Cuidado, alguém pode entrar no teu cérebro!

Desde algum tempo que os implantes electrónicos no cérebro deixaram de ser ser tratados com ciência ficção. Pequenos dispositivos para tratar Parkinson, depressões graves ou para controlar membros artificiais, têm sido implantados em pacientes por todo o mundo na última década. Mas só agora os científicos se deram conta do quão este sistema estava vulnerável a ataques externos e ser o mote para um grave problema de segurança pública.

Num artigo da Neurosurgical Focus, vários experts na matéril relembram que estes dispositivos actualmente são programados deste o exterior através de controlos remotos, de uma forma tão simples como nós mudamos os canais na televisão da sala. Apesar da alta tecnologia, quase nenhum destes sistemas vem equipado com um sistema de autentificação ou encriptação que proteja a intrusão não desejada, o que supõe que qualquer um que tenha a combinação adequada pode modificar os parâmetros do implante e programa-lo como bem desejar.

Mas, porque é que alguém iria querer controlar os nossos implantes cerebrais? Apesar de parecer fantasioso, os científicos estão convencidos que pode acontecer e começam agora a proliferar vários artigos sobre a “neuro segurança”. De facto, já existem provas que demonstram o quão danoso pode ser um simples computador nestes implantes.

No ano 2003, um grupo de investigadores testaram um desfibrilador ventricular que tinha acabado de sair no mercado, e o “hackaram” facilmente com equipamento de baixo custo. Os autores do teste conseguiram mudar a terapia, desactiva-la, ou até mesmo induzir uma desfibrilação que pode causar a morte ao paciente.

Apesar de os sistemas actuais apenas terem um raio de alcance de cerca de 10 centímetros, os experts informam que se deve de começar a encriptar os aparelhos e anular todas as “backdoors” existentes nos aparelhos o quanto antes possível. “Se não tratarmos disso, daqui a cinco ou dez anos estaremos a lamentar um erro grave!”, diz Tadayoshi Kohno, da Universidade de Washington.

A últimas geração de próteses robóticas por exemplo, inclui um sistema wireless que permite aos médicos fazer os ajustes necessários sem intervenções. Se não se colocam barreiras de acesso, um habilidoso atacante poderia tomar controlo das próteses e movimenta-las como bem pretendesse.

Braços que se movem com ordens alheias, implantes que podem acelerar o coração do paciente ou administrar mais ou menos quantidade de determinada droga para alterar o seu estado de ânimo, os científicos advertem inclusive a possibilidade de os pacientes hackarem os seus próprios aparelhos e comecem a auto medicar-se enviando assim sinais ao cérebro que melhorem o seu humor ou que anulem as suas dores.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: