Banidos da Bíblia (Banned from the Bible)

ossegredosdosapostolos“Banidos da Bíblia” é um documentário que tenta expor algumas histórias evangélicas que, por causarem controvérsia, foram banidas da Bíblia.

Segue a Sinopse tirada do Site Bestdocs.br

As palavras dos seguidores de Jesus são consideradas “a pura verdade”. Então, deve-se perguntar como é que alguns dos escritos que lhes são atribuídos foram suprimidos do Novo Testamento. Por que Roma eliminou o relato de Pedro sobre uma batalha ao estilo de “O senhor dos anéis”? Quem foi a misteriosa e poderosa acompanhante de Paulo durante as suas viagens e por que lhe foi negado o seu lugar legítimo entre as mulheres da Bíblia? Que atos sexuais proibidos são sugeridos no evangelho secreto de Marcos? Por que foi eliminada uma versão do evangelho de Pedro que exonerava Poncio Pilatos? E, o que há no recentemente autentificado Evangelho de Judas que pode mudar a sua imagem como o autêntico traidor de Jesus Cristo? Por que é que a Igreja proibiu estes escritos? Trata-se de dados perdidos dos autênticos ensinamentos de Jesus Cristo ou de tentativas hereges de reescrever a história? Analisaremos os lugares onde estes textos apareceram pela primeira vez, o debate sobre a sua autenticidade, assim como o seu significado, se é que é verdadeiro.

O documentário, que passou no Canal História, segue inteiramente em Português no seguinte link.

http://www.megaupload.com/?d=B2NJ5532

Comentário Pessoal:

A meu ver este documentário junta um pouco mais o Cristianismo e o Paganismo antigo, fazendo referência à contemporaneidade entre os primeiros cristãos e os pagãos. A referência aos Gnósticos é também bastante importante neste documentário.

Afinal… Se os textos da Bíblia são sagrados e representam a verdade.. porque é que só alguns de todos os textos que poderiam constituir a própria Bíblia é que lhe fazem parte? Será que uma das maiores religiões do presente assenta na selecção e na censura levada a cabo por alguns no passado?

Claro que.. a este documentário há que juntar muito outra informação para podermos construir todo o puzzle. Contudo…

acho que ver este documentário é bom tempo empregue no Domingo de Páscoa.

15 Responses to Banidos da Bíblia (Banned from the Bible)

  1. Inês Santarino diz:

    Meu caro João,

    Acredita que vais continuar a questionar-te para o resto da tua vida, porque o que sabes sobre a Bíblia é com certeza o que deu mais jeito na altura. Ou achas que a Igreja iria contar que na altura o amor, por exemplo, não era só psicológico?
    Eh, sinceramente, resigno-me um pouco a esta questão. Sigo o Paganismo que é bem mais belo e sem falsas vistas =)*

  2. Olá Inês!🙂 Prazer em ter-te aqui.

    É curioso falares no Paganismo. A primeira (e quase única até agora) que tive contacto com o Paganismo a sério foi no livro “Os Mistérios de Jesus: Seria o Jesus Original um Deus Pagão?”.

    O livro não só tenta provar o carácter mitológico de Jesus como também faz um muito bom apanhado da ‘religião’ pagã. Sinceramente fiquei bastante curioso sobre a forma como eles antigamente abordavam a coisa. Até me custa chamar-lhe religião. Os ensinamentos que tentavam transmitir, a forma como tentavam transmitir, os mistérios, tudo o mais. Bastante mais belo e puro, sem dúvidas.

    Já agora se puderes passar-me mais alguma informação sobre este assunto..🙂

    Beijo

  3. Inês Santarino diz:

    Eu penso que o Paganismo não será uma religião, mas há muitos que dizem que sim, outros que não. Depende da forma como cada um encara a vida, neste caso, sentindo a onda pagã. Eu só sei que Jesus existiu como pessoa. Não sei se alguma vez teremos a certeza se o que diz a bíblia e livros é verdade pois esta está sempre a ser alterada. A verdade é que muitos seguidores do catolicismo que se dizem puros, são totalmente o contrário. Dizem que acreditam porque sim, nem chegam a senti-lo.
    Anyway, os livros que tenho são variações do Paganismo mas se tens tempo e gostas de ler de vez em quando uma saga, aconselho-te uma escritora que retrata muito bem como era o Paganismo há muitos anos atrás e a sua beleza – Juliet Marilier =)

    Beijinho*

  4. Inês Santarino diz:

    Esqueci-me de fazer referência a Ricardo Reis, como não poderia deixar de ser. Para mim, a cara do que o Paganismo representa e pode representar.

    “Para ser grande, sê inteiro: nada
    Teu exagera ou exclui.
    Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
    No mínimo que fazes.
    Assim em cada lago a lua toda
    Brilha, porque alta vive”

    Por Ricardo Reis

    Não sei se vês o mesmo que eu=)*

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  6. O testemunho de Judas, ou como lhe chamam, “o Códice.” só foi descoberto à pouco tempo, até descobrirem a veracidade do testemunho ainda demorará imenso tempo. Mas neste caso, ao contrário dos outros, até penso que secalhar será anexado à Biblia! É que ao contrário dos outros não abala em nada a história do Cristo que se pretende, penso até que lhe elevava o valor.
    Pensa bem, saber que houve um Homem de enorme dimensão e que perdurou até hoje tanto tempo nas crenças dos seus seguidores, e que ainda por cima tinha um braço direito chamado Judas, que foi o escolhido para ser o sacrificado juntamente com o próprio Cristo! Este tipo de tragédia, é imensamente poderosa (mais do que as gregas), porque revela então o suposto “amor” incondicional “para além da morte”!
    O único problema é que com isto ir-se-iam fundar mais religiões ou seitas, porque muitos estarão a achar que o verdadeiro Cristo era afinal Judas e não Cristo. Em suma, o que a partida poderá ser um facto contra religião, pode mais certamente tornar-se numa origem de ideais religiosos e/ou tendência pós-religiosa.

    Por acaso é engraçado, mas é mais fácil ter outra religião do que não ter nenhuma ou ser indiferente! E é isso que acontece se mais testemunhos e testamentos houverem… mais interpretações existirão… mais seitas serão fundadas… mais diferença e barreiras existirão entre pessoas iguais! O que perferes?😉

  7. Wow, antes de mais, excelente análise!

    É verdade, é mais fácil para a mente humana ser religiosa do que não ser. Isso é daquelas coisas que nos é intrinseca por natureza. O problema não são o número de religiões, é a forma como se olha para elas, o fanatismo que se leva e tudo mais. Por isso eu e a Inês estavamos a falar do paganismo como algo que muito possivelmente nem é uma religião.

    As pessoas têm de aprender a olhar para as religiões como filosofias e modos de vida. Não como clubes de futebol onde há «grupinhos» e claques. Quando assim for não há racionalismo e organização que resista.

    A meu ver, a descoberta de tantos textos religiosos só suporta a teoria de que Cristo foi uma figura mitológica tirada dos textos pagãos. Antigamente, quando a pessoa se tornava iniciado podia, ela também, escrever um evangelho. Este evangelho não tinha nada de absoluto, era a verdade encontrada dentro de cada um que o escrevia, pelo que sei.

    O que prefiro? Prefiro que as pessoas aprendam a seprar as questões práticas da religião.. As questões práticas resolvem-se de uma só forma.. ‘método científico’. O problema é que querem resolver questões práticas com base em subjectividades e crenças..

  8. Inês diz:

    André,

    que queres dizer com “Judas ao lado de Jesus como braçi direito”?😡
    Ando desactualizada ou os filmes que dão no domino de páscoa são do tempo da maria caxuxa =)*

  9. Olá Inês,

    É estranho realmente ouvir falar de Judas como alguém que não é o vilão! Judas Iscariot foi sempre retratado como um nobre que acompanhou Cristo na evangelização e que derrepente por meia dúzia de moedas de ouro o entregou para ser crucificado na cruz. E como dizes e bem, todos os rituais que muitas vezes vês fazer por esta altura são exemplo disso mesmo, “a queima do Judas!”, “O beijo do Judas!” o dia do “Judas enforcado na figueira!”, etc…
    Imagina agora que te dizem que Judas afinal era o escolhido por Cristo e não Pedro! Já é estranho… imagina mais ainda (na minha opinião para beleza da estória!), que Judas não só era o verdadeiro escolhido por Cristo, como foi o único que teve o direito de conhecer o verdadeiro testemunho de Cristo. Então, afinal o mau Judas era o bom Judas e nunca vilão!
    Judas, teria tido portanto um papel superior em toda a estória de Cristo contada, e teria sido o escolhido para entregar Cristo e fazer dele o verdadeiro Messias. Repara na beleza desta estória contada desta forma, e daí o facto de eu ter dito que neste caso até convinha que o testamento de Judas fosse adicionado á Biblia. Judas, que sabia o verdadeiro testemunho de Cristo, sabia portanto que Cristo não era um Ser milagroso, nem divino, mas sabia que aquele Homem fora do comum, podia vir a tornar-se numa figura perpétua e imortalizada para a humanidade. Teve portanto nas costas dele a cruz mais pesada de todos, e teve por força da sua crença e por amor incondicional ao seu “mestre”, que ultrapassar o próprio mestre para o tornar divino.
    Jesus Cristo, não era portanto um ser divino mas sabia melhor do que os outros da fraqueza da Humanidade! E Judas é o verdadeiro mártir e provavelmente seria intitulado como o verdadeiro Messias. http://en.wikipedia.org/wiki/Gospel_of_Judas

    Existem ainda uns outros escritos, que não sei se serão fidedignos (provavelmente não, ou então são tão fidedignos como os outros!), mas que dizem que a certa altura durante a via sacra de cristo, houve uma grande confusão no meio da multidão e que nesse momento Judas terá ido ter com Cristo para lhe dar água (e não Tomé, ou André, ou Tiago) e trocou de lugar com ele, sendo assim ele o crucificado. Se não me falha a memória, julgo que são os testemunhos de Barnabas!

    A minha opinião neste sentido tem duas perspectivas, a perspectiva do Humano e a perspectiva do Ser metódico e prático. Na perspectiva do Humano, devo dizer como já disse anteriormente, que a estória assim fica duma beleza extraordinária e que teria imenso gosto de ler a Biblia atentamente e com o espírito bem elevado para receber tal sabedoria literária. Do ponto de vista prático, penso que, para o futuro da humanidade não podemos tomar a vida de Cristo e a Bíblia como o nosso único objectivo. Podemos aceitá-la como exemplo e pensar nela como bons pensadores que somos. Acreditar fanáticamente é criar obstáculos ao nosso pensamento, e aprisionar não só o próprio pensamento, como o pensamento dos outros.

    Uma seita de Judas, até vinha a calhar agora uma vez que estamos na mudança de Eras! Peixes para Aquário, não é!?😉

    Beijinhos

  10. Inês diz:

    Ou então podiam começar a alargar horizontes e conhecer novos ideais, novas crenças*

  11. Eheh, se o Evangelho de Judas fosse incorporado viriam a surgir certamente novas igrejas..

    Ler a Bíblia de uma forma metafórica para tentar apreender a mensagem que nela está implicita é, a meu ver, a melhor forma de a ler, para não dizer a única. Mas isso depois faz-me tirar outra questão. Se aceitamos a Bíblia como uma metáfora então e se a queremos ler, então porque não ir ler os textos mais originiais e puros do paganismo? De onde, muito provavelmente, a história de Cristo veio? As histórias da Bíblia já foram tantas vezes alteradas de modo «a dar jeito»… que já devem estar demasiado corrompidas para se puder fazer esse tipo de leitura.

    Concordo com a conversa até agora, mas discurdo contigo Inês quando dizes que o pessoal devia abrir os horizontes a novas crenças.. crenças nunca foram solução.. Apanhando um exemplo mais próximo de ti, se tiveres uma crença muito grande para um resultado do lab vais escalhar estar a não ser capaz de ver um outro resultado que está a ocorrer mas que vai contra a tua crença. Seja crença no que for, ‘crença’ é sempre o mesmo processo mental e não leva a nada. Não estejamos aqui a confudir ‘crença’ com confiança.

    [[]]

  12. Inês diz:

    Acho que não faz mal a ninguém saber sobre mais para além do que já sabem. Quando falo em abrir os horizontes a novas crenças é, sem deixar a crença que de facto o faz sentir bem, saber sobre mais e mais tipo Budismo, por exemplo. Até podemos descobrir que afinal o nosso eu é caracterizado por permissas que engolbam essas várias crenças. Não sei se me fiz entender=x

  13. Claro que não! Só faz é bem, e é muito mau as pessoas chegarem a uma idade na vida em que pensam que já não precisam ou não dá para aprenderem mais. Concordo contigo.

    O único que franzi o sobrolho foi à palavra ‘crença’. A palavra em si praticamente denota incapacidade ou ‘não pré-disposição’ para novos horizontes. Logo aí um mau começo, a meu ver.

    Fizeste-te entender, isso depois está dentro de cada um😉

    Acho que o que as pessoas precisam de aprender agora é a separar as suas crenças dos problemas técnicos da sociedade. E aprenderem que por mais ou menos religiosas que sejam os problemas da sociedade resolvem-se de forma técnica.. e enquanto formos governados por esquerdas e direitas, frentes e trás.. não iremos a lado nenhum.. pois estaremos a ser governados pela subjectividade humana.. pelos preconceitos, desejos e ambições de cada um.. em vez de estarmos a ser governados por um caminho objectivo.. como o método científico. Esta conversa toda fui buscá-la aos trabalhos de Peter Joseph com Zeitgeist e ao Projecto Venus.

    Beijos

  14. Inês diz:

    Concordo inteiramente contigo! Como diz o meu pai, a maioria dos religiosos principalmente católitos, usam a religião para esconder e juatificar os seus problemas.
    Hum, mas nem tudo tem de ser como o m+etodo científico. Tu podes tornar as coisa smuito mais interessantes, seguindo um caminho não tão directo.. Falo por mim, eu tento sempre, em tudo o que faço, aliar o subjectivo, o que me faz pensar, às opções e acções que tenho na vida. Gosto sempre de complicar a coisa e colocar um misticismo em torno de tudo, por muito que a questão seja directa. Acabo é por ser pouco prática, mas depois levo com as consequências =)

  15. MSilva diz:

    Opa, gostaria de te convidar para participar de uma rede de conteúdo, se tiver interesse me adiciona no msn smatosjr@gmail.com ou me manda um email. Abraços Junior

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