Os Neoconservadores dos EUA: Quem São e Como Chegaram ao Poder?

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O texto que se segue é uma tradução e adaptação deste artigo para a nossa língua. O artigo dá-nos uma visão pessoal de Michael Lind que teve contacto próximo com esta gente, os Neoconservadores dos EUA. Lind explica como obtiveram as rédeas da administração Bush e as atrocidades cometidas em nome da “guerra ao terrorismo” ou “da busca das armas de destruição maciça” de Saddam Hussein:

Tanto os aliados como os inimigos dos EUA estão perplexos. Que raio se passou nos Estados Unidos? Quem tem estado a definir a política externa? E o quais são os seus objectivos? Segundo Michael Lind, as explicações envolvendo grandes Petrolíferas ou capitalismo Americano estão enganadas. Sim, as empresas petrolíferas Americanas e Mercenários estão a aceitar de braços abertos o espólio da morte no Iraque. Mas as Petrolíferas, com as suas tendências Árabes, não parecem ter apoiado a guerra mais do favoreciam a aliança próxima que a administração Bush tinha com Ariel Sharon. Adicionalmente, segundo Michael Lind, o ex presidente Bush e o ex vice presidente Cheney não eram genuínos “homens do petróleo Texano” mas sim políticos de carreira, que entre passagens pela vida pública, teriam usado os seus conhecimentos para se enriquecerem como importantes figuras do negócio do trigo, se tivessem sido residentes do Kansas, ou de empresas de tecnologias, se tivessem sido Californianos. Igualmente errada é a teoria de que as civilizações Americana e Europeia estão a evoluir em direcções opostas. A tese de Robert Kagan (o seu irmão, Frederick Kagan faz parte da AEI), um Neoconservador propagandista, de que os Americanos são marciais e os Europeus são pacifistas, é uma enorme falácia.

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Europa vs EUA, será que há assim tantas diferenças de mentalidade?

A maioria dos Americanos votaram quer no Al Gore ou Ralph Nader em 2000. Se não fosse pela sobre-representação de estados de direita esparsamente populados em tanto o Colégio Eleitoral Presidencial como do Senado, a Casa Branca e o Senado teria sido controlada por Democratas nos últimos 8 anos, cujas opiniões e valores, sobre assuntos desde a guerra até à segurança social, estão muito próximas das dos Europeus ocidentais.

Tanto a teoria económica determinista como a teoria do choque de culturas tinham expectativas até certo ponto confortantes: Elas assumiam que a revolução que ocorreu na era de Bush a nível de política externa resultaria em forças obscuras mas compreensíveis (e previsíveis) num mundo de certa forma organizado. O verdadeiro desenrolar foi bem mais alarmante. Como resultado de várias contingência bizarras e impossíveis de prever – tais como a selecção  de George W. Bush ao invés da sua eleição, e a tragédia do 11 de Setembro – a política externa da única potência mundial estava (e possivelmente ainda está) a ser definida por uma pequena elite que não é de forma nenhuma representativa de tanto a população dos EUA como da generalidade do estabelecimento de políticas externas.

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11 de Setembro, o mais grandioso feito pelo homem das cavernas, ou a maior atrocidade pela elite mundial?

O grupo central que esteve na era de Bush (e possivelmente está, até certo grau na era Obama) no poder, consiste nos intelectuais de Defesa Neoconservadores (Eles chamam-se “Neoconservadores” porque muitos deles começaram como esquerdistas anti-Estalinistas) ou liberais antes de se moverem para a extrema direita).

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Rumsfeld trabalhava bem sobre stress. Nota-se não se nota?

Dentro do governo, na administração Bush os principais  intelectuais de Defesa incluíram Paul Wolfowitz, o Vice Secretário da Defesa. Ele foi o cérebro da administração Bush; Donald Rumsfeld era um estadista veterano que foi o Secretário da Defesa apenas porque o Paul Wolfowitz era demasiado controverso. Outros incluíram Douglas Feith, Nº 3 do Pentágono; Lewis “Scooter” Libby, um protegido de Wolfowitz que era Chefe  do staff de Dick Cheney; John R. Bolton, um direitista nomeado para o departamento de estado para manter o Colin Powell sob controlo; e Elliott Abrams, nomeado para definir a política no Médio Oriente no Concelho Nacional de Segurança. No exterior estavam James Woolsey, o antigo director da CIA, que tentou relacionar vigorosamente tanto o 11 de Setembro como as cartas com antrax nos EUA ao Saddam Hussein, e depois havia Richard Perle, que resignou do seu cargo de concelhia num departamento de defesa após um escândalo envolvendo lobbies. A maioria destes “peritos” de Defesa nunca serviu nas forças armadas. No entanto, ironicamente o seu quartel general predilecto são os escritórios do secretário da defesa no Pentágono, onde curiosamente estes nomeados políticos republicanos são odiados e alvo de desconfiança pela maioria dos soldados Republicanos.

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Algumas cartas fora do baralho. O resto podem encontrar aqui: http://www.stickergiant.com/bush_cards/

A maioria dos intelectuais de Defesa Neoconservadores têm as suas raízes na esquerda, não na direita. Eles são produtos do sector Judaico-Americana do Movimento Trotskista dos anos 30 e 40, que se transformou num liberalismo anti-comunista entre os anos 50 e 70 e finalmente numa espécie de direita imperial militarista, sem precedentes na cultura americana ou história política.

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Os Neoconservadores podem hoje em dia ter uma agenda simples, mas terrível. No entanto a sua origem é algo complexa.

A sua admiração pelas tácticas do Partido Likud Israelita, incluindo a guerra preventiva tais como os raides israelitas de 1981 no reactor nuclear Iraquiano Osirak, está misturada com estranhos impulsos de entusiasmo ideológico pela suposta “democracia”. Eles denominam a sua ideologia revolucionária de “Wilsonianismo” (em nome do Presidente Woodrow Wilson), mas é na realidade a teoria de Trotsky de revolução permanente, misturada com o extremismo de direita de Zionismo da Likud. Os genuínos Wilsonianos Americanos acreditam na auto-determinação para povos tais como os palestinianos.

Os intelectuais de Defesa Neoconservadores, para além de estarem dentro ou próximos do edifício do Pentágono, são também o centro de um “pentágono metafórico”, do lobby israelita e da direita religiosa, adicionando a isso, os “think tanks” conservadores, fundações e impérios de media. “Think tanks” tais como o American Enterprise Institute (AEI) constituem abrigo para os neoconservadores que passam a vida a entrar e sair do governo quando estão cá fora (Perle faz parte da AEI). O dinheiro não vem tanto de corporações mas de fundações conservadoras antigas, como as fundações Bradley e Olin, que usam propriedades de antigos grandes empresários já falecidos há muito como fonte de financiamento. Estranhamente, segundo Michael Lind as políticas externas neoconservadoras não reflectem interesses monetários em nenhuma forma directa. Os neoconservadores são ideólogos, não oportunistas.

A maior ligação entre os “think tanks” conservadores e o lobbie Israelita é o Jewish Institute for National Security Affairs (JINSA), que é baseada em Washington, apoiante da Likud, que frequentemente nomeia especialistas em Defesa não Judaicos que viajem para Israel. Levou o general Americano reformado Jay Garner também a Israel, que foi nomeado por Bush para se tornar Proconsul do Iraque ocupado. Em Outubro de 2000, Garner co-assinou uma carta da JINSA que começava desta forma: Nós … acreditamos que durante a actual violência em Israel, as forças de defesa Israelita têm actuado com uma contenção notável face à violência letal orquestrada pela liderança da autoridade Palestiniana.”

O próprio lobby de Israel está dividido em alas Judaicas e Cristãs. Wolfowitz e Feith têm fortes laços com o lobby Judaico-Americano. Wolfowitz, que tem familiares em Israel, serviu como ligação da administração Bush para o comité de relações Públicas Americano-Israelitas. A Feith foi atribuído um prémio pela organização Zionista da America, citindo-o como um “activista pro-Israel”. Enquanto esteve fora do poder nos anos de Clinton, Feith colaborou com Perle na escrita de um documento político para a Likud que aconselhou o governo Israelita a acabar com o processo de paz de Oslo, a reocupar os territórios e a esmagar o governo de Yasser Arafat.

Tais especialistas não são o típico Judeu Americano, que votaram maioritariamente Gore em 2000. Os mais fervorosos apoiantes da Likud no eleitorado Republicano são os fundamentalistas Protestantes do sulistas. A direita religiosa acredita que Deus deu toda a Palestina aos Judeus, e as congregações fundamentalistas gastam milhões para subsidiar os colonatos judaicos nos territórios ocupados à Palestina.

O canto final do pentágono neoconservador é ocupado por vários impérios de mass-media, com raízes – por estranho que pareça – na Commonwalth Britânica e na Coreia do Sul. O Rupert Murdoch dissemina propaganda através da rede televisiva Fox. A sua revista, o Weekly Standard – editada por William Kristol e pelo antigo chefe de estado Dan Quayle (vice presidente, 1989-1993) – actua como máquina de propaganda para intelectuais de Defesa como Perle, Wolfowitz, Feith e Woolsey bem como pelo antigo governo de Sharon. O The National Interest (do qual o autor fonte deste artigo, Michael Lind foi editor executivo, entre 1991 e 1994) é agora financiada pela Conrad Black, que também controla o Jerusalem Post e o império Hollinger no Reino Unido e Canadá.

O mais estranho de todos é a rede de mass-media centrado no Washington Times – propriedade do Messias Sul Coreano (e ex-recluso) o Reverendo Sun Myung Moon – que também é dono do Newswire UPI. O UPI é agora dirigido pelo John O’ Sullivan, que escrevia discursos para Margaret Thatcher e que também trabalhou como editor para a Conrad Black no Canadá. Através de tais canais, o estilo “gotcha!” do jornalismo Britânico e a sua substância Eurofóbica, têm contaminado o movimento conservador dos EUA.

Os cantos do pentágono neoconservador foram ligados nos anos 90 pelo Project for the New American Century (PNAC), dirigido por Kristol, que dirigia os escritórios do Weekly Standard. Usando as técnicas de relações públicas dos quais os seus predecessores Trotskistas foram pioneiros, os Neoconservadores publicaram uma série de documentos públicos cujos autores frequentemente incluíam Wolfowitz e outros futuros membros da equipa de políticas externas da administração Bush. Eles pediram que os EUA invadissem e ocupassem o Iraque e para apoiar as campanhas Israelitas contra os Palestinianos (avisar do perigo Chinês era outro favorito deles). Durante os dois mandatos de Clinton, estas fulminações foram ignoradas pela instituição de políticas externas e a Comunicação Social. Desde o tempo da escrita deste artigo até agora foram freneticamente estudados.

Como é que os intelectuais de defesa – um pequeno grupo em inferioridade com a maioria da elite de relações externas dos EUA, Republicanos bem como Democratas – conseguiu capturar a administração Bush? Poucos apoiaram o Bush durante as primárias presidenciais. Eles temiam que o segundo Bush fosse como o primeiro – um fracote que tinha falhado em ocupar Bagdade na primeira Guerra do Golfo e que tinha pressionado Israel para assinar o processo de paz de Oslo – e que a sua administração, outra vez como a do seu pai, iria ser dominada por moderados Republicanos realistas tais como Powell, James Baker e Brent Scowcroft. Eles apoiaram o senador John McCain até se tornar claro que Bush é que iria conseguir a nomeação.

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Dick Cheney, com a sua postura alegre habitual.

Depois tiveram uma maré de sorte – Dick Cheney foi colocado na chefia durante a transição presidencial (o periodo entre a eleição de Novembro e a tomada de posse em Janeiro). Cheney usou esta oportunidade para efectivamente atafulhar a administração com os seus aliados de força. Em vez de se tornar no dirigente da política externa, como muitos esperavam, o Secretario de Estado Powell encontrou-se encaixotado pela rede de ala direita de Cheney, incluindo Wolfowitz, Perle, Feith, Bolton e Libby.

Os Neoconservadores tomaram partido da ignorância e inexperiência de Bush. Ao contrário do seu pai, um veterano da segunda guerra mundial que tinha sido embaixador à China, director da CIA, e vice presidente, George W era um playboy pobremente educado que tinha falhado repetidamente vários empreendimentos antes de se tornar governador do Texas, uma posição grandemente cerimonial (o governador lieutenant do estado tem mais poder). O seu pai é essencialmente um Republicano do Nordeste; George W., criado no Texas ocidental, absorveu a combinação cultural Texana de machismo, anti-intelectualismo e exagerada religiosidade. Como filho de uma classe alta de pais Episcopais, convertido ao fundamentalismo sulista numa crise de meia idade. Fervoroso Cristão Zionista, juntamente com uma admiração pelo machismo dos soldados Israelitas que por vezes coexiste com hostilidade para intelectuais Judaico-Americanos, que é uma característica da cultura sulista.

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George W. Bush, um cordeirinho que foi molestado psicologicamente pelos Neoconservadores ou mais um que praticou crimes contra a humanidade?

O Bush júnior estava a inclinar-se para longe de Powell e mais para Wolfowitz (“Wolfie”, como lhe chamava) que até antes do 11 de Setembro deu-lhe algo que lhe faltava: uma missão na vida para além de seguir as pisadas do seu Pai. Existiram então grandes sinais de rotura entre o pai cauteloso e o filho guerrilheiro: em 2002, os veteranos da administração de Bush Pai, incluindo Baker, Scowcroft e Lawrence Eagleburger, avisaram publicamente contra uma invasão ao Iraque sem a autorização do Congresso dos EUA e das Nações Unidas.

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Bush e Wolfowitz sempre foram próximos, eram mesmo amigalhaços de guerra.

Não é claro se George W. compreendia totalmente o grande plano de Wolfowitz. Ele parecia acreditar genuinamente que havia uma ameaça iminente aos EUA devido às “Armas de Destruição Maciça” de Saddam Hussein, algo que a elite de Neoconservadores dizia a público mas que eram demasiado inteligentes e estavam demasiado bem informados para acreditarem eles próprios. O Project for the New American Century tocava o tambor de guerra pela invasão ao Iraque durante os anos de Clinton, por razões que nada tinham a haver com as possíveis ligações entre Saddam e Usama bin Laden. Documentos públicos assinados por Wolfowitz e outros clamavam aos EUA para invadirem e ocuparem o Iraque, para bombear as bases da Hezbollah no Líbano, e para ameaçar estados como a Síria e o Irão com ataques dos EUA se continuassem a patrocinar o terrorismo. Alegações de que o propósito não era de proteger o povo Americano mas para tornar o Médio Oriente um local mais seguro para Israel são catalogadas como anti-semitismo raivoso. No entanto a Síria, o Irão e o Iraque são grandes inimigos, com as suas armas apontadas uns aos outros, e os terroristas que patrocinam têm como alvo Israel e não os EUA. Os Neoconservadores pedem guerra com o Irão a seguir, embora por qualquer medida o arsenal nuclear da Coreia do Norte é, para os EUA uma ameaça muito maior.

Portanto esta é a bizarra história de como os Neoconservadores tomaram conta de Washington e dirigiram os EUA para uma guerra no médio oriente sem qualquer relação com qualquer ameaça plausível aos EUA e se tenham oposto ao povo de qualquer nação do mundo, excepto Israel. As acções assustadoras são desempenhadas pela pura sorte e personalidade.

Citando as últimas palavras de Michael Lind: “após os ataque do 11 de Setembro, pela Al-Qaeda, qualquer presidente dos EUA teria ido para a guerra e capitulado o regime Talibã, protectores de Usama bin Laden no Afeganistão. Mas tudo o que os EUA fizeram desde então teriam sido diferentes se as regras eleitorais Americanas do século XVIII não tivessem dado a Bush a presidência e não tivesse Cheney usado o período de transição para tornar o executivo de política externa numa reunião do PNAC.”

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As questões fundamentais que ainda assolam muitas mentes do mundo sobre este terrível acontecimento: Quem, Como e Porquê?

E ainda, segundo Michael Lind, para um equivalente britânico desta história:

Um teria de imaginar um governo de Tory, com Downing Street e Whitehall controlada pelos seguidores do Reverendo Ian Paisley, extremos Eurocépticos, lealistas imperiais e pomposos militaristas – todos determinados, por uma variedade de razões estratégicas e religiosas, para invadir o Egipto. O seu objectivo seria de recuperar o Canal de Suez como primeir passo de uma campanha para restaurar o império Britânico.

Mas eu como não percebo nada de política britânica diria, para um equivalente português:

Um teria de imaginar um governo de José Castelo Branco, com Belém e a Assembleia da Republica controlados pelo seguidores do PNR, misturados com o PPM, extremos Eurocépticos, lealistas monárquicos e pomposos militaristas – todos determinados, por uma variedade de razões estratégicas e religiosas, para invadir a Angola e Moçambique. O seu objectivo seria de completar o mapa cor de rosa como primeiro passo de uma campanha para restaurar o Império Português!

Sobre Roger Marques
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5 Responses to Os Neoconservadores dos EUA: Quem São e Como Chegaram ao Poder?

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  3. Mats diz:

    O conservadorismo americano é a melhor visão política que existe no mundo. Tem os seus erros, uma vez que é feito por humanos, mas está anos-luz à frente da decadteente europa. Ao menos nos EUA as pessoas podem votar pelo presidente, na europa ele é escolhido a dedo por pessoas não representativas da população.

    o Senado teria sido controlada por Democratas nos últimos 8 anos, cujas opiniões e valores, sobre assuntos desde a guerra até à segurança social, estão muito próximas das dos Europeus ocidentais.

    Até parece que é uma coisa boa estar “mais próxima dos europeus ocidentais” em termos políticos.

    Esses mesmos jovens não respeitaram a rejeição irlandesa do Tratado de Lisboa, e forçaram mais um “referendo” até que tivessem a resposta que eles queriam.

    PAra quê votar se os cheques já estão assinados?

  4. rpfm diz:

    Até parece que é uma coisa boa estar “mais próxima dos europeus ocidentais” em termos políticos.

    Se esses “valores dos europeus ocidentais” passarem por orçamentos gastos mais em segurança social, saúde e educação do que em defesa, não vejo onde os americanos estão anos-luz à nossa frente, só se for anos-luz à nossa frente em direcção a um buraco negro.

    Concordo contigo quanto a isto:
    “na europa ele é escolhido a dedo por pessoas não representativas da população.”

    Só que nos EUA é igual, os verdadeiros donos do país só lhes deram a ilusão Bush vs Al Gore, Kerry vs Bush e mais recentemente Obama vs McCain.
    E não são as pessoas a escolher, pois os estados não têm representatividades de acordo com a sua população. Por exemplo, o Texas tem elevada representatividade e nem é dos estados mais populosos.

    E isso é sem falar nas fraudes que se cometem nas eleições, como na do Bush e do Gore. Da enorme dívida que o eleito tem para com os seus patrocinadores de campanha que costuma resultar em bypass de representatividade ao povo para defender interesses de corporações.

    Democracy fail.

  5. Mats diz:

    Até parece que é uma coisa boa estar “mais próxima dos europeus ocidentais” em termos políticos.

    Se esses “valores dos europeus ocidentais” passarem por orçamentos gastos mais em segurança social, saúde e educação do que em defesa, não vejo onde os americanos estão anos-luz à nossa frente, só se for anos-luz à nossa frente em direcção a um buraco negro.

    Mas o conservadorismo american investe em educação, saúde e segurança social. A diferença é que enquanto que o conservadorismo quer fazer as pessoas independentes da segurança social, os democratas querem MANTER as pessoas dependentes da segurança social. Vide o que eles fizeram com a comunidade afro-americana. Os mesmos tem votado macissamente nos democratas há mais 50 anos, e olha como eles estão agora. 82% dos tiroteios de Nova Yorque são perpetuados por 24% da população (afro-americanos). 44% dos presos americanos são afro-americanos mas os mesmos são apenas 12% da população em geral.
    OS afro-americanos tem a sua parte nisto tudo, mas as políticas democratas, que destruíram o nucleo familiar afro-americano ao dizer que a figura paterna era irrelevante porque o estado vai “tomar conta da mãe e das crianças”, tem muita responsabilidade.

    Meio século a votar nas políticas democratas e os afro-aemricanos estão pior hoje do que há 50 anos atrás.

    Os hispanicos vão seguir o mesmo caminho, se entregaram a sua alma aos democratas.

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