Uma reflexão pessoal sobre o Movimento Zeitgeist e o Projecto Vénus

Este blog começou exactamente com o documentário do Zeitgeist, O Filme. Já vão quase dois anos, e tendo em conta o crescimento da “cena” Zeitgeist e a presença que tem tido ultimamente na minha vida, decidi escrever os meus pensamentos sobre o assunto.

No filme Zeitgeist Addendum, Jack Fresco (JF) fala-nos de como a nossa sociedade está cheia de inveja, avareza, ganância, etc (doravante estes atributos serão incluídos todos no conceito «inveja», por questões de simplicidade). Então JF diz-nos que tudo isto é derivado do dinheiro. Então se criarmos uma sociedade sem dinheiro deixaremos de ter todos estes atributos.

É neste raciocínio que reside todo o erro, a meu ver. Ninguém pensa em como perceber a inveja e como fazê-la desaparecer, por si só, de dentro. A mudança deve acontecer de dentro para fora e não de fora para dentro com sugerido pelo Jack Fresco, no qual se baseia toda a estrutura do Projecto Vénus.

Se a inveja e a avareza forem erradicadas através da erradicação do dinheiro, será muito fácil para esta emergir de novo à mínima possibilidade. Podemo-la comprar com a criança que não come chocolate porque os pais não compram chocolate para casa. Mas assim que o miúdo sai à rua, a primeira coisa que faz é ir à loja dos doces.

Temos o exemplo da lei seca. Proibiu-se o álcool para as pessoas deixarem de beber, e o resultado foi o contrabando e a produção ilegal de álcool. Por outro lado podemos pensar numa pessoa que bebia/fumava muito e deixou de beber/fumar. Não foi preciso tirar os cigarros das lojas nem deixar de sair à rua. A mudança foi interna e irreversível, arrisco eu a dizer. Todo o mundo externo foi alterado com base nesta mudança interna da pessoa.

Segundo o projecto de Vénus estamos preocupados em tirar o dinheiro da rua mas não em perceber o processo de inveja por si. Novas formas de dinheiro e inveja serão criadas se as pessoas nunca perceberem a sua inutilidade.

JF, diz-nos também que se desenvolvermos carros que se auto impeçam de chocar uns com os outros não haverá acidentes – podemos andar à velocidade que queremos. Mas nada é sugerido quanto à compreensão da situação da estrada por parte do condutor e do ajuste da condução face a essas condições. Como os carros não chocam nem têm acidentes podemos ser brutos à vontade. Podemos ter carros que impeçam acidentes mas continuaremos a insultar o condutor do lado porque vai de vagar sem percebermos que se calhar está com uma forte dor de cabeça e mesmo assim teve de levar o carro. Então os carros automáticos acabarão por nos controlar mais do que nós a eles e ficaremos ainda mais irritados, porque continuamos a querer andar depressa quando não podemos.

Outra coisa que me faz confusão em toda a “cena” Zeitgeist são imagens high-tech a vender o futuro. O Movimento Zeitigest (MZ) critica as estratégias de venda e marketing como os produtos a 14€99 em vez de 15€, mas no entanto bombardeia-nos com imagens de casas futuristas que não são mais do que promessas de uma vida melhor e mais feliz. É exactamente a mesma estratégia que se aplica nos documentários sobre nanotecnologia destinados ao público em geral. Animações altamente sofisticadas representando naves espaciais na corrente sanguínea a combater os inimigos, funcionam bem para impressionar (quero sublinhar esta palavra) o público leigo e as crianças, mas não têm qualquer valor informativo, educacional, técnico ou científico. É apenas fogo de vista e espectáculo de circo.

Por tudo isto penso que a mudança pode acontecer sem ser necessário o logótipo do Zeitgeist. Este é outro dos caracteres fanáticos do MZ, tudo o que toca ganha automaticamente o logótipo MZ. Mesmo em coisas que genuinamente foram criadas fora do movimento.

A existência de um movimento implica necessariamente rebanho, hierarquia e conclusão. Um movimento serve para aplicar uma ideia já estabelecida. As pessoas juntam-se, todas já partilhando a mesma conclusão, apara aplicarem uma ideia a um sistema. Se for atingida uma nova conclusão certamente criar-se-à divisão no grupo, pois haverá sempre aqueles que irão defender as velhas ideias do movimento. Porque um movimento é isso, defender ideias já estabelecidas.

Por outro lado, se apenas forem discutidas as ideias não haverá hipótese de surgir um movimento pois não haverá apego nem afecto por uma conclusão. O MZ chegou à conclusão que uma sociedade sem dinheiro é uma sociedade sem inveja e agora defende essa ideia.

O terceiro filmes está prestes a ser estreado, ainda não vi, mas do que posso dizer do trailer e das imagens, é que conta com uma boa dose de efeitos visuais e som, que nada informam, são apenas espectáculo de circo para excitar e entreter o espectador. Uma mente que se deixe excitar por estes efeitos está à partida mais subjacente para aceitar as propostas e ideias que são transmitidas no filme. Nisto o Zeitgeist não é melhor que um publicidade farmacêutica ou um discurso imperialista do ditador onde a razão é atingida pelo êxtase. A música hipnotizadora do Addendum serve o mesma causa.

Não quero com isto dizer que não surjam ideias de aproveitar dentro do movimento, mas acho que poderiam emergir também sem qualquer necessidade do mesmo. O que torna o movimento desnecessário e caótico.

No entanto, e para concluir, quero afirmar que os documentários Zeitgeist têm bastante e excelente conteúdo informativo que abre muitas portas para pesquisas posteriores, o qual não se pode negligenciar.

27 Responses to Uma reflexão pessoal sobre o Movimento Zeitgeist e o Projecto Vénus

  1. Mais uma vez concordo contigo, mas apenas na parte do sensacionalismo. Penso no entanto, ser este realmente necessário quando o objectivo dos documentários é chamar a atenção de pessoas já demasiado habituadas ao sensacionalismo de Hollywood, e a quem é necessário primeiro reacender a chamada da curiosidade antes de estarem preparados e abertos a documentários mais informativos, como o “Crash Course” ou “A Corporação” entre outros. Eu vejo os documentários Zeitgeist da seguinte forma: O primeiro, “O espírito do Tempo”, é sensacionalista e até chocante, com o intuito de conseguir realmente chamar a atenção de pessoas já demasiado entorpecidas por todos os factores de controle social que já conhecemos, e não podemos esquecer que na América estes factores trabalham de forma muito mais eficaz. O segundo, “Addendum”, já tem um conteúdo mais informativo e realmente menciona mais uma vez, o facto das “invejas” não terem razão de existir numa sociedade que aboliu o dinheiro e a propriedade privada, mas dedica também muito tempo à ideia de que a transformação de cada um tem de partir de dentro, que somos todos um, que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo, e principalmente, de que devemos ser sempre críticos e pensar por nós mesmos; bem como apresenta também, algumas soluções para as pessoas serem menos dependentes desta sociedade actual. Acho que estes dois conceitos se completam e não que conflituam. Quanto ao próximo, estou a aguardar, mas penso que irá apresentar mais soluções do que problemas. Tenho de admitir que um movimento apresenta sempre riscos de se distorcerem as ideias e implica também uma certa organização, não necessariamente uma hierarquia, no entanto, temos agora a percepção de que a mudança tem de ser global e que com a ajuda inequívoca da Net estamos a conseguir realmente chegar a todo o mundo com informação essencial para a compreensão da nossa realidade e encontrar soluções para mudar. Eu pessoalmente apoio o movimento como forma de divulgação de informação, mas não tenho qualquer rótulo deste, no entanto recomendo vivamente os documentários e mesmo o vídeo de orientação bem como a consulta das páginas e links associados.
    Somos Todos Uno!
    Abraço

  2. Já nao comentava neste blog, faz algum tempo!
    Não tenho muito a dizer, tirando o facto de, que é impressionante como as nossas ideais chegaram a este ponto mais ou menos tão parecidas.

    freedomseeker, o que escreveste anteriormente, tem a sua validade e compreensão, e devo confessar-te que também eu já pensei que os documentários do Zeitgeist deveriam ser quase considerados filmes de culto obrigatório para a sociedade do presente e do futuro. No entanto, apesar de ainda lhe dar bastante valor, já não vejo este símbolo que é o Zeitgeist como um motor impulsionador e promotor para uma mudança de mentalidades como antes via.

    A construção e evolução da sociedade, deve vir de dentro para fora e não ao contrario, como disse o nosso colega João. Não se acaba com um sistema corrupto de dinheiro, só porque o dinheiro é o ente corruptor. Isso é uma falácia! O sistema é corrupto, porque as pessoas quiseram e propuseram um sistema formado de invejas, que ao inicio já o era sem dinheiro e agora também o é com dinheiro.
    O sumo do Zeitgeist neste assunto e o seu real valor, reside no alertar das mentes para o facto de ver o dinheiro, como um factor limitante da evolução tecnológica e promotor da escassez de recursos mundial. Mas não é uma solução para os problemas do mundo, é uma utopia reveladora de factos.

    Se nos pode ajudar? Pode e muito.

    Se a solução para a mudança de mentalidades passa por pertencer ao movimento Zeitgeist e içar a bandeira com uma máscara do V for Vendetta na cara? Creio convictamente que não.

    A mudança de mentalidades terá de passar pela educação das mesmas. Isso não é coisa de movimentos de massas detentores de razão. Terá de passar pelo saber… por saber as mentes que podem mudar todo um mundo.
    Esse é o real papel da ciência e Tecnologia, e não o de construir um mundo lindo no projecto Vénus.

    Abraço

  3. *por saber como “educar” as mentes que podem mudar todo um mundo.

  4. rpfm diz:

    “A existência de um movimento implica necessariamente rebanho, hierarquia e conclusão.”
    Não concordo, simplesmente, porque tal como à luz do conhecimento antropológico existem sociedades com vários graus de igualdade/desigualdade ou hierarquia, também os movimentos caiem em vários graus hierárquicos distintos. No caso de um movimento como o zeitgeist em que a única recompensa para fazer é uma recompensa intrínseca, é portanto não estratificadora.

    O dinheiro é apenas um sintoma caríssimos.

    O Movimento Zeitgeist luta contra as causas, pelo menos tenta ao máximo, tal como um patologista derrete um cancro com terapia baseada em medicinas inteligentes (terapia dirigida).

    Mas não sei se vale a pena estar aqui a alongar-me pois não sei se estarão interessados no raciocínio.

  5. “Mas não sei se vale a pena estar aqui a alongar-me pois não sei se estarão interessados no raciocínio.”

    Pois o blogue serve para isso mesmo não é? É aqui que podes e deves alongar-te. Se as pessoas não estivessem interessadas não tinham respondido e lido este blogue!

    “O dinheiro é apenas um sintoma caríssimos.”

    Peço desculpa, meu caro colega, mas o dinheiro no máximo seria o utensílio usado para os sintomas observados no mundo. A causa segundaria. Um sintoma, é a desigualdade que observas nesta sociedade, é ver que as pessoas tem cada vez mais de pertencer a movimentos, é ver que a escassez de recursos não é causa do aumento populacional, mas porque a avareza não permite a boa distribuição dos mesmos…
    Quando tens cancro no pulmão, um sintoma de que o poderás ter, é o de tossir bastante e com descargas de sangue. O tabaco que fumaste, a poluição e o álcool não são os sintomas! Que conversa vem a ser essa?

    “O Movimento Zeitgeist luta contra as causas, pelo menos tenta ao máximo, tal como um patologista derrete um cancro com terapia baseada em medicinas inteligentes (terapia dirigida).”

    Qualquer movimento reaccionário, tem como objectivo lutar contra os problemas da sociedade. Encontrar as causas desses problemas e esmiúça-los até encontrar uma solução! Isso que o Zeitgeist se propõe a fazer não é portanto nada de novo nesse sentido. É a sua filosofia base que é diferente e não o combate reaccionário contra os problemas do mundo. Nisso, valerá tanto como um Bloco de esquerda, PS, PSD,CDS, CDU, partido dos verdes, etc, etc… Mesmo que não tenha como pretensão representar uma parte do governo, não tem como objectivo algo diferente.

    “Não concordo, simplesmente, porque tal como à luz do conhecimento antropológico existem sociedades com vários graus de igualdade/desigualdade ou hierarquia, também os movimentos caiem em vários graus hierárquicos distintos.No caso de um movimento como o zeitgeist em que a única recompensa para fazer é uma recompensa intrínseca, é portanto não estratificadora.”

    Caro colega, rpfm, pois tenho a dizer-lhe, que isso é exactamente o mesmo principio das organizações religiosas! Também eles se organizam em vários graus hierárquicos distintos e com propósitos não lucrativos.
    O Budismo e Induismo, também ensina a viver em pleno convívio com a Natureza, o Cristianismo, ensinaria o respeito e amor pelo próximo, o Islamismo, também ensinaria o respeito e organização cívica dos seus crentes, o Judaísmo, também ensinaria a criação dum mundo divino onde todos se respeitariam, etc…
    E também, os objectivos finais destas instituições, seriam não monetários. Ou seja, a sua luta contra os problemas sociais, não passa pelo rendimento, mas sim pela passagem da filosofia…

    Sendo o movimento Zeitgeist, formado nesse sentido, qual é a diferença de rebanhismo? Terão as pessoas que o compõem, um espírito critico assim tão aberto, tendo em consideração que na sua constituição base existe um sistema de superiores hierárquicos? Onde estará o espírito critico, desafiador e livre quando existe um movimento deste género?

    Repito por isso:

    “A mudança de mentalidades terá de passar pela educação das mesmas. Isso não é coisa de movimentos de massas detentores de razão. Terá de passar pelo saber… por saber educar as mentes que podem mudar todo um mundo.
    Esse é o real papel da ciência e Tecnologia, e não o de construir um mundo lindo no projecto Vénus.”

  6. jmct diz:

    ATENÇÃO!: O comentário que se segue foi escrito de uma forma caótica e em formato de “desabafo”. Não pretende ter um principio-meio-fim.

    Estive a divagar no outro dia sobre o facto de uma Sociedade Vénus ser melhor que a sociedade actual. Estive a divagar sobre o facto da nossa sociedade actual ser melhor que uma sociedade de há um par de séculos atrás.

    Já esquecido um pouco dos conceitos, perdi-me nos meus pensamentos sobre o que é na verdade uma Sociedade de Vénus. Será necessário a invenção de alguma tecnologia para darmos o salto ou será apenas a abolição do dinheiro para passarmos a estar numa sociedade Vénus?

    O facto de lhe metermos um nome já me faz confusão na cabeça. Imaginei no outro dia a sociedade evoluir normalmente até a esse ponto sem ser necessário lutarmos por ela. Mas a evolução que eu imaginei não era apenas uma evolução tecnológica.

    Uma evolução tecnológica foi o que tivemos durante todos estes séculos.

    Mas não vejo porque é que uma sociedade com computadores é melhor que uma sociedade sem computadores. Não percebo onde sou mais feliz eu com um HP Monitor Widescreen ‘pra ver filmes que o meu pai com um pião a brincar na rua com os seus amigos, uma rua onde não passavam carros.

    O movimento Zeitgeist e o Projecto Vénus assume que TODA a gente tem de partilhar os mesmo ideais. Porque não vai ser uma coisa que surja naturalmente, vai ser criada propositadamente. Será por isso mais organizada?

    No outro dia vi uma coisa muito fixe no telejornal. As pessoas começaram a usar os baldios urbanos para plantas mini-hortas. Fiquei muito contente por ver isso.

    Muito provavelmente a sociedade irá colapsar, algo que me dá muito que pensar é a minha excitação por isso. Lá no fundo, gostava de a ver colapsar. Talvez esteja já farto desta sociedade e da sociedade de vénus.

  7. Mas os filmes de que falam serão os mesmos que vi? É que já os vi algumas vezes, como a todos os outros documentários relacionados com a Nova Ordem Mundial, Falso Terrorismo, armas Haarp, Capitalismo, Religião, Activismo, Ecologia, e Desenvolvimento Social e Humano, e não me lembro realmente de ver algo a dizer que temos de chegar a um consenso ideológico ou algo do género. Não me lembro também de ver algo que mencione a necessidade de hierarquização do movimento quando o objectivo deste é, tal como o vosso blogue, difundir informação importante e raramente ou nunca disponível nos média convencionais e motivar as pessoas a desenvolverem o seu potencial ao máximo. Mas vou explicar melhor porque dou valor a estes documentários e ao próprio movimento. Desde que me conheço sempre fui curioso e principalmente inconformista. Sempre me questionei sobre as razões de termos uma vida tão miserável e todos acharem ser normal. Sempre questionei se teria sido sempre assim, e ensinaram-me que sim, este é o melhor modelo de sociedade que temos, e que todos os anteriores foram bem piores. Aliás, em toda a escola tive apenas um professor, de filosofia, claro, que me incentivou sempre a questionar tudo o que me ensinavam, a ter opinião crítica. Mas eu não me conformava e comecei a investigar por conta própria. Nessa altura a Net era apenas um bebé a dar os primeiros passos, tive que me enfiar em bibliotecas, a aguardar ansiosamente por um documentário na TV, etc… No entanto encontrei informação preciosa e que contraria tudo o que me haviam ensinado. O Homem já viveu em sociedades organizadas, em que não existia a propriedade privada nem moeda de troca, não eram hierarquizadas e existia uma total igualdade entre todos os membros. As decisões eram tomadas por todos em assembleia popular e cada um contribuía com a sua parte do trabalho para o bem comum. Desta forma viviam em harmonia com eles e com a mãe Natureza. Este tipo de sociedades existiu ao longo de toda a História e foram realmente dizimadas por outras de ordem guerreira ou imperialista, não obstante, foram sociedades de sucesso. Tudo numa época em que a única tecnologia disponível era o arado e a enxada. Mas agora temos tecnologia para não termos mais de trabalhar que nem escravos 1/3 da nossa vida para, provavelmente, morrermos de alguma das novas doenças que aparecem antes de gozarmos a reforma. Não é uma questão de computadores, mas sim de utilizar a máquina para trabalhar e libertar o ser humano, de forma a que este, se possa desenvolver física e psicologicamente, e a encontrar realmente a felicidade. Quanto ao sistema financeiro, descobri que este foi de facto o maior impulsionador da desigualdade entre os Homens, quando deveria ser exactamente o oposto. É totalmente ineficaz e obsoleto! Da mesma forma, os Governos sempre serviram para explorar as pessoas, quando o seu suposto objectivo é protege-las e servi-las. Quanto à religião, já nem me manifesto tal é a repugnância que tenho por todas elas e pelas formas ultrajantes com que distorcem o conhecimento realmente importante que estas teriam, também supostamente, de divulgar. Que somos todos um e que cada um de nós transporta uma centelha de divino, que estamos todos conectados e que dependemos da harmonia de todos os seres Humanos para sermos plenos e felizes. Não é um mito e não é necessário grande esforço, ou de tomar drogas psicadélicas, para se sentir essa conexão com a consciência universal. Depois de o conseguir uma primeira vez sentir essa conexão, começamos realmente a ver a vida como ela é na realidade. Começamos a perceber o que é realmente importante para a nossa felicidade, para a nossa realização pessoal, e percebemos também que isso depende obrigatoriamente, do bem-estar de todos, sem excepção. Percebemos que existem apenas dois caminhos: O do Medo, medo de viver, medo de mudar, medo do desconhecido, e do conhecido, etc…
    E o do Amor!
    Se o facto de, cada vez mais pessoas em todo o mundo, estarem a optar pelo caminho do Amor, de utilizarem uma ou várias plataformas on-line para comunicarem e divulgarem estes conhecimentos, faz destas plataformas ou movimentos, grupos políticos, estamos nos a esquecer que muitos dos movimentos sociais do passado recente, que contribuíram para derrubar barreiras, como a igualdade de direitos às mulheres, e mais recente aos homossexuais, se deveu a grupos cujos membros tinham todos exactamente os mesmos ideais, ou seriam pessoas dos mais diversos quadrantes políticos e/ou sociais mas que tinha opiniões convergentes em determinados assuntos?
    Todas estas conclusões, já as havia alcançado quando vi o Zeitgeist Addendum (só mais tarde vi o 1º) por isso, a minha alegria deveu-se ao facto de finalmente, e através da Net, pessoas de todos o mundo manifestavam ter chegado às mesmas conclusões que eu, que havia realmente uma nova consciência a crescer, e que tinha unido esforços e recursos para divulgarem essas ideias. Claro que também tenho opiniões divergentes em relação a alguns aspectos do Projecto Vénus, mas por isso aguardo o próximo documentário, que certamente será, pelo menos, interessante. Além disso, o Projecto Vénus é uma solução imperfeita, como nos diz o próprio JF, e aberta a ideias e sugestões.

  8. jmct diz:

    Boas,

    Deixaste-me ontem agarrado ao teu comentário, passei o resto da noite com ele na cabeça e acordei hoje de manhã a pensar no mesmo. Devo dizer que a primeira coisa que o meu cérebro fez ou arranjar um discurso simples mas que me permitisse lutar pela razão. Ora, não é para isso que nós cá estamos e tive de dizer ao meu cérebro para se acalmar. Vou dar vários exemplos no meu comentário, mas não assumas que eu tenho qualquer posição, que sou de esquerda ou direita, que estou contra ou a favor. Se assumires essa posição perante mim o comentário vai ficar distorcido.

    Eu gosto bastante da ideia de uma “Sociedade Vénus”. Há um ano atrás quando li o Manna (depois procuro o texto para te dar) onde o autor falava de uma sociedade parecida, fiquei super excitado e desejoso de estar numa sociedade dessas. De certo modo a sociedade descrita transferia a nossa responsabilidade de viver para outra coisa qualquer (talvez a sociedade em si) e avistava-se um mundo cheio de felicidade e alegria. Alegrias à parte, é uma sociedade que pode bem ser real no futuro, tal como a de Vénus. Só quero esclarecer que eu não estou contra a sociedade de Vénus, aliás fico excitado com isso. O que me pondero é a forma como estamos a querer lá chegar. E sendo que “queremos” lá chegar, automaticamente começo a perguntar-me será que é o melhor sítio para chegar?

    Em relação à hierarquização do movimento. Talvez seja de uma hierarquização diferente da que estamos habituados. Talvez seja através de responsáveis, ou talvez seja simplesmente porque para poderes ter um papel activo no movimento tens de superar um teste diagnóstico que está disponível no site oficial deles. Ou seja, tu podes partilhar das mesmas ideias, mas se não superas o teste que alguém escreveu à sua vontade, já não podes pertencer à equipa. O que sem dúvida remete para conclusão. Ou seja, o movimento é aquilo. E o que acontecerá se alguém dentro do movimento tiver uma ideia diferente? Sairá do movimento para criar outro movimento? Faz-me lembrar o pessoal do PSD que saiu para ir criar ao PS.
    Outra questão é o ovelhismo. A partir do momento em que há gritos de guerra e êxtase há ovelhismo. É o chamado efeito turba. Onde uma massa de gente actua como se fosse um único ser sem qualquer pensamento critico das partes (as pessoas). Atenção, não confundir aqui o “único ser” com o “todos somos uno”.

    Em relação ao Ode Triunfante, acho que é bem diferente do movimento. Porque o Ode não define nada. Não há conclusão no Ode. Eu não concordo com muitas coisas que escrevi há um ano atrás. Os autores do Ode não partilham de muitas ideias. Aliás temos todos posições quase opostos em relação a muitos temas. No entanto o Ode Triunfante existe. Porque é um sitio de discussão de ideias, não é um Blog para tentar que as pessoas vejam o mundo à nossa maneira. Por isso é que este blog é tão complexo e se as pessoas chegarem cá e o virem como um blog normal vão cair em erro.

    Outros movimentos como o movimento gay e a emancipação das mulheres. Eu não tenho nada contra os gays e respeito-os como qualquer pessoa, mas o que me fez tomar essa atitude foi o facto de perceber que a condição de homossexualidade é completamente biológica. Se existe o gene gay não sei, mas que é uma condição cerebral, é sem dúvida. O movimento gay, no máximo faz com que as pessoas tenham pena deles, porque é um movimento de uma minoria que se tenta ouvir. Ou seja, pode ser que hoje em dia as pessoas aceitem a homossexualidade, mas não passa disso, aceitar ou tolerar, mas não a compreendem. Falo das pessoas no geral.

    Em relação à emancipação das mulheres. Concordo plenamente que as mulheres devem ter um papel activo na sociedade. Mas será que o facto de elas trabalharem e terem de descontar para a segurança social realmente trouxe uma sociedade melhor? Aaron Russo disse-nos que esse movimento foi criado pelos Banqueiros internacionais (https://odetriunfante.wordpress.com/2009/08/16/entrevista-historica-com-aaron-russo/). Se acreditarmos nisso então a falácia do movimento é já evidente. Mas pondo conspirações à parte. Será que a emancipação da mulher foi algo positivo para a sociedade? A emancipação da mulher requer obrigatoriamente uma grande evolução psicológica da parte do homem. Pois o homem tem de saber chegar a casa depois dum dia de trabalho e ajudar a mulher nas lides caseiras. O que na maioria dos casos não acontece. A mulher trabalha e ainda tem de arrumar a casa e fazer o jantar enquanto o homem vê a bola. O que aconteceu às crianças? Agora que a mãe não tem tempo para cuidar delas, a educação das crianças é deixada ao cargo da T.V. e do estado, que é a TV. Além disso, as mulheres deixaram de ficar em casa para cuidar dos seus filhos para irem trabalhar a cuidar dos filhos dos outros. Um pouco paradoxal não? Se as mulheres não trabalhassem (mas tivessem papel activo na sociedade) talvez houvesse mais trabalho para os homens e mais educação para as crianças.

    Ora, o que é que eu quero concluir aqui. Será que a nossa sociedade de mulheres trabalhadoras e que descontam para a Seg. Social é melhor que uma sociedade onde as mulheres ficam em casa e a cuidar dos filhos, Complementando o trabalho do homem que saí para ir ganhar o pão para a família? Sinceramente não sei, mas o que é certo é que quando surgiu o movimento todas aderiram em massa sem pensar nas consequências dos seus actos.

    Podemos ainda dizer que na altura em que as mulheres ficavam em casa a cuidar dos filhos tinham todo o tempo do mundo para desenvolver o seu intelecto e a sua espiritualidade e criatividade. Exactamente aquilo que ambicionamos na Sociedade Vénus.

    Em relação aos governos e ao sistema financeiro. O governos servem para explorar as pessoas porque as pessoas aceitam a autoridade dos governos. Eu também já me senti, e sinto, muito revoltado por haver crianças na China a trabalhar para fazer a roupa que eu visto. Pessoalmente, mudei completamente os meus hábitos de vestuário. Mas no geral, será que há crianças na China a trabalhar por causa do sistema económico ou será por causa das pessoas de cá que, mesmo sabendo disto (porque toda a gente o sabe), continuam a comprar roupa de marca, que são as que mais abusam desse mercado explorador de crianças?

    Pegando outra vez em movimentos e acções sociais. Temos o caso das manifs dos jovens comunistas nas ruas. A festa do avante e tudo mais. Manifestar-se nas ruas é o mais fácil que há. É calçar as sapatilhas (às vezes nem isso) e ir gritar para a rua. Agora diz-me uma coisa. Quantos desses jovens gritadores de rua é que se fecham no quarto a estudar para um dia chegarem a alguma posição de poder na sociedade para depois aí sim tentarem mudar as coisas? Quantos é que fazem isso? Esse é o caminho difícil. O tempo que perdem na festa do avante bem podiam ir para casa estudar para ganhar os conhecimentos necessários para conseguir combater o sistema por dentro. Mas claro, ao momento que se chega ao poder todos os gritos foram substituídos por uma outra corrupçãozinha (caso se chegue tão longe).

    Não queria falar de mim, mas só para não se pensar que falo ao vento, eu também já tive em manifs de gritar na rua.

    Mais uma falácia do movimento Zeitgeist. Um dos membros mais activos do MZ em Portugal é grande apoiante do Software Open Source e da ideia Open Source. E perguntei-lhe como é que ele ajudava e contribuía para o desenvolvimento de tal software e tecnologia. A resposta foi simples e directa: “Crackando o software pago”. Ora… se isto não é uma falácia ou uma hipocrisia então eu não sei o que é. Pensar em usar Software grátis e contribuir para o seu desenvolvimento? Nada disso! Crackar o software pago é que é! Claro, é sem dúvida o caminho mais fácil! «Os outros que se matem a desenvolver alternativas eu que sou do Movimento Z vou aqui crackar o Microsoft Office para lutar contra o sistema».

    Ou seja, uma das coisas que me mostrou que todos, ou a esmagadora maioria, dos membros do movimento são completas ovelhas é exactamente atitudes como essa. Pegar o caminho mais fácil e gritar para a rua! Que é o mesmo que crackar o software pago, entre outras acções. Mas quantos deles é que se matam a trabalhar para passarem 12h por dia fechados num laboratório para tentarem desenvolver tecnologia a sério para o futuro da humanidade? Quantos deles é que já jogaram fora os seus sapatinhos de marca? Quantos deles é que já deixaram de ir comprar a centros comerciais para passar a ir comprar ao comércio local?

    Não estou a dizer que a ideia por detrás do movimento seja má, mas o facto de existir movimento acarreta consigo este tipo de consequências. Ovelhismo não pensante. Porque as pessoas lá no fundo são exactamente as mesmas, dentro ou fora do movimento, são as mesmas que construíram esta sociedade e que vão construir a sociedade vénus. Agora temos criancinhas a fazer camisas, na sociedade vénus (se for construída com as bases do movimento) teremos criancinhas nas fabricas a supervisionar os robôts.

    Como viste não comentei nada em relação ao caminho do Medo e do Amor, gostei muito do que disseste e essa conversa fica para outra altura. Agora quis ser o mais pragmático possível em relação às atitudes que se estão a tomar. Se por acaso achares que eu estou a falar de boca para fora por favor diz-me e tentarei argumentar melhor a minha posição.

    Um abraço a todos

  9. FreedomSeeker, deste uma resposta digna dum movimento Zeitgeist como eu gostava de ver. Deixaste-me a pensar bastante no assunto e fizeste-me sorrir (no bom sentido, sem sarcasmo).

    Quero, também deixar claro, que eu não tenho nada contra o projecto Vénus, e a ideia sempre me agradou. O que acontece, é que a minha perspectiva de beneficio em relação ao movimento e ao projecto Vénus mudou. Aquilo a que se refere de “um mundo melhor”, para mim é só um mundo diferente.
    Principalmente depois de ter lido o livro “Utopia” de Thomas More. Onde me apercebi, tal como é descrito no livro, que esse tipo de sociedade só é possível no papel, na realidade será só uma outra versão… que ninguém nos garante ser a melhor.

    Quanto ao movimento. Se nos outros cantos do mundo for igual ao que se tem passado a nível nacional, só tenho a dizer que a minha desilusão é imensa.
    Um movimento como o que falaste,FreedomSeeker, é o que eu sempre acreditei que pudesse vir a haver. Um movimento onde todos teriam um objectivo comum, mas onde todos eram hierarquicamente iguais, e não haviam “os gritos de guerra”, como o colega jmct disse.
    Um movimento que defende 100% de literacia e “recruta” membros por testes de estupidez, para mim morre no mesmo instante em que começa.

    A parte do medo e do amor, da conexão verdadeira entre pessoas é o que mais próximo esta da minha consciência.

    A revolução das consciências, deverá ser uma coisa natural de acontecer e inevitável. Devera ser promovida, por essa conexão que existe entre as pessoas, e passara pela educação e preparação à mudança.
    Não são, na minha perspectiva, uns quantos indivíduos com mascaras do V for Vendetta, a gritar pelo fim do sistema monetário no mundo, que vão mudar uma sociedade que evoluiu do dinheiro até aqui. A gritar por um símbolo, que não é nem nunca foi, uma ideia original dos responsáveis pelo filme, nem do projecto Vénus. A mudança têm de ser interior e consciente. Só assim se pode saber se uma sociedade, como a do projecto Vénus valerá a pena.

    Uma iniciativa dum movimento que não dá o exemplo e que facilmente são postos em causa, pelos “incultos” da sociedade, as “ovelhas”, não tem futuro à partida.

    Isto, na minha modesta opinião. Mas gostei bastante do que escreveste FreedomSeeker.

  10. rpfm diz:

    “Terá de passar pelo saber… por saber educar as mentes que podem mudar todo um mundo.”

    “O movimento Zeitgeist e o Projecto Vénus assume que TODA a gente tem de partilhar os mesmo ideais. Porque não vai ser uma coisa que surja naturalmente, vai ser criada propositadamente. Será por isso mais organizada?”

    “Um movimento que defende 100% de literacia e “recruta” membros por testes de estupidez, para mim morre no mesmo instante em que começa.”

    As vossas afirmações demonstram grandes lacunas no saber do que é o movimento zeitgeist. Vocês mantiveram-se à margem todo este tempo ao invés de participarem, modificando o movimento e agora avaliam o movimento à luz daquilo que para vós é norma social actual, enquanto se esquecem do quão pouco vocês têm contribuído. Provavelmente derivado de falta de motivação, ou simplesmente porque não conseguem pensar por vós ou não conseguem sentir pelos outros ou ambos.

    Eu simplesmente não tenho tempo para vós, tenho muito mais que fazer, entre o meu emprego e o movimento.

    A informação sobre o movimento está aí, toda livremente disponível online e offline.
    Se vocês a não quiserem ver, não há nada que eu possa fazer.
    Se vocês a virem e não concordarem com ela, não há nada que eu possa fazer.

    Têm de ser vocês a chegar a vê-la por vós próprios e a concordar com ela.
    Se vocês se quiserem juntar ao movimento só porque é fixe, ou por outra razão rebanhista vocês irão desistir por vós próprios eventualmente.

  11. kalenda diz:

    … “Eu simplesmente não tenho tempo para vós, tenho muito mais que fazer, entre o meu emprego e o movimento.”

    Só te agradeço que tu e o teu grupo, não se entretenham a decidir o que será melhor para mim.

    Quanto ao resto só desejo que fiques bem e que tenhas paz.

    Um abraço,

    Kalenda

  12. jmct diz:

    😦😦

    Estou triste com esta situação. Mas tristeza à parte. Eu gostava mesmo de falar um bocadinho de todos os comentários que foram feitos antes da resposta do Roger. Se alguém quiser comentar mais alguma coisa.

    Ultimamente tenho pensado mesmo bastante sobre a veracidade do movimento. Questiono-me se estarei a ser apático ou se o movimento é mesmo mais um efeito turba como falei antes. Como disse o André, será uma sociedade diferente, mas será melhor?

    Gostava mesmo de pensar em conjunto com vocês, com calma.

    Estou por cá,
    jmct

  13. kalenda diz:

    Boas jmct,

    Como é possível discutir alguma coisa sobre este assunto, se o responsável pelo mesmo parece que utiliza este Blog para divulgar (publicitar?) algo e depois não responde a nada?

    Face às explicações dadas pelo responsável enquadro-me nos ignorante que não estão à altura de discutir sobre isto. Tenho de concordar que por exemplo, não posso nem devo falar sobre o “Corão” se não o conheço nem o estudei.

    Por isso sobre este assunto irei permanecer calado, para não aborrecer mais ninguém.

    Um grande abraço,

    Kalenda

  14. jmct diz:

    Kalenda,

    peço-te para esqueceres o Roger por agora, até porque ele não se vai aborrecer, vai simplesmente ignorar.

    Há aqui mais gente para te ouvir. Gostava de ter um feedback da tua parte ao resto que foi dito.

    Tens razão no “publicitar e depois não responder a nada”, é também algo que tenho andado a pensar.

    Mas se conseguíssemos continuar a conversa por nós…😀

    abraços
    j

  15. Boas,
    Fico muito contente de voltar a ver uma discussão acesa neste blogue, e sem dúvida que é para isso que ele existe. Mas também para informar, não? É nesse sentido que o comparo ao movimento, não no sentido de ter um objectivo ou ideal definido. Em relação ao “teste de estupidez” para se aderir ao movimento, vou tirar algum tempo amanhã (folga do escravo) para verificar essa e a questão da hierarquização, pois quando o fiz não foi preciso nada disso.
    Mas tenho de responder as outras questões.
    Primeiro, em relação à emancipação da mulher, não me estava a referir ao trabalho e à falta que os pais fazem na educação dos filhos hoje em dia, isso é mais um reflexo da sociedade capitalista que temos, que nos “obriga” a trabalhar por um naco de nada em lugar de distribuir a riqueza. Eu referi-me ao facto de terem direitos “iguais” aos dos homens, que ainda hoje, de forma camuflada ainda lhes são por vezes negados. Eu refiro-me ao direito ao voto, igualdade aos olhos da lei, direito ao aborto, etc…
    Quanto aos Gays, devo dizer que para os compreender basta conhece-los, tal como às outras pessoas. Os movimentos já conseguiram bem mais do que apenas que tenhamos “pena” deles, trouxeram alguns direitos essenciais à sua felicidade, como o direito ao casamento. Claro que a maioria das pessoas, na sua ignorância, tem “pena” ou ri-se deles. Até porque a homossexualidade, a bissexualidade e o hermafroditismo são muitíssimo comuns em todo o reino animal. Aliás, pode-se mesmo dizer que o ser Humano é o mais “contido” nas suas relações sexuais. Por isso engane-se que acha que a homossexualidade é anti-natura ou genética. Claro que ainda falta muito para que tanto as mulheres como os gays, como todos os outros que lutam por igualdade, a consigam. Mesmo nós, somos apenas iguais aos que tenham a mesma riqueza, ou sejam da mesma classe social, etc…
    No que diz respeito às roupas, ou cenas materiais, eu pessoalmente evito comprar coisas que não sejam nacionais ou, pelo menos, que não derivem da indústria escrava de países como a china. Não como McMerdas nem cenas do género, mas ainda tenho um longo caminho pela frente na total negação a esta sociedade em que fui educado.
    O governo e a falsa premissa de pluralismo partidário são, por si só, um enorme obstáculo ao desenvolvimento social, já que o mesmo obedece sempre ao mesmo patrão, a Banca. È preciso não esquecer que o poder absoluto corrompe absolutamente. Nada mais existe para os que já têm tudo, do que governar e controlar a vida dos outros, brincar a “Deus”.
    Quanto à questão do “ovelhismo”, claro que muitas pessoas que vão a uma manifestação vão “por acréscimo”, existem no entanto cada vez mais pessoas informadas, que pensam por si, mas que não deixam de ir às manifs, quanto mais não seja para mostrar que estamos mais acordados do que a elite gostaria. Mais uma vez tenho de concordar que os movimentos sociais organizados, podem efectivamente apresentar muitos riscos, se os princípios que uniram os seus membros no início forem destorcidos, ou não forem sequer “bons princípios”.
    Também me entristece a posição do Rpfm pois penso demonstrar uma total falta de abertura ao diálogo, o que também contraria os princípios do movimento a que pertence. Espero que volte mais relaxado e comunicativo.
    “O País Que Não Devia Ser Desenvolvido”
    Realmente, como é que nós conseguimos chegar aqui, com tanto politico de merda, que tivemos a governar a o país, todos eles, aliás.
    Agradeço a vossa disponibilidade e prometo que volto amanhã para escrever realmente sobre o Movimento Zeitgeist e o Projecto Venus que vou, então, analisar melhor.
    Grande abraço

  16. rpfm diz:

    Esta minha falta de vontade de falar já deriva de muita frustração prévia a ser mal compreendido. Já para não falar de ter falta de tempo para discutir.

    Abraços a todos
    Rogério

  17. jmct diz:

    A razão pela qual estás frustrado por seres mal compreendido é porque quando falas discutes a “ver quem tem razão”, em vez de discutires ideias e problemas, e ficas frustrado porque os outros não te dão razão.

    Porque se o motivo da discussão fosse a compreensão do problema, da ideia, então a tua frustração de seres “mal compreendido” viria apenas do facto de não te saberes expressar na Língua Portuguesa. O que não creio que seja o caso.

  18. Rpfm, eu compreendo essa frustração, também a senti muitas vezes, e nem é por não ser compreendido, é mesmo por perceber que certas pessoas nunca irão abrir os olhos. Ou só o farão quando tudo à sua volta desmoronar, e aí, pode já ser tarde de mais. Mas acabo por ultrapassar essa frustração com a certeza de que o único prejudicado pela sua falta de abertura é essa mesma pessoa. É importante que não deixarmos que essa frustração nos tornar naquilo contra o que lutamos.
    Abraço

  19. FreedomSeeker, a grande perda de confiança que tinha do movimento, provém precisamente do que observamos aqui.
    Membros influentes do movimento que:
    a) se colocam num lugar de consciência superior, sem qualquer tipo de sensatez e compreensão;
    b) generalizam a sociedade e não intervém positivamente;
    c) não se acham na disponibilidade de responder a criticas construtivas;
    d) não conseguem defender concisamente e conscientemente uma ideia sem ver o próximo filme do Peter Joseph;
    e) são irredutíveis;
    f) etc…

    Eu compreendo que haja frustração quando não se é correspondido, mas as moscas não se matam com vinagre.

  20. pug diz:

    Tenho uma questão que penso ser pertinente! Não seria uma evolução das mentalidades, sustentada pelo amadurecimento da sociedade, mais vantajosa e duradoura que o cenário apocalíptico que desejam trazer antes de implementar uma sociedade “Vénus”? Temos vários exemplos reais de sociedades que foram expostas (pela importação decorrente da colonização) a ideias e conceitos muito à frente daquilo que a estrutura social estava capaz de suportar e colapsaram. Basta atentar nas ex colónias portuguesas, o caos que sobrou daquilo que foram economias super produtivas e transbordantes de recursos. Penso que a evolução deverá ser suportada de uma forma pedagógica por todos esses “movimentos” e não da forma caótica que observamos.

    PS: Quando se têm afirmações do tipo “abrir os olhos” parte-se de um pressuposto errado. Nesta discussão, todos nós poderemos estar certos em simultâneo se tivermos a inteligência para construir com o input de que recebemos, se pelo contrário, viermos apenas assertar uns cânticos na forma de prosa que nos são impressos como ideais, sem qualquer tipo de raciocínio por trás, nunca evoluiremos! Atentem na evolução do código genético, qualquer alteração que façamos pode ser benéfica mas “nada” muda de uma só vez!

  21. jmct diz:

    Boas pug,

    É exactamente isso que estávamos a discutir no post do Cantona. Muito recentemente dei por mim a pensar (ou ver) que essa consciencialização em assa poderia ser desastrosa. Exactamente devida a essa destruição que acarreta quando ninguém depois está preparado para as consequências (o exemplo de tirar o dinheiro dos bancos). No entanto isto foi uma coisa que me apercebi há muito pouco tempo. E ainda estou a pensar se será mesmo assim, mas parece mesmo que sim.

  22. Patricia Huxley diz:

    A meu ver o proposto pelo projeto Vênus não é nenhuma coisa de filme de ficção nem utópica. O problema em si é o ser humano de hoje que escraviza e é escravo. A humanidade sofreu uma profunda e irreversível lavagem cerebral, tão profunda que acredito ter impresso em nosso DNA várias mutações. Vários genes ruins foram ativados e bons desligados. De forma que isto agora faz parte de nossa biologia evolutiva. E uma mudança no moral e valores, no comportamento e na estrutura cerebral e social se faz necessária para este novo mundo. Eu já assisti ao Zeitgeist Moving Forward que pouco se diferencia dos outros dois. Mas muita coisa lá é válida. Como começar eu não sei. Acho que para haver esta profunda e definitiva mudança para uma sociedade desenvolvida (pois a nossa é subdesenvolvida, tacanha, animalesca e alienada) deverá acontecer algo de muito violento e extraordinário. Há um empecilho maior que qualquer outro que é a ignorância e alienação do humano atual. O apego exagerado e patológico aos valores consumistas, materialistas e doentios de hoje. Esta apego é tão abismal e doentio que muitos preferem morrer a deixar de consumir, a deixar seus trabalhos, sua crença cega no dinheiro e nos políticos e na maldade humana que mudar. Pois mudar é complicado, dói e exige. Continuar tudo na mesma é muito mais confortável. Mesmo que este “conforto” seja a miséria das relações pessoais, do capital social, a deterioração mental e da saúde como um todo.
    Acabo crendo que a Nova Ordem Mundial nada mais é que o próprio projeto Vênus e o movimento Zeitgeist uma preparação. O que pregam como sendo a Nova Ordem Mundial em sites conspiratórios nada mais é que os horrores da Velha Ordem que já estão aí há tempos. No novo filme Zeitgeist MF, Jacque Fresco diz que o problema atual não são os políticos, as instituições políticas e financeiras, a corrupção ou sociedades secretas que conspiram contra nós. E sim o SISTEMA FINANCEIRO. Pois a elite corporativista dos Iluminatti satanistas faz parte deste mesmo sistema e dele também é escrava. Acabando este sistema não mais haverá a elite. E a elite tem feito de tudo para nos escravizar cada vez mais, apertando o laço em torno de nossos pescoços pois sabe que o fim está próximo. Mas mesmo assim, ela fará de tudo para perpetuar este inferno, nem que pra isso tenha que extinguir o planeta inteiro. Eu ainda creio que muita coisa horrorosa vai acontecer até que se limpe o planeta desta sujeira toda.

  23. Günter diz:

    Se mundo é só escuridão nada impede que acendas tua própria luz! A mudança deve ser interior? Lógico, não existe outro caminho! Como são bilhões de mentes é importante que hajam catalisadores para uma mudança de mentalidade, de paradigmas, de modo a acelerar o processo. Assim como o dinheiro é um catalizador para o nosso lado obscuro, sinistro, e não a causa em si, movimentos como o Zeitgeist e outros podem ser catalizadores para algo melhor EM NÓS, mas não a causa da mudança! É importante que as pessoas tenham uma meta, um direcionamento. Uma sociedade Venus é uma ótima meta ou modelo, não o único. Como o JF disse, isso é apenas um modelo, pois com o tempo mudará. A única constante no universo é a mudança, penso que precisamos ser menos rígidos e mais adaptáveis.

  24. JOSE ROBERTO DE C JUNIOR diz:

    DANIEL 11-24 ,os que tem olhos e podem ver leiam e vejam que tudo se cumpre!!!
    QUE TODOS NOS ACORDEMOS PARA O QUE REALMENTE ESTA ACONTECENDO,POIS TUDO TEM DE SE CUMPRIR!

  25. jmct diz:

    Daniel 11-24, refere que alguém entrará. Quem? Desculpa não conhecer a Bíblia.

    A questão é. “As coisas estão a acontecer”. Mas será só agora? Ou se viajarmos no tempo para o passado as coisas também já aconteciam então?

    Será que desta vez é mesmo diferente ou estamos simplesmente dentro do mesmo cíclo vicioso derivado da condição humana?

    Por alguma razão os livros que se escreveram há 3000 anos sobre a condição humana são tão actuais como os que foram escritos a semana passada.

    O Homem é o mesmo, o único que mudou foram as roupas e os modelos de telemóveis🙂

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