Espasmo Mental – O Silêncio

Olá a todos.

Já lá vão uns tempos sem que ninguém publique uma entrada neste blog. Como pessoas dinâmicas que somos penso que isso apenas revela uma mudança na nossa atitude. Não significa que deixemos de pensar ou de estar atentos, mas talvez já não haja tanta euforia perante estes assuntos, talvez tenhamos aprendido a nos acalmar e olhar as coisas com outros olhos. Neste caso não sei bem se é encarar com outros olhos ou com outra maturidade.

No entanto, os problemas continuam. As agendas continuam a realizar-se sem abrandar. E, apesar da blogosfera estar cada vez mais activa e ter um papel cada vez mais crucial na comunicação dentro da sociedade, ainda há muito que cavar.

Mas a consciencialização não passa apenas pela percepção da aldrabice financeira, das sociedades secretas, HAARPs, e afins. Esse é o meio caminho para meta final. Metal final essa que não pode ser deseja sendo por isso super difícil de alcançar.

Agora falando só por mim, mas apesar do meu silencio no blog continuo a achar que os próximos anos serão cruciais. Talvez dentro de poucos anos não haja regiões paraíso não afectadas. E já não haja o “bem estar da nossa casinha” e a salvação do “deixem-me da mão”.
No blog, o meu silêncio pode justificar-se pelo facto de que os assuntos que agora me pairam pela cabeça são ainda extremamente difíceis para mim de falar.

Fiquem bem,
Abraços

10 Responses to Espasmo Mental – O Silêncio

  1. FreedomSeeker diz:

    Boas pessoal…

    Não posso deixar de concordar contigo JMCT, na questão da maturidade, mas o entusiasmo, esse nunca esmorece.
    Ainda hoje na pausa da refeição calhou, como tantas vezes no meu trabalho, almoçar com um colega só superficialmente conhecido (pois o trabalho não permite muita conversa) e ao fim de 5 minutos de conversa fiada chegamos à questão da legalização das drogas e do papel da polícia na sociedade actual.
    Pensava realmente que este rapaz novo, músico e trabalhador, tivesse uma visão mais abrangente e clara da dura realidade da vida e dos factores que nos condicionam, mas muito me surpreendi quando constato que é na verdade mais uma prova viva do efeito que a nossa educação social, familiar e religiosa tem na grande maioria da população, se não em toda.
    Confessou-me já ter visto documentários como o Zeitgeist ou outros sobre o 11 de Setembro, mas que nem por sombras acredita que se trata de um trabalho conjunto de um grupo de pessoas que pretende, e de certa forma já o conseguiu, controlar todo o planeta.
    Nem pensar que a igreja tenha sido formada com o objectivo de controlar a população, o que tem vido a conseguir até hoje.
    Mas pior, ao fim de meia hora de discução e de eu me ter praticamente esquecido de almoçar, admitiu que eu tinha razão nos meus argumentos, e até que ele estava consciente dos factos, mas que tinha coisas mais importantes com que ocupar a cabeça.
    No final, quando já todos os clientes e empregados da cafeteria onde estávamos houviam também com algum interesse a nossa discução, ele disse-me: “Não percebes que a minha vida já é muito ocupada?
    Não me sobra tempo para pensar nisso!”

    Assim se vê o quanto as pessoas são influenciáveis e o quanto o Tempo, ou a falta dele, nos condiciona e dificulta a nossa evolução intelectual.

    Se por um lado fiquei decepcionado, por outro fiquei bastante contente, pois não duvido que semeámos a curiosidade na mente de algumas pessoas que assistiram à discução.
    A empregada que costuma meter-se comigo na brincadeira pelo meu estilo brincalhão, disse-me que eu era doido por ter estas ideias.
    Eu disse-lhe para não acreditar em mim, disse-lhe que queria mesmo que ela duvidasse de mim…
    E que fosse investigar por ela própria.
    Espero que o faça.

    Hoje foi um exemplo do que costuma ser o meu dia a dia.
    Gosto realmente de falar e discutir este assunto na medida que vou semeando a dúvida e curiosidade nas pessoas com quem lido directa e indirectamente.
    Tenho tido inumeras provas disso, mesmo por parte de pessoas que eram totalmente crentes nesta sociedade doente e opressiva, e que já me confessaram terem mudado de ideias em relação a inúmeras questões, só porque os pus a pensar nisso.
    A realidade é que muitas mentes só precisam de um empurrão para iniciarem a busca pela verdade, e uma vez iniciada já não existe volta a dar.
    Outros há que nem de empurrão nem de reboque conseguem sair daquele entorpecimento mental em que a vida moderna os colocou.
    Hoje tive mais uma prova disso mesmo.

    Mas no fundo penso que o saldo é positivo, pois por cada mente que se abre, é mais uma que eventualmente irá despertar outras mentes, e assim se vai acelerando o processo do conhecimento.

    Vamos acordar este país!

    Abraço

  2. Nino Rançoso diz:

    Acredito e concordo plenamente, tenho passado por situações exatamente iguais a vc FreedomSeeker. Me aconteceu algo parecido, uma vez em que o cobrador de um ônibus me chamou ao assunto após ter ouvido uma discurção minha com uma pessoa que ja havia passado algumas semanas. Nesse momento tive a consciencia de que essa conversa tinha cido positiva apesar de algumas vezes outras pessoas teram me respondido que suas vidas ja tinham problemas demais.

    Vejo qualquer que seja a informão valida em algum aspecto, pois de todas as vezes em que troquei informações com alguém o saldo positivo tem sido bem maoir, e claro …tem favorecido muito no amadurecimento em relação a minha própria formação de opinião.

    Grato

  3. Freedom, nem sei se dá para rir ou ficar chateado mas isso acontece-me imenso, já sabemos, ninguém quer ser perturbado com assuntos assustadores, por mais que sejam verdade, simplesmente não querem! Já têm muito com que se preocupar, o problema é que só se preocupam com eles e não com os outros, a meu ver trata-se de um egoísmo muito comum na sociedade, que é 2preocupa-te contigo e esquece os outros” é precisamente este pensamento que vai permitir que a nova ordem mundial se desenvolva rapidamente.

    Há dias publiquei um projecto comercial mas que une o útil ao agradável, a informação e crítica ao suporte textil e ao lucro..

    Muita gente tenta fazer disto a sua vida, trabalhar para a consciencialização da sociedade e no entanto ganhar algo com isso.. então um designer jovem comentou o meu projecto dizendo que o pessoal dos documentários nâo tem mais nada para fazer (ignoram aqueles pormenores em que se percebe da qualidade do documentários, das competências e curriculo de quem fala nesses documentários) e por isso andam a teorizar sobre conspirações..coisas exageradas.. mas passados alguns comentários até concordou comigo (vá lá que nós, os mais cosncientes, não dizemos asneiras.. senão iam concordar na mesma), portanto lol.. é sempre assim, começam por ridicularizar e no final até concordam… mas quem é que nao comete este erro diariamente?🙂 1º impulso de criticar sem conhecer 2º compreender e concordar.

    Tenho um amigo meu que ainda acredita que o 9/11 foi o que as televisões dizem ter sido😡

    A malta….simplesmente…não quer saber!!

  4. mastiphal diz:

    Olá a todos!

    Falando na minha pessoa (claro), o meu silêncio reflecte-se numa simples falta de “pachorra” para postar, ler, ou ver o que quer que seja sobre os temas debatidos neste blog. Não se trata de uma indiferença, mas sim de uma reflexão interna, como que um assentar de ideias sobre todas as dúvidas que me pairam na cabeça.

    Venho quase todos os dias ao blog e leio os vossos comentários e opiniões, no entanto não me sinto tentado de momento a escrever sobre eles, amanha secalhar poderá dar-me um traque mental e fazer 5, 10, 50 posts numa tarde, quem sabe…
    Estou certo que tudo voltará à normalidade em breve e o Ode Triunfante voltará ainda com mais força e empenho que anteriormente.

    Abraços a todos e até ao meu regresso =D.

  5. joao diz:

    NEOCON DE MERDA, NÃO QUERES É CONTAR O QUE TÁS A PENSAR!😀

  6. Ricardo Pereira diz:

    Olá Pessoal, a dias dei por mim a pensar o seguinte..
    Se todos nos despertasse-mos o que poderia-mos fazer para mudar a nossa situação de oprimidos. Penso que a manipulação é tanta que mesmo que todos nós soubesse-mos da verdade possivelmente iríamos ser mais um povo global oprimido e revoltado, como por exemplo o povo chinês, e o que poderíamos fazer ? manifestações ? dissolvia-mos governos a força? e depois o que criaria-mos.. Acho que é muito complicado esta fase do que vamos fazer a seguir, sem desprimorar as fazes dificílimas anteriores. Porque quando dissolvemos um governo nada mais e nosso tudo e de toda a gente se quisermos ser justos, toda a papelada do governo anterior teria de ser ignorada e tudo desapropriado.. Eu acredito que quanto o menos o homem tiver como individuo e mais como grupo que as coisas melhoram visto, que o maiores defeitos humanos se revelam mais na desigualdade do que na igualdade, mas não acham que mesmo para algumas mentes despertas isto poderia ser um violência.
    Se querem que vos diga sei que o que se passa com o mundo é mau e revolta-me de uma forma que por vezes me ofusca o pensamento, mas não sei o que poderíamos fazer para fazer melhor visto que mesmo nós a caminho da verdade estamos cada vez mais sabendo que o buraco e muito maior, e cada vez com menos formulas para resolver este cancro que a humanidade sofre. A verdade possivelmente é que muitos de nós, se fossemos criadores de uma nova consciência de sociedade global poderíamos correr o risco de não sermos muito diferentes de outros que criaram o sistema actual, visto que o problema do cancro humano que vivemos é o homem.

    mais um devaneio, de pensamentos soltos,

    comentem com um abraço a todos
    (e já sabem não liguem ao portugues a escrita é para mim o pior meio de comunicação)

  7. FreedomSeeker diz:

    Boas,

    Afinal não andávamos a dormir, o pessoal continua muito atento!
    Fico feliz por isso mesmo.
    Agora, mais para te responder a ti Ricardo Pereira, também me parece cada vez maior o fosso da transição entre esta sociedade podre e a próxima fase de evolução humana.
    Estamos sem dúvida muito embrenhados nesta forma de viver fútil e ignorante, no entanto, existem já muitas ideias bastante válidas nesse sentido, principalmente por parte de pessoas realmente capacitadas e formadas para o efeito. Falo de pessoas que possuem conhecimentos que quando utilizados para o bem comum poderão revolucionar profundamente o nosso modo de vida. E com o constante despertar da consciência, mais ideias irão surgir muito naturalmente.
    Neste momento, penso que o maior inimigo a combater é a profunda ignorância que reina na nossa sociedade podre e consumista.
    Claro que me continuo também a debater com a ambigua questão:
    Como viver numa sociedade que nos obriga a trabalhar muito mais tempo do que o que seria realmente necessário, que nos ocupa ainda mais tempo com questões burucráticas e inúteis para o nosso bem estar, e ainda termos tempo para nos cultivarmos fisica e intelectualmente e lutarmos contra o sistema que nos oprime e silencia?
    Eu sinceramente detesto este modo de vida a contra-relogio, que me enerva e revolta ainda mais profundamente.
    A luta constante com os impostos, as contas, os juros dos empréstimos, as multas passadas com a leviendade de quem dá um autógrafo, os congelamentos de salários e a constante subida de preços.
    É algo que me revolta já desde a adolescencia, muito antes de começar a juntar os pontinhos todos e ver o grande quadro da manipulação global que o sistema financeiro controla.
    Agonia-me…

    Como tal, continuarei sempre a dar o contributo possível para a causa da consciencialização das massas.

    Abraço

  8. kalenda diz:

    Ninguém tem falta de tempo, temos é medo de sair das nossas rotinas que nos dão uma sensação de segurança (falsa claro).

    Temos medo de ficarmos sós e começarmos ouvir-mo-nos a nós próprios, isso é assustador (diria até aterrador) para a maioria de nós.

    Tirando toda a panóplia tecnológica e mais algum conhecimento acumulado, acham que o Homem mudou alguma coisa nos últimos séculos?

    Quando sentirmos verdadeiramente que nada é seguro, que tudo é impermanente, acredito que o medo desaparece e podemos começar a sentir o que é ser-se livre.

    Abraço,

    Kalenda

  9. Gerbera diz:

    Olharmo-nos como iguais na nossa diferença, aplicar o conceito, constituir o exemplo do que proconizo tem resultado comigo na difusão do “despertar”. Barreiras? intransigências? todos os dias as encontro, mas a partir do momento que és a diferença que queres ver no Mundo, elas desabam sobre as estruturas de pó (ena isto foi quase poético).

    Beijinhos e abraços,

    Gerbera

  10. FreedomSeeker diz:

    Boas…

    Apesar desta ser já uma discussão antiga, apeteceu-me hoje escrever mais um pouco sobre o tema.

    Antes de mais, para te responder Kalenda, concordo plenamente com tudo o que escreveste menos o 1º parágrafo, pois no meu caso, que abomino a rotina, e de muitos outros certamente, a falta de tempo deve-se essencialmente ao trabalho (detesto esta palavra) e outras formas de ganhar o tão nojento dinheiro sem o qual hoje em dia quase nem podemos respirar (já faltou mais, pois com o imposto sobre o CO2 é o que vai acontecer).
    Tenho mesmo uma relação Amor-Ódio com o dinheiro. Por um lado adoro tê-lo para não ter de andar sempre a contar os trocos, para poder sair com os amigos, passar férias, ir a um concerto ou ao cinema, por outro odeio-o e tudo o que ele representa, a miséria, a violência, a opressão, a falta de ética ou moral, etc…
    Através do dinheiro e das nossas obrigações para com o Estado e a Zoociedade moderna roubam-nos a vida e nós ainda achamos que o trabalho dá saúde.
    Talvez para aqueles que fazem o que realmente gostam, mas não certamente para os mais de 80% da população mundial que se vê forçada a trabalhar no que aparecer.
    Para mim o trabalho significa escravidão!
    Depois temos o Estado que deveria nos servir e não nos explorar.
    O Estado dá os piores exemplos de corrupção e de falta de ética e moral, e espera que nos comportemos como cidadãos exemplares, que paguemos os nossos impostos e que só nos manifestemos em época de eleições.
    Como tal não me sinto na mínima obrigação de cumprir com qualquer obrigação para com o Estado enquanto este não mostrar preocupação pelo bem estar da verdadeira população, e não apenas dos empresários e patrões. Não compactuo com ele (o Estado) de forma alguma enquanto ele não cumprir com as suas obrigações eu não cumprirei as minhas.
    Sei que o único prejudicado com esta atitude serei eu, mas mesmo assim estou disposto a ir até às ultimas consequências.
    Ninguém tem o direito de impor um determinado modo de vida a ninguém.
    Claro que eu também fui educado nesta crença de que esta é a sociedade possível, que está bem estroturada e que funciona de forma totalmente lógica.
    No entanto não posso crer ser natural vendermos toda a nossa vida (pois é isso mesmo que fazemos enquanto trabalhamos para outros) para garantir o bem estar de meia-dúzia de politicos e de ricos arrogantes para quem não somos mais do que números, que nos controlam e espezinham.

    Agora voltando ao comentário do Ricardo Pereira, faço minhas as palavras de Gerbera, pois a mudança está em cada um de nós, esta será a (R)Evolução da Consciência, tomos mesmo de ser nós a mudança que queremos ver no mundo.
    Quando um determinado número de pessoas chegar a esse ponto de evolução pessoal, os outros seguir-lhe-ão, não será uma revolução de um dia mas de anos, até chegar ao ponto de viragem, se para o melhor ou o pior só depende de nós próprios.
    Lembro-me de uma história que sendo supostamente real, ilustra bem o que escrevi atrás:
    A fim de medirem o impacto da radiação numa ilha que havia servido para testes nucleares, o exercito dos EUA introduziram macacos na ilha para que estes a colonizássem. Como os macacos adorávam côcos e a casca destes era dos poucos alimentos que ainda continham uma certa dose de radiação, os soldados ensináram 10 macacos (numa população de vários milhares) a lavar os côcos antes de os comer. Passado poucos dias já eram cerca de 40 macacos os que lavávam os côcos.
    Após mais alguns dias já eram cerca de 80 macacos a lavar os côcos.
    Mas quando o 100º macaco aprendeu a lavar os côcos, todos os outros o passáram também a fazer.
    Claro que não somos macacos, e nem tão pouco apenas alguns milhares, no entanto, como a história do Homem pode facilmente comprovar, não é necessário que todos pensem da mesma forma para que a (R)Evolução aconteça.
    E para os que rotulam esta visão como sendo Utópica, lembro apenas que toda a técnologia moderna era totalmente utópica à apenas 200 anos ou até menos. Só será utópica até que alguns de náo percamos este estúpido medo de mudança que nos aguilhotina a esta zoociedade podre.
    E acredito que o faremos, mesmo que eu já não esteja vivo para o presenciar.

    Abraços

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: