergulha ou pisca os olhos. Esta pálpebra é também comum em aves e peixes. Contudo, é bastante rara em mamíferos. Existe apenas uma espécie conhecida de primatas que ainda possui esta pálpebra – Calabar angwantibo. Nós Humanos possuímos uma versão muito vestigial mas que ainda é possível de observar. Ver na figura.

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O Tubérculo de Darwin (penso que seja esta a tradução). Usado nos animais para focar sons particulares, esta estrutura não tem mais qualquer utilidade nos Humanos. Segundo a minha fonte apenas 10.4% dos Humanos possui ainda esta característica visível (eu ainda tenho :))

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O famoso Dente do Siso! Se pensarmos bem, não faz qualquer sentido depois de 20 anos com tantos dentes na boca e com uma dentição diga-se aceitável, nascer-nos mais quatro dentes para estorvar. Contudo nem sempre foi assim. Antigamente, os nosso ancestrais levavam uma dieta muito mais vegetariana e possuíam maxilares maiores, pelo que mais dentes do tipo ‘molar’ eram desejáveis pois ajudavam a digestão e aumentavam o rendimento alimentar. Com o tempo, a nossa boa tornou-se mais pequena, a nossa alimentação mudou mas os dentes do siso continuam cá. Contudo, parece haver populações onde os dentes do siso já estão completamente extintos.

E por aqui fico com as características vestigiais. Existem muitos outros vestígios, uma pesquisa mais profunda na Internet certamente os trará à superfície. Algumas destas características já as conhecia, outras fiquei a conhecer com este post. A informação foi praticamente tirada deste link: http://listverse.com/science/top-10-signs-of-evolution-in-modern-man/. Desculpem este post ter sido um pouco copy+paste mas por vezes faz falta quando se trata apenas de relatar algumas coisas.

Por agora é tudo.. deixo-vos com um pouco do próximo episódio:

– Simetria

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kupu

Abraços.

4 Responses to À procura de Darwin – episódio 2.

  1. MFelicio diz:

    Pergunto-me se não comessemos todos os dias não poderíamos evoluir para uma espécie que consiga sobreviver sem comer tanto?

    Tipo dia sim dia não. Depois só de dois em dois dias. Depois só aos fins de semana. Por aí fora.

    Será que é um vício que temos e não uma necessidade? Será que a nossa face iria ficar de forma diferente?

    Dá para imaginar muita coisa..

  2. Joao Teixeira diz:

    O que tu estás a dizer chama-se ‘plantas’. As plantas não comem. Sintetizam a sua comida com base em CO2 e luz solar, basicamente.

    Existem 4 tipos básicos de ‘alimentação’, sendo que os seres podem ser classificados em:

    – Fotoautotróficos
    – Quimioautotróficos
    – Fotoheterotróficos
    – Quimioheterotróficos (nós)

    Aqui fica um esquema que acho que explica bem esta questão: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0e/Troph_flowchart.svg

    Mas não podias evoluir nesse sentido. Lembra-te que o máximo, se gradualmente deixasse de haver comida, as pessoas que não precisassem de comer é que iriam ser beneficiadas. Tu não irias passar a ser fotossintético, comer é uma necessidade.🙂 podes é comer menos e deixar-te de exageros, isso sim🙂

  3. ManuelFelicio diz:

    Não estou a falar de uma mudança radical em que pura e simplesmente deixas de comer. Comes é com menos frequência.

    A minha questão é, será que é realmente necessário ou é apenas um vício? É uma necessidade assim tão grande nós comermos tanto ou é mais porque estamos habituados a comer sistematicamente às mesmas horas?

    Repara que, quanto mais comemos, maior fica o nosso estômago e mais quantidade de comida consegues comer. O inverso também se aplica. Espero não estar a dizer nenhuma bojarda, mas creio que é isto que acontece com a maior parte das pessoas.

    É verdade que por comer menos, talvez fiquemos mais magros, ainda assim penso que depende do tipo de comida que comemos ou não? Comer um bife não é o mesmo que comer uma salada..

    Estou com esta conversa porque ando a tentar deixar de comer chocolate😛

  4. Joao Teixeira diz:

    “A minha questão é, será que é realmente necessário ou é apenas um vício? É uma necessidade assim tão grande nós comermos tanto ou é mais porque estamos habituados a comer sistematicamente às mesmas horas?

    Repara que, quanto mais comemos, maior fica o nosso estômago e mais quantidade de comida consegues comer. O inverso também se aplica. Espero não estar a dizer nenhuma bojarda, mas creio que é isto que acontece com a maior parte das pessoas.”

    Concordo contigo aqui. Acho que estamos muito habituados a comer muito e às mesmo horas. Eu ultimamente tenho dias em que praticamente não janto e não é o fim do mundo. Nem me sinto com fome. É verdade podes emagrecer se comeres menos.. mas afinal qual é a vantagem de estar com mais peso? Se viermos mesmo a ter de passar fome não vão ser essas reservas de gordura que nos vão salvar.

    Estás a deixar de comer chocolate ?! :O

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