Frenezim de informação – uma pausa, click.

Com o tempo o Ode Triunfante foi deixando de ser um Blog de discussão de ideias, maioritariamente religiosas e espirituais (até espiritas), como era no inicio, para passar a ser uma autêntica biblioteca, ou videoteca, e base de dados sobre artigos da “conspiraçao”. Mas que não haja dúvidas, este era também um dos objectivos do Blog.

Alguns tempos mais parado, outros mais activo, o pessoal do Ode tem continuado a postar sempre e quando algum assunto lhe faz comichão na cabeça. Pelo menos, tem sido assim comigo. Assuntos nunca vistos, problemas que surgem, conflictos de ideias, elevam a nossa (minha) emoção e fazem-nos crescer a vontade de partilhar e discutir tais ideias.

A evolução é fácil de se ver. A religião e Deus foram sem dúvida os tópicos iniciais. Talvez a existência de uma dinvidade fosse motivo de discussão entre alguns de nós. Consoante as nossas personalidades diferentes problemas depois surgiram dentro da procura individual de cada um. Lembro-me perfeitamente, logo no inicio deste Blog, principalmente quando li o “God Delusion”, estar muito preocupado com o papel que o pensamento religioso tinha na sociedade. Quais eram as consequências que daí advinham. Lembro-me perfeitamente das conversas acesas que tínhamos às refeições e no serão da noite. Às vezes acesas de mais, sem dúvida graças a mim.
Conforme a poeira religiosa foi acentado na nossa (minha) cabeça os assuntos começaram a mudar. Também porque quanto mais pesquisavamos sobre o assunto mais informação obtinhamos e de alguma forma toda essa informação levou-nos para a sociedade e as forças que governam esta civilização. A partir de aqui vou falar apenas por mim.

Notícia atrás de notícia, site atrás de site, documentário atrás de documentário, governo, economia, bancos centrais, dinheiro, e o futuro da sociedade, foram os temos que se seguiram. Saltei de mentira para mentira, ou assim foi como comecei a ver as coisas. As minhas leituras sobre religião levaram-me a ver o quão falaciosa é a nossa (sociedade) leitura dos escritos antigos, e quão vulgar é a nossa (sociedade) aperciação e compreensão desses mesmo textos e filosofias. O silêncio que existe sobre o sistema económico, o simples facto da criação do dinheiro. Tudo aos poucos se foi revelando em mentiras e ilusões. Afinal onde é que estavamos?

Os assuntos chegaram a um ponto de discussão e interesse óbvio, sociedades secretas. Quem realmente é a elite e quem se esconde por detrás das sombras.

Pesquisar sobre esse tema é sem dúvida algo miserável a meu ver. A capacidade de abstração que demanda é algo extraordinário. É necessário imaginarmos um mundo completamente à parte do mundo em que vivemos. Eu devo ter visto uma infima parte do que poderá ser o cenário real, e devo ter passado às pessoas que me rodeiam uma infima parte do que vi, pois certas coisas são tão absurdas que acho que nem vale a pena passar. Mas não por as achar absurdas, simplesmente porque acho que se eu as passar, não vai ser a mesma coisa, nem dará para ser a mesma coisa, do que se forem as pessoas a procurá-las. Acho que neste ponto as coisas funcionam um bocado como os antigos Mistérios Gregos.

Neste ponto deste tipo de pesquisas a miséria que se encontra é infindável. Parece que nada é real, que nada é verdade, e que estamos mesmo a ser governados por um monte de psicopátas. E talvez estejamos. Ou talvez não, não me cabe a mim avaliar em público.

A questão que me trás aqui a este texto é simples. O que nos ensina tudo isto? E mais importante do que isso. Depois de tanta informação absorvida, já mudámos alguma coisa nas nossas vidas? Há alguma coisa que fazemos agora que antes não faziamos? Há alguma coisa que faziamos antes que agora já não fazemos?

Toda a informação deste tipo que aparece na net, aqui inclusive, às vezes já vem cansada; de tão depressa que chega. E uma pessoa vê-se no dilema de acalmar para dar tempo a pensar melhor, ou despachar-se para que o máximo de pessoas se aperceba do que se passa para que haja a oportunidade de que as coisas mudem. E certamente é um dilema complicado. E tal como todo o dilema cada um terá de o resolver por si.

Voltando um pouco mais atrás na conversa, ou no monólogo, não sei, fico contente porque acho que posso dizer que aprendemos alguma coisa. Pelo menos consigo ver isso em algumas pessoas, não vou falar de mim agora. Mas também não vou falar em ninguém em especial.

Fico triste, acho que é mesmo essa a palavra, quando vejo diferentes partidos ou facções criarem-se dentro deste tipo de “movimentos”. É triste mesmo que me sinto quando vejo que existem os “Zeitgeistianos” e os “Alex Jonianos” ou os “David Ickeianos”. Isso faz-me pensar no porquê de estarmos aqui. Isso só me faz lembrar o quão religiosa a mente humana pode chegar a ser. E com isso só chego à conclusão que não aprendemos nada após termos percorrido este caminho todo. Espero que não se percam nos meus pronomes e com a forma como os uso.

Parece que em vez de crescermos para um caminho de seres auto-independentes, aqui quero usar a palavra inglêsa ‘self-reliant’, estamos a deixa-nos apaixonar por um assunto e a deixar que este tipo de pesquisas se torne a nossa religião ou a nossa namorada. Não vou mentir, às vezes sinto que o meu cérebro tenta desenvolver essa posição, tenta preencher esse espaço, e certamente exige um grande esforço mental para que tal não aconteça.

Como se falou há pouco nos comentários, é também preciso um controlo grande para não perder dias a fio neste tipo de pesquisa. Às vezes torna-se viciante, e essa é outra questão que tenho, porquê? Porquê esse vício?

Definitivamente não creio que parado seja uma alternativa, não voltaria atrás para mudar nada do que fiz aqui, nem para dedicar menos tempo a este tipo de assuntos.

É mesmo, tudo isto não passa de um caminho pessoal que cada um terá de o percorrer sózinho e encontrar-se a si próprio no final da estrada para poder percorrer o restante de mãos dadas.

Mais maçons, menos maçons, illuminatis para um lado, lavados para o outro e frustações quando se tenta conversar com alguém. Um caminho que certamente não é a direito nem sempre em frente.

A razão que me leva a escrever este post é a mesma pela qual há pouco escrevi “movimentos” e pelo qual vocês não vêm nenhum link em grande aqui no Blog a dizer “apoie isto”, como por exemplo Projecto Vénus ou Movimento Zeitgeist. Espero poder dizer que palavras como “movimentos” só sejam criadas dentro deste âmbito por ainda é necessário exercer algum combate aos iluminados. Cada vez mais para mim, nomes colectivos para descrever grupos de pessoas só representam a fraqueza que todas têm em comum.

Como me disseram uma vez, uma frase que culminou e cerrou muitos pensamentos, “eu não sou nada”. Não ser de nada é tão poderoso e ao mesmo tempo tão difícil. Mas sem dúvida é bonito.

Repondo o Ode um pouco nas suas origens, não preciso de dizer mais nada.

Não queria deixar nenhum apelo aqui, mas talvez já se tenho apercebido o porquê deste monólogo, gostava que fosse sempre mantido em mente o que somos, quem somos, e o que realmente importa. Eu ainda não sei. Ainda estou para descobrir. Altamente!

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