espasmo mental – espelho meu espelho meu

É curioso sentir como é difícil escrever quando não temos as emoções ao rubro. Tenho algumas coisas para escrever e deixar aqui no blog mas fazê-lo na calma da manhã torna-se complicado (é complicado para mim escrever em qualquer outra altura do dia).

(Pronto isto foi só um parêntesis.)

Grande vendaval que se passou neste último ano, hein?!

Depois de uma noite de reflexão sobre a pergunta do post anterior,

sinto ou compreendo ou ainda não percebi muito bem, que quando apontamos os defeitos a alguém ou nos focamos nas qualidades ‘negativas’ de uma pessoal, normalmente depois apercebo-me que tais qualidades estão todas em mim.

Era isto que queria deixar com o pensamento de ontem.

P.S. – sem dúvida falar de conspiração ou fazer trabalho de colagem dos outros sites é bem mais fácil do que andar a falar de comportamento da mente ou formas de pensar. Custou-me imenso fazer este post.

11 Responses to espasmo mental – espelho meu espelho meu

  1. FreedomSeeker diz:

    Uma reflexão interesante e que julgo nos acontecer a todos mais tarde ou mais cedo.
    Mas o facto de ganharmos consciência disso permite-nos combater esses defeitos que de outra forma chamariamos de qualidades.
    E não é fácil, tendo em conta que a maioria de nós nunca conheceu outra realidade que não a da vida em sociedade de valores morais contraditórios, estúpidos e opressivos.
    Mas eu tive o prezer de vivenciar a verdadeira vida em comunidade sem leis nem regras nem horários, nem tarefas definidas; em que os únicos lemas são:
    A minha liberdade termina onde começa a liberdade dos outros, e
    Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.
    Duas ideis tão simples permitem que várias pessoas totalmente diferentes vivam em perfeita harmonia num espaço que era na altura bastante reduzido.
    Um pormenor muito importante nesta comunidade de que falo era só haver uma TV que estava ligada apenas a um vídeo e servia apenas para filmes e documentários.
    Cheguei à fácil conclusão, durante esses meses que vivi essa experiência, que a falta de obrigações impostas leva as pessoas a muito facilmente fazerem o necessário para o bem comum, voluntáiamente e com uma alegria própria das pessoas realmente livres.
    Livres de obrigações, livres de preconceitos e tabus e fés e ideologias políticas e principalmente livreas da influência nefasta dos media.
    O facto de termos todo o tempo do mundo para nos conhecermos verdadeiramente uns aos outros na comunidade permitia uma maior abertura para aceitarmos as nossas diferenças e percebermos melhor uns aos outros.

    Uma das coisas mais preciosas que esta sociedade nos priva, além da Liberdade, é do Tempo!
    Tempo para nós, tempo para os outros, os que nos são mais cridos, e para os outros também. Tempo para descançármos, tempo para comer uma refeição descançados, tempo para sermos felizes, no fundo.
    Se tivéssemos tempo, poderíamos realmente pensar e agir em vez de simplesmente acreditar que é inevitável o caminho que seguimos como raça humana.

  2. FreedomSeeker diz:

    Desculpem, é descansados e não descançádos, lol.

  3. Dalaiama diz:

    Ia comentar mas depois que li o que escreveu o FreedomSeeker fiquei a pensar e apreciei mesmo muito o que ele escreveu.🙂
    E que comunidade terá sido essa onde ele diz ter vivido?

  4. jmct diz:

    Boas,

    FreedomSeeker, gostei bastante do teu comentário. Esse tipo de experiências mostram completamente a verdadeira natureza humana que, a meu ver, está completamente escondida pelo sistema em que vivemos.

    E, obviamente fiquei curioso em saber que experiência foi essa, mas não te peço para partilhares.🙂

    Abraços [][]

  5. FreedomSeeker diz:

    Boa Noite e obrigado por comentarem positivamente o meu comentário (desculpem a redundância).

    Na verdade não me importo de explicar melhor esta esperiência que vivi nesta comunidade de que vos falo.
    Foi no inicio de verão de 2002…
    Eu era na altura dependente da heroina e fiz um tratamento de desintoxicação num centro na margem sul (não interessa a localização exacta). Nesse centro, eu e outros fomos expulsos sobre a desculpa (para com os nossos familiares) de que pretendiamos fujir em grupo para fazer assaltos e drogar-mo-nos. Na verdade apenas nos juntámos para reivindicar o nosso direito a refeições decentes, principalmente por estarmos num centro pago e com ajuda do estado.
    Então leváram cada um dos “terroristas” à vêz ora para a estação de comboios, ora para a parágem dos autocarros.
    Deixáram me 0.00 € no bolso para o bilhete para casa (a minha ficava a quase 200km).
    Enquanto esperáva por um comboio e pensava como arranjar dinheiro para o bilhete, uns putos bacanos que estávam a fumar umas ganzas na estação faláram-me de uma casa, na cidade mais próxima, ocupada “ilegalmente” por freaks e neo hipies, onde podia pedir para passar essa noite sem pagar. (Já explico as “” mais à frente)
    Segui o conselho deles, não sem antes fumar uma com eles, e vendi a uma utente da CP muito simpática tambem, uns livros que tinha da Biblioteca Municipal da minha terra natal ( e pelos quais já tive de responder e pagar, como concordei plenamente em fazer, era a minha obrigação).
    Lá fui para a tal Cidade e à tal Casa Ocupada.
    Havia imenso barulho nessa casa quando a encontrei, o que aliás foi bastante fácil.
    Bati à porta…
    Vieram dois rapazes e uma rapariga à porta, com grandes sorrisos de alegria e me convidáram logo a entrar para o hall.
    Contei-lhes rapidamente o que pretendia sem omitir nada da verdade, como costumo sempre fazer em relação aos meus consumos, passados e presentes.
    Convidáram-me a ficar o tempo que quisesse desde que respeitásse os tais dois princípios:
    A minha liberdade termina onde começa a dos outros e;
    Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.
    Claro que concordei e agradeci a sua boa vontade.
    Levaram-me para a pequena sala que estava cheia de pessoas(que mais tarde vim a perceber serem excepcionais), e pouco depois já me sentia em casa.
    Ofereceram-me jantar e convidáram-me para sair com eles para os bares.
    Quando mensionei o facto de não ter um tostão, logo me asseguraram que não tinha de me procupar, que teria certamente oportunidade de retribuir, se não a eles, pelo menos a outros. Este é outro ponto muito interessante já que desde essa noite, e reflectindo no que me disseram, que reparo que quando partilhamos com alguém, iremos mais tarde ou mais cedo receber, não necessáriamente da mesma pessoa. Mas essa pessoa poderá retribuir a outra que para mim tem a mesma importancia, já que somos todos unos, quando faço bem a uma pessoa faço bem à Humanidade.
    Bebi e fumei tanto quanto quis, tive a oportunidade de lhes contar pormenorizadamente porque lhes tinha ido bater à porta e no final da noita quando voltámos à Casa Ocupada, deixáram-me ficar na “Sala da Cultura” com a condissão de assim que vagasse um quarto eu ficar com ele. Esta condissão foi imposta por eles, não por mim. (Continua…)

  6. FreedomSeeker diz:

    (continuação…)
    Desculpem mas ontem tive de sair e não pude terminar, mas termino agora…

    Depois de dormir toda a noite e parte do dia descançado na sala da cultura na companhia da cadela da casa (não me lembro do nome da cadela), dirigi-me à sala de estar onde já se encontrávam algumas pessoas da casa e de fora também. Conversámos, cozinhámos, comemos e bebemos bastante. Comecei a compreender melhor como se davam tão bem, como era possível tal harmonia. Na verdade, nos 3 meses e meio que passei com eles, nunca os vi a entrar em conflito ou a desatinar fosse pelo que fosse, mesmo quando estávamos com outras pessoas que não partilhávam das mesmas filosofias.
    Devem estar a perguntar como tinham dinheiro para a comida, gaz, luz e água uma vez que viviamos numa moradia de 2 andares e cave sem quintal.
    Bem, cada um tinha a sua forma de arranjar dinheiro; havia uma trabalhadora assalariada com horario fixo e que mesmo assim não trocava a confusão desta casa ocupada pelo conforto da sua casa de familia;
    Havia um actor de teatro de uma companhia bastante conhecida;
    Havia quem criásse e costurasse roupa alternativa para vender a amigos ou nas festas de psy-transe e regaee;
    Havia quem fizesse animação de rua;
    Havia estudantes que recebiam dinheiro dos pais;
    Havia quem vendesse velharias e artigos em 2ª mão nas feiras do género;
    e muitas vezes organizávam festas lá em casa, jantares vegetarianos a preços irrisórios mas de óptima qualidade, iam à praça recolher as sobras que os vendedores de boa vontade ofereciam, etc.
    Por outro lado, as unicas despesas da casa eram a alimentação e o gáz. A água e a luz eram “desviadas” da rede de forma gratuita e obviamente iligal.
    Sempre que era preciso comprar algo, quem tivesse dinheiro chegáva-se à frente e o que houvesse era para todos, tanto residentes como visitas.
    A casa como devem calcular era particular, estáva ao abandono e era utilizada por tóxicos e sem abrigo em geral, estava cheia de merda e seringas quando eles a ocupáram.
    Limpáram-na, pintáram, arranjáram as janelas e a porta, calcetáram o chão da cave que era de terra e deram-lhe nome.
    Tiveram de lutar para a manter, mesmo com a polícia e alguns visinhos que no início não os víram com bons olhos, mas cedo perceberam que eles não eram más pessoas apesar do seu aspecto (freaks, hipies, punks, anarquistas e anarco-sindicalistas, etc…)
    A polícia chegou a fazer um cerca à casa para os expulsar mas não teve sucesso pois a lei portuguesa permite a ocupação de qualquer imóvel com sinais visiveis de abandono e cujas portas não estejam emparedadas. E neste caso, sem uma queixa formal do dono da casa eles não os podiam expulsar e acabáram por desistir quando perceberam que eles conheciam plenamente os seus direitos.
    Por acaso tive a oportunidade de presenciar uma cena incrível.
    Estava sozinho com um residente da casa quase desde o início (os outros tinham ido para um festival qualquer), a fumar uma no pequeno terraço da casa quando vinha a passar o filho do legitimo dono da casa.
    O miudo meteu-se connosco, naquela que o pai ia apresentar queixa contra eles para serem expulsos de lá. Falámos com o miudo, convidámo-lo a entrar e mostrámos-lhe a casa. Ele estava um pouco reticente em entrar já que eles tinham fama de ser grandes malucos drogados, etc.
    Explicámos-lhe que ninguém queria ficar com a casa, que estávamos simplesmente a utilizá-la porque estava abandonada e a lei o permite.
    Explicámos também que se o pai queria que nos fossemos embora, bastava fizer-nos, não seria necessário meter-se em despesas de tribunal, etc…
    Ele rapidamente percebeu que eramos pessoas muito diferentes do que a maioria das outras pessoas pensava.
    Ficou estupfacto com a forma como eles tinham arranjado a casa. Nunca imaginou ter uma cave em calçada portuguesa perfeita com o simbolo do movimento “Ocupa” ao centro do que era na altura a sala da cultura.
    No final da nossa tour e converça pala casa, a opinião dele tinha mudado de tal maneira que nos pediu desculpa pela forma como nos tinha abordado e criticado.
    Mais uma vez senti que é com o diálogo aberto e esclarecido que as pessoas se entendem, não com críticas crueis e injustificadas.
    E tanto é assim que alguns dias depois o miudo passou lá em casa para nos dizer que tinha falado com o pai, que este ficou bastante aliviado e até contente, e que este tinha desistido da queixa que ia interpor contra eles, e que poderiam ficar lá até que ele necessitásse mesmo de a vender ou usar.
    Foi uma sensação expectacular, sentir como as pessoas, quando esclarecidas podem realmente ter atitudes altamente solidárias e altruistas.
    Comemorei essa vitória como se fosse também minha (afinal também participei nela).
    Os dias passavam-se entre passeios ao parque da cidade, leitura de poesia no pequeno pátio da casa, visionamento de filmes na pequena mas muito gira e aconchegante sala de video, esposição de quadros e outras obras na sala da cultura, festas de regaee e trance em toda a cave onde foi também construído um bar permanente, convivio em qualquer parte da casa, desde os quartos à cozinha.
    Também arranjei maneiras de ganhar dinheiro, procurei trabalho e tudo, mas era início de verão, péssima altura para o fazer.
    Durante este verão fomos a vários festivais de música, Vilar de Mouros, Sudoeste e Músicas do mundo em sines, e passámos ainda alguns dias no algarve, sempre na descontração de quem não tem qualquer obrigação estúpida ou infundada.
    No final dos festivais recolhiamos toda a comida e bebida em boas condições que o pessoal deixa quando desmonta a tenda. Como não cabia tudo no carro (nem em 3 ou 4 carros) andámos a distribuir pelo pessoal que ainda restava e que o aceitava. Posso dizer que levávamos de um festival o suficiente para 5 dias para 4 pessoas.
    Isto para terem ideia do quanto o pessoal desperdiça.
    No final de Agosto comecei a pensar voltar a casa, porque a familia nunca se esquece, e eles apoiara-me, da mesma forma que fariam se eu decidisse o contrário.
    Assim fiz, e infelizmente lá voltáram as responsabilidades estúpidas, as despesas certas e as outras incertas, a rotina, a monotonia, o desespero.
    Perguntam naturalmente porque não voltei a essa vida despreocupada.
    Bem, em primeiro lugar, depois de fazer tanta merda por causa da heroina, queria ganhar a confiança da minha familia que me adora e que adoro.
    Queria mostrar-lhes que havia mudado, o que era verdade.
    E ainda não tinha consciencia do quanto, pois muitas das experiencias que vivi com estas pessoas tão especiais, só as assimilei e compreendi totalmente mais tarde, algumas, ainda hoje.
    Por isso decidi escrever sobre estas experiencias de vida em comunidade, porque também as estou a relembrar e re-analizar novamente.
    E continuarei a postar mais experiencias conforme me for lembrando e achando interessantes.
    Se algum dos leitores for uma das pessoas que conheci durante este verão, quero agradecer por tudo o que me deram, que tanto contribuiu para o meu crescimento interior.
    Nesta casa percebi que, se tanta gente diferente vivia em harmonia num espaço tão pequeno como uma moradia de suburbio, as maravilhas que não se conseguem numa verdadeira comunidade auto-suficiente.
    Nesta casa confirmei que o diálogo aberto e sincero nos enriquesse, que nos faz crescer.
    Abraço

  7. jmct diz:

    FreedomSeeker,

    Fiquei bastante contente por partilhares esta história connosco. Gostei bastante de ler. Sem dúvida enriqueceu bastante este Blog.

    Grande Abraço

  8. kalenda diz:

    Bela história, gostei de ler. Caso um dia tenhas paciência e disposição em partilhar um pouco mais, explica-me (agora que vês a coisa de fora) qual achas que seria o papel da “bebida/álcool” e das drogas penso que “softs” no seio da vossa pequena comunidade.

    Esta minha interrogação não tem qualquer rasteira 😉 nem pretendo ser critico ao que fazem, só gostaria de perceber melhor essa comunidade.

    Abraço e mais uma vez obrigado,

    Kalenda

  9. FreedomSeeker diz:

    Boas Pessoal

    Para te responder Kalenda, hoje que me apetece dicertar mais um pouco, e que tenho tempo (muito importante o tempo)…

    as drogas usadas eram essencialmente leves e/ou psicodélicas , drogas ditas sociais, já que nos tornam mais sociváveis. Como tal o ambiente era muito descontraido, não me lembro de presenciar qualquer tipo de stress ou atrito por isso.
    Mesmo o alcool que como sabemos, além de desinibidor é também propenso à agrecividade, não tinha qualquer papel negativo, nem tão pouco quando acabava ou havia pouca droga ou alcool. Era algo muito natural pois não era visto como o demónio que a sociedade faz da droga, nem como o bom filho da cultura Portuguesa como o alcool.
    Era algo de natural, como beber um café a seguir ao almoço porque apetece ou comer uma sandes porque se tem fome, fuma-se uma ganza porque apetece relaxar e rir ou bebe-se uns copos porque apetece socializar.
    Mas também reparei que por ser natural, quem não fumava ganza não se sentia no dever de o fazer para parecer bem, nem qum não bebia…
    Na minha opinião sincera, a proibição e a falta de informação são os verdadeiros culpados de termos as drogas como um problema de saúde pública.
    Para vos dar um exemplo muito concreto, quando consumia heroína estive um mês no Reino Unido, onde a heroina é muito mais pura do que a de cá, e mesmo consumindo muito mais quantidade diária lá do que cá, quando cá cheguei quase não sentia a ressaca da abstinência.
    O facto das drogas serem ilegais provoca alteração em grande escala da qualidade do produto, fazendo com que o consumidor passe a adicto mais rapidamente e obrigando-o a recorrer a actos menos dignos para arranjar dinheiro para mais uma dose.
    Já para não falarmos no dinheiro sujo do mercado negro, que assim foge aos impostos que ajudariam a estabilizar a economia nacional.
    Porque será que o governo, sabendo disto (porque sabe!), não age em conformidade?
    Naturalmente tem mais a ganhar com isto, ou porque partilha dos lucros da droga ou porque é comprado.
    Eu acredito mais na ultima hipotese.
    As drogas ( aqui incluo o alcool e todas as drogas) não são naturalmente más ou boas, é o que fazemos com elas que determina isso.
    Claro que uma são piores que outras em termos de efeitos secundários e adição, mas o certo é que está provado que a proibição não resulta para combater a droga.
    Mais, acredito que cada indivíduo deve poder escolher o seu proprio caminho enquanto que não interfira no dos outros, deve haver verdadeira e actualizada informação sobre todas e quaisquer substancias psicotrópicas para que cada individuo possa fazer uma escolha consciente se e quando decidir esperimentar ou voltar a consumir alguma substância.
    Na minha vida fiz muitas escolhas erradas e aprendi com elas.
    Passei a informar-me melhor antes de consumir alguma droga, e comecei a conhecer melhor o meu corpo, a conhecer os meus limites, os meus gostos em termos do tipo de moca que queria apanhar, etc…
    Claro que pus de parte as drogas mais pesadas como a heroina e cocaina, mas adoro fumar o belo King size ao final do dia, como agora, e a explorar a mente para lá das portas da precepção com o belo LSD25, mescalina ou cogumelos mágicos.
    Vão-me achar louco agora, mas tenho a certeza de que se todas as pessoas deste mundo, que não sofrem de doenças cardiacas ou mentais, experimentásse uma única vez LSD25, este mundo seria muito diferente, e com diferente pretendo dizer melhor!
    Quem já tênha experimentado percebe o que quero dizer.
    O LSD permite-nos entender sem qualquer esforço, que somos Unos, Unos com os outros, Unos com o Universo.
    Permite-nos perceber que só existe um caminho para a Felicidade, e que esse caminho é o Amor incondicional por todo e qualquer ser vivo deste Mundo!
    Agora, não vejam isto como um manifesto a favor do consumo de droga, antes pelo contrário.Penso realmente que devemos lutar por uma sociedade totalmente livre mas informada e consciente.
    É uma luta difícil mas não impossível,
    além disso, que piada é que tinha se fosse fácil?
    As vitórias mais suadas são as mais apreciadas, não é?

    Abraço

  10. kalenda diz:

    Viva,

    Fiquei mais esclarecido, e também a perceber um pouco do que talvez procuras e sentes.
    Só para opinar um pouco, digo que também é possível atingirmos estados de grande prazer e até “insights”, por exemplo através da meditação.

    Também não quero aqui fazer um manifesto anti-droga, mas aproveitar para divulgar que existem outras formas de se atingirem fins semelhantes, sem ser necessário experimentar o LSD25.

    Quem sou eu para falar contra drogas se até o nosso cérebro sintetiza canabinóides e tem um sistema canabinóide endógeno. 🙂

    Abraço,

    Kalenda

  11. FreedomSeeker diz:

    Tens toda a razão Kalenda, existem muitas outras formas de se atingir estados psicológicos alterados, a meditação, a música, o exercício físico, a adrenalina, etc…

    E o nosso cérebro produz várias substancias que nos propocionam vários tipos de prazer.

    Gosto realmente de falar e trocar ideisa com pessoas informadas, e vejo que tu és uma.
    Mas hoje não tenho muito tempo para dicertar, amanhã tenho de acordar bem cedo porque voluntariei-me para o projecto “Limpar Portugal” e quero ir com bastante energia.

    Abraço

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