Rapa Nui – O ecócidio

Todos nós conhecemos a famosa ilha da Páscoa. Conhecida sobretudo pelos seus tótems em forma de Homens cabeçudos.

O que muitos de nós desconhecemos foi o que o explorador holandês, Jacob Roggeveen encontrou quando pela primeira vez um ser ocidental pisou a ilha naquele dia de Páscoa de 1722.

Paisagem típica da ilha actualmente

Hoje a ilha é famosa pelas suas gravuras rupéstres e pelas suas estátuas mitológicas (Moai’s) erguidas pelos Rapa Nui, os habitantes originais da ilha.

Mas na altura da sua descoberta pelo explorador holandês a história e o cenário era bem diferente. Numa ilha onde “3 dias de trabalho geravam riquesa para um ano” –  Como foi descrito na altura – os seus habitantes sob-aproveitaram todos os recursos existentes na altura, o uso excessivo de madeira para erguer as estátuas megalómanas, fez a ilha entrar num ciclo vicioso. A ilha é um espaço diminuto apenas com 20 kilometros de ponta a ponta, existia uma pequena civilização chamada Rapa Nui. Eram uma civilização avançada apesar do seu isolamento, eram eximios artesãos, que com esta arte construiam barcos para a prática da pesca e ainda melhores engenheiros pois conseguiram erguer uma enorme quantidade de estátuas chegando algumas a pesar mais de 20 toneladas e a atingir os 12 metros de altura.

O lugar habitado mais isolado do mundo como também é apelidada, situa-se a 1600km da ilha mais proxima. Devido a este isolamento os Rapa Nui depressa esgotaram todos os recursos possíveis na ilha, rápidamente deixou de haver vegetação suficiente para manter e reparar a enorme frota de barcos existente, sem barcos não havia pesca,  a exigencia de constriur aquelas estátuas enormes também não ajudou em nada, sem vegetação abundante a erosão impossibilitou qualquer tipo de agricultura e a escaça existencia de água potável culminou o ciclo. Em 1722 os Rapa Nui estavam de decadencia havendo ínclusive indicios de canibalismo entre os seus habitantes.

Num planeta onde se consomem mais recursos naturais do que aqueles que são gerados esta não será a perfeita forma de vermos o quão mal estamos a agir actualmente?

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