Money as Debt II: Breve análise

De uma forma muito bem explicada, Money as Debt II, vem completar e clarificar a mensagem do primeiro filme. Mais ainda, o autor avança com novas propostas para possíveis sistemas financeiros, alternativos ao actual.

O objectivo do filme é expor a fraude financeira em que vivemos hoje em dia. Aqui, a palavra ‘fraude’ ganha principal destaque pelo facto de se dever à ignorância do público perante o que realmente acontece na gestão do dinheiro por parte dos bancos.

No filme é tratado com detalhe o processo que envolve a criação de um empréstimo e de como este cria, por si só, novo dinheiro em circulação.

São clarificados conceitos que se usam correntemente na linguagem financeira mas que são incorrectamente usados e apenas ocultam a verdade por detrás do processo.

É também analisado o ‘Ciclo Financeiro’ e de como este afecta os preços dos bens materiais e o poder de compra das partes endividadas.

No final é proposto um modelo financeiro baseado no controlo da criação da moeda por parte dos estados e governos de cada nação, contrariamente ao que acontece hoje em dia onde o fluxo de dinheiro é controlado por privados.

A nova proposta é denominada de “Monetary Reform Act” e “The American Monetary Act” (Monetary.org).

Sob este sistema os bancos apenas poderiam emprestar o dinheiro que já possuíam. Não é o que acontece hoje em dia apesar de muitas pessoas pensarem que assim o é.

O filme apesar de pequeno é complexo, pois a cultura de um cidadão comum (eu também) é nula no que toca a assuntos tão complexos como estes. No entanto, a compreensão básica do assunto pode ser alcançada rapidamente quando os conceitos correctos são utilizados.

Tomar conhecimento e compreender o sistema financeiro actual é a base para criar a possibilidade de uma mudança completa. Quaisquer reparos no sistema actual são apenas temporários e não representam qualquer melhoria sólida.

Contudo, a questão mantém-se. Mesmo com um sistema financeiro controlado pelos governos, ou seja, sob domínio do público, será que seria imune à exploração do trabalho alheio? Quão bem conseguiria um sistema destes evitar os ‘bolsos pobres da sociedade’? Ou a corrupção?

Sinceramente não sei, e ao dizer isto não quero estar a insinuar que o novo sistema proposto não seria capaz de resolver estes problemas. Estou apenas a perguntar.

Mas, associando um sistema novo, como o proposto no filme, a uma economia baseada em recursos, como o proposto no filme Zeitgeist Addendum, talvez tornasse a sociedade muito mais equilibrada. E com a riqueza nacional a ser aplicada para o bem da nação, como transportes, hospitais e outras infraestruturas, talvez no futuro não houvesse tanta necessidade de ter dinheiro, pois todos os bens essenciais que hoje são pagos passariam a ser gratuitos.

Mas tudo passa pela consciencialização das massas. Tudo passa por um público bem informado.

Talvez essa cultivação alterá-se a forma de agir das pessoas perante o crédito e o sistema financeiro no geral. Talvez evitá-se que as pessoas pedissem crédito para comprar aquela televisão que também se liga a net e tira cafés. Talvez essa atitude forçá-se o sistema a uma situação de mudança antecipada.

É inevitável a mudança, pois num sistema económico cujo crescimento está em **aceleração constante**, aqui o termo aceleração é bastante importante, pois indica que cada vez cresce mais rapidamente, não é sustentável num planeta cujos recursos e capacidade de armazenar desperdícios é finita. Um dos três membros do sistema terá de colapsar:

– O sistema em si,
– O planeta,
– ou as pessoas que nele habitam, através de redução em massa da população planetária.

Espero que seja a primeira. Espero que o avanço tecnológico seja bem empregue nesse sentido.

5 Responses to Money as Debt II: Breve análise

  1. brunobock diz:

    Oi Amigo blogueiro,

    Sou Brasileiro e tenho um videoblog com intuíti de promover a mudança de conciência.

    Gostaria de propor parceria para divulgação dos projetos internacionalmente.

    http://www.fritandonacozinha.com.br

    Obrigado;

    Bruno Bock

  2. Oi !

    Concordo,

    vamos mantendo-nos em contacto!
    😉

  3. Pingback: Dinheiro como Dívida II (Money as Debt II) « Ode Triunfante

  4. A. de oliveira diz:

    O artigo aparenta ser interessante, mas na minha opinião é um tanto “ingénuo”, pois quando refere à “nova solução” mencionando “um sistema financeiro controlado pelos governos, ou seja, sob domínio do público…” ignora os motivos e razões porque o sistema actual “onde o fluxo de dinheiro é controlado por privados”, ou seja, governos, políticos, nações, instituições nacionais e internacionais, estão à muito penetradas e compradas pelos tais “privados” que controlam o fluxo do dinheiro… a tal élite que quer a muito falada nova ordem mundial… os verdadeiros donos e senhores do mundo.

    A ganância e corrupção desses indivíduos, políticos, e representantes de funções – tanto nacionais como internacionais – faz com que não passem de lacaios desses tais “privados que controlam o fluxo do dinheiro”, e que conceitos como governos, domínio público, etc. não sejam mais que ideias tão enganosas como são os conceitos e terminologias a que se referem do mundo bancário… Na verdade, não existe democracia, nem os políticos e instituições representam já aqueles que os elegem, apenas são todos piões e lacaios dos tais senhores “privados, que controlam o fluxo do dinheiro”…

    Se existe alguma “democracia”, hoje em dia, é apenas o direito de poder escolher por que partido e ou governo se prefere ser explorado, chulado, abusado, estorquido, etc. nas suas funções de “extensões” desses senhores “privados, que controlam o fluxo do dinheiro”…

    Soa triste, mas infelizmente as massas deixam-se manipular bem pelos donos do mundo (Bilderberg Group e.o.)… e não é por acaso que – da mesma maneira que o “fluxo do dinheiro é controlado por privados” – o “fluxo do conhecimento, da media, etc.” é controlado pelos mesmos senhores… tipo R. Murdock e outros mais.

    As massas consomem o que os donos do mundo querem que consumam… Coisas como o 9/11 e outras mais são feitas acontecer, para criar o grande “medo” do “terrorismo”, para depois justificar as medidas repressivas, o despojo de direitos adquiridos, a maior submissão das massas à vontade desses mesmos senhores…

    Enfim… torna-se deprimente pensar em tudo isso, porque querer resolver isso, essa complexidade toda, é como querer enxugar com a torneira aberta. Os “ditadorzinhos”, os insignificantes que querem comer uma fatia do bolo, vendem-se facilmente e barato a esses donos do mundo, e não estão preocupados com quem no final vai e irá pagar a “factura”…

    A. de Oliveira

  5. jmct diz:

    Boas,

    Escrevi o artigo já há muito tempo, e as minhas ideias já mudaram um bocadinho. Relativamente ao sistema Zeitigeist e Projecto Vénus, já tenho um pouco as minhas dúvidas, apesar de gostar de acreditar num sistema assim.

    Mas, pondo as coisas de um modo prático, sem dúvida que é necessário tirar o poder de comando do capital das mãos dos privados, e deixarmos de ter Bancos Centrais.

    O mundo actual vive num intermédio político, a meu ver, muito estúpido, e que não leva a lado nenhum. Nem fazemos valer o valor de “nação” deixando-nos controlar completamente. Nem sequer nos livramos do conceito de “Nação”, que isso sim seria um passo em frente.

    Abc

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