Taxem os bebés!!!

Bem.. o título do post é uma fusão de duas notícias que encontrei hoje na minha caminhada diária pelo Google Reader🙂

1ª Notícia – Um apelo à redução da população mundial, cujo título: “Ter filhos contribui para a mudança do clima?

HAN?!?!?! Ora vejamos,

O Fundo Para a População das Nações Unidas (United Nations Population Fund), espero que seja assim que se traduza, avançou dizendo:

“se as mulheres forem encorajadas a tomar controlo sobre a sua saúde reprodutiva, elas talvez escolham ter menos crianças, reduzindo assim pressão nos recursos e no ambiente”.

mais à frente pode ler-se…


“Um crescimento lento da população poderia ajudar a resilência social em relação ao impacto das alterações climáticas e poderia contribuir para a reducção das emissões dos gases com efeito estufa.”

tive de ir ver ao dicionário o que era resilência:

resiliência
(inglês resilience)

 

s. f.
1. Fís. Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
2. Fig. Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.

Pois bem, parece que agora o futuro da nosso sociedade não reside em desenvolver energia alternativas mas sim em não ter filhos, pois desta forma as calotes polares já não derreterão. (estou a ser irónico e a acompanhar as conclusões da notícia). Parece que a oligarquia mundial deu mais um passo na sua agenda de redução da população mundial. Para todos os efeitos é sempre mais fácil controlar um menor número de indivíduos.

2ª – Logo a seguir, encontrei esta outra notícia, publicada no mesmo jornal, cujo título: “Poderia ser atribuida a toda a gente na Inglaterra uma ‘permissão de carbono’ pessoal.

Resumindo, teriamos um cartão com um determinado número de créditos, os quais, sempre que comprasse-mos algo relacionado com o carbono, como combustível, bilhetes de avião, electricidade, esses créditos seriam descontados. Quando chegassem ao fim, se quisessemos mais teriamos de comprar. Se sobrassem poderiamos vender.

O cabeça da Agência Ambiental, Lord Smith, diz que “apenas os bancos e aqueles que usofruem de vidas muito estravagantes seriam afectados“. Então se é assim porque é que querem impor a toda a gente? E já agora a quem é que os bancos iriam pagar o excesso de créditos consumidos? Ao governo? E a quem é que o Governo dá o dinheiro que tem a mais para pagar dívidas e evitar que a economia colapse? Isso mesmo, aos bancos. Então para “aqueles que iriam mesmo ser afectados“, como os banqueiros, seria como estar a tirar dinheiro da carteira para por na algibeira.

Gostava de saber depois quantos créditos de carbono custará ter um filho… Se calhar, os casais terão de poupar créditos durante anos para poderem ter descendência…

A primeira notícia, uma tática para a redução da população mundial. A segunda, uma tática para empobrecer e encarcerar ainda mais a população.
Em vez de caminharmos para um futuro de energias livres, renováveis, limpas, abundantes e gratuitas (que ninguém me tira da cabeça que só não existem já porque não se quer), estamos a caminhar para um futuro de ouro negro, taxas, dívidas, centralização, poder e monopólio.

Como disseram os autores do documentário “A Corporação”, somos como aqueles que vão com os olhos fechados e a sentir o vento na cara.. pensam que estão a voar mas estão a cair a pique.

3 Responses to Taxem os bebés!!!

  1. jmct diz:

    Voltando ao assunto… o Publico.pt referei também a notícia… http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410359

    Onde pode ler-se:

    “O relatório considera que as mulheres asseguram 60 a 80 por cento da produção de alimentos nos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, tendem a ter a família e a habitação ao seu cargo, o que limita a sua mobilidade, tornando-as mais vulneráveis a extremos climáticos.”

    Mas que frase é esta? Alguém me explica? “vulneráveis a extremos climáticos”… o que são extremos climáticos?

    – pH = 1 ?
    – pH = 14 ?
    – salinidade máxima ? (onde na água do banho?)
    – ráios ultra violeta em quantidades extremas?
    – radioactividade?

    Estas são algumas das condições a que algumas bactérias são capazes de sobreviver, são chamados extremófilos. Obvio que os humanos não conseguem sobreviver… nem os homens nem as mulheres.. NEM NENHUMA VIDA NA TERRA SEM SER AS BACTÉRIAS EM QUESTÃO! o que me deixa a pensar… o que será que “eles” querem dizer com “extermos climáticos” aos quais as mulheres são vulneráveis mas os homens não?

  2. mastiphal diz:

    Esses estudos são engraçados… O outro dia deparei-me com um que dizia que ter um cão como animal de estimação, era mais prejudicial para a natureza que usar um Porsche Cayenne (cerca de 22 litros aos 100km) como carro no dia a dia.

  3. rpfm diz:

    Este post é muito interessante.

    O mais engraçado é o seguinte:

    Todas mas mesmo TODAS as estatísticas globais mostram que boa qualidade de vida = famílias pequenas
    Vejam o gapminder.org para saber do que falo

    Eu acho que há uma explicação evolutiva para isto: os fungos, por exemplo, fazem o mesmo.
    Por incrível que pareça os fungos, em situações normais reproduzem-se mais asexuadamente, não “tendo filhos” e quando em situações de stress fazem reprodução sexuada
    para criar diversidade, que está associada a adaptabilidade rápida pela criação de diversidade e maior capacidade de adaptação.

    Ora nós apesar de não crescermos asexuadamente, crescemos memeticamente quando as condições são propícias.

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