José Mário Branco – FMI

Devo dizer que não conhecia José Mário Branco. Ainda não pesquisei nada mais sobre o autor mas fá-lo-ei com o tempo.

É bastante gratificante ver que alguém já falava sobre este tipo de assuntos já em 1974. Os anos passaram e continuamos a dormir.

Sem mais palavras e em muito bom Português, deixo-vos com José Mário Branco e o seu discurso sobre o Fundo Monetário Internacional.

Obrigado Daniel Paradinha por partilhares a informação.

3 Responses to José Mário Branco – FMI

  1. Epah este “abrir” de olhos.. devia ser obrigatório nas escolas secundárias, para que a chavalada tivesse pelo menos algumas luzes do que é liberdade..🙂 Toda gente deveria conhecer este texto dito e cantado desta forma que a meu ver não tem qualquer teatralismo..
    Já ouvi este manifesto mais de 30 vezes..(só não gosto daquele berro pela mãe).. e de todas as vezes que ouço reparo sempre num novo pormenor, que é entendido na sequência da atenção que tenho tido, recentemente, em relação aos acontecimentos, por alguma razão o texto se mantém actualíssimo (ainda se defende ele dizendo “pormenores que não sejam actuais”.

    Digamos que, aliás digo eu, estou farto de músicas típicas que falam de amor, aquelas merdas comerciais que só servem para nos alterar ou intensificar o estado de espirito.. Por isso raramente ouço música, porque não lhe concedo esse poder sobre mim, no entanto ouço um chill out ou ambiental quando trabalho. Não acham que deviamos ter mais josés mários brancos agora? fazendo música de intervenção? Mas sério sem qualquer ponta de brincadeira..

    Já agora aproveito para dizer que neste momento a camara do porto esta a aumentar as rendas com o argumento “por causa das obreas nos bairros camarários”, quando está confirmado que os custos para estas obras são fundos perdidos vindos da europa.. Imaginem, fundo perdido, mas começamos a pagar mais 40€..50€..70€, em alguns casos o dobro.. E agora? Penso: será que vamos reagir a sério e protestar? naaaa

    Voltando ao “FMI”, dá-me um certo gozo perceber a crítica dele em relação aos que orgulhosamente se gabam imenso do seu trabalho “não ando a qui a brincar”, como se fosse uma coiiiiiiisa boa quando muitas vezes são trabalhos inúteis (..), então hoje em dia quem tem e vê os outros a não ter..

    “Entretem-te filho, entretem-te, deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho, trabalhinho, porreirinho da silva” depois refere que os santos não ajudam os josés mários brancos🙂 ehehe de facto quem protesta e faz isso a sua vida.. ainda é acusado de só mandar paleio e de nada fazer, quando na verdade está a fazer das coisas mais importantes que se pode fazer, a meu ver, arriscar!

    Outro pormenor interessante é, algo do qual me queixo há 1 ano, que é a malta votar sem saber no que vota, ou seja, como é possível a um eleitor dar um VOTO DE CONFIANÇA, sim porque ou é de confiança ou nao é NADA, a um partido sem o conhecer suficientemente, sem conhecer os seus membros, sem conhecer pessoalmente e profundamente os objectivos do seu líder, sem ter qualquer tipo de amizade ou partilha de conhecimento.. depois admirem-se que a malta faz votos cruzados, votos incoerentes, votos por votar.. ehehe dá para rir? ou para irritar? É que ouvir o que eles dizem ou escrevem nos respectivos websites não chega, portanto tinha de haver aqui uma exigência que é teoricamente e práticamente impossível!! 100% do povo a saber no que vota? ahaha é para rir!
    “Cada um que se vá safando como puder, é mesmo assim, não é? Tu fazes como os outros, fazes o que tens a fazer, votas à esquerda moderada nas sindicais, votas no centro moderado nas deputais, e votas na direita moderada nas presidenciais! Que mais querem eles, que lhe ofereças a Europa no natal?!”

    Quem me dera ouvir isto assim num época festiva, daquelas que nos faz esquecer os problemas, tipo natal e páscoa, carnaval e algum feriado de comemoração de algum acontecimento a favor da liberdade.. em todas as colunas de som pelas cidades..em som alto a claro..seria poderoso🙂

    “..gritando ódio apenas ao vazio”

    “assim mesmo na praça de londres, o soldado lhes falou: olá camaradas, somos trabalhadores, eles não nos cosneguiram fazer esquecer, aqui está a minha arma, para vos servir”

    já fiquei com os olhos humidos ouvindo esta segunda parte do texto🙂 e ainda bem que isso aconteceu.

    DE QUEM É O CARVALHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL? É NOOOOOOOOOSSO!!

    “a minha arte é estar aqui convosvo e ser-vos alimento e companhia na viagem para estar aqui..de vez”

    “.. contai com isto de mim, para cantar e para o resto”

  2. FreedomSeeker diz:

    Obrigado Daniel Paradinha!

    É sem dúvida a melhor música de intervenção alguma vêz escrita por um Português (não desfazendo o Grande Zeca Afonso, o Sérgio Godinho e tantos outros), mas esta é sem dúvida a melhor, na minha opinião claro.
    Já conheço esta música desde os meus 16 anos, como tu, ouvi-a dezenas de vezes, (ainda ouço) e não me farto.

    A letra não podia ser mais actual, é so mudar uns nomes aqui e alí, mas está tudo lá.
    A forma como é cantada é poderosíssima.
    Mais, esta versão ao vivo foi cantada para um vasto público onde se encontravam muitas das pessoas mensionadas mais negativamente na letra.
    Tanto que a música esteve proibida de ser tocada em público (e não sei se ainda o é) apesar de ser escrita pós-revolução.
    O José Mario Branco é sem dúvida um visionário que logo de cedo percebeu as verdadeiras intenções das instituições recentemente criadas, como a ONU, o Banco Mundial e o FMI.

    Quanto à questão do pessoal dar o voto de confiaça,
    acho que uma democracia para funcionar teria de ser total e não representativa. Todas pessoas deveriam participar de todas as decisões tomadas. Quem não participasse numa certa votação perderia o direito de a reividicar se não concordar com o resultado.
    Mas num país onde se dá mais importancia ao futebol do que à governação do país, onde à quase 30 anos se dá o governo sempre aos mesmos dois partidos, mesmo já sabendo perfeitamente a merda que são capazes de fazer, só pelo medo de mudança.
    Será assim tão difícil pensar algo do género:
    “Se estes gajos são sempre a mesma merda e nunca cúmprem com o prometido, porque não, dar lugar aos outros, talvez com sangue mais jovem, ou novas ideias?”

    De qualquer das formas, não me parece que a resposta está no estado mas na ausência dele.
    Acho que a verdadeira revolução tem de ser a da consciência. As pessoas precisam de acordar e informar-se.
    Quando perceberem que já não existe necessidade de dinheiro nem de trabalho duro, monótono ou desinteressante;
    Quando perceberem o quanto a tecnologia está desenvolvida e o meio ambiente está danificado;
    Entraremos numa fase de transição obrigatória para uma nova etapa que poderá ser evolitiva ou destrutiva.
    Só dependerá de cada um de nós.
    Para mim neste momento, mais importante do que saber em quem votar (apesar da sua importancia ser grande), é importante passar a palavra sobre a verdade dos acontecimentos que têm abalado o mundo e que tão falsamente são imputidos a falsos autores.
    Falar com cada conhecido e familiar, dar-lhes a oportunidade de estárem preparados para o que vier aí.
    Muitos gozam comigo, outros chamam-me louco, outros (a maioria) prefere não saber, e alguns (muito poucos) acreditam e interessan-se por saber mais, e um ou outro, já sabia ou desconfia-va.
    Mas à medida que mais e mais pessoas estão conscientes, mais facilmente outras lhe seguirão e o processo será acelarado (espero eu).
    Mas o olho que tudo vê está atento e também ele acelera o passo a olhos vistos.
    E o Zé Povinho, faz o quê?
    Trabalha o ano inteiro que nem um escravo, vai ao futebol (ou vê em qualquer lado) vota nos ídolos, come MacMerda, encharca-se em alcaool para esquecer ou vai às putas (porque a mulher serve para escrava da casa, mas para foder vai-se às putas, sim,ainda há quem pense assim), e como é tempo de crise pede-se mais um empréstimo e consome-se até gastar tudo.
    E vêm-se as notícias com o som baixinho e logo a seguir à noticia de que o governo está preocupado com o endividamento das familias, vem o intervalo com o som propositadamente mais alto e os anúcios a créditos, cartões de crédito, mil e uma merdas que nem sabemos para que servem na realidade, etc…
    Hee Hee Hee
    “Isto é um país de analfabetos, pá.”
    Neste momento parece-me mais um país de burros, não se ofendam, passo a explicar:
    Analfabeto ou ignorante é alguém que não sabe porque não teve oportunidade de aprender, mas eu falo em burros porque constato que as pessoas não estão nem aí para saber o mínimo sobre o porquê as suas vidas serem tão difíceis ou até mesmo miseráveis.
    A ignorância voluntária sempre me irritou, sempre pensei que o ser humano seria curioso por natureza mas cada vez mais a vida que levamos nos torna mais robóticos e menos Humanos.

    Abraço

  3. Bem só vi agora o teu comment..não vou acrescentar mais nada, gotei!🙂
    Pah…isto da política em portugal parece uma NOVELA! Mas é que parece mesmo.. toda a gente sente isso.

    Até depois

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