Cartaz de Daniel Paradinha – RegularShift

Olá a todos. Como já tínhamos falado aqui, decidimos abrir o Ode Triunfante aos nossos comentadores e companheiros de discussão. Abrimos esta proposta com um post do Daniel Paradinha. As regras sao simples. Caso queiram iniciar um assunto aqui no Ode basta enviarem-nos um mail e, em principio, será aceite 🙂 Deixo-vos então com o post do Daniel.

Boas! Chamo-me Daniel Paradinha, participante aqui no Ode Triunfante há 2 ou 3 meses. Queria desta forma apresentar o meu recente trabalho para um concurso que ainda não teve “sentença”, cuja ideia era, através do design gráfico, expor algumas das “coisas” que provocam ou contribuem para a pobreza no mundo. Ora, o que me ocorreu assim de imediato é que o design contribui com toda a sua potencialidade para o aumento da pobreza e muito menos para a combater- basta pensarmos que começa logo a distinguir ricos de pobres -, então decidi que essa seria a minha subcrítica, no entanto a primeira ideia já tem a ver com estes assuntos que vão sendo postados aqui no Ode Triunfante, e neste caso tento passar a ideia que no futuro os donos do mundo podem usar o design e novos métodos tecnológicos para levar avante os seus objectivos, e um deles será o total controlo sobre as reservas de alimentos, bens essenciais sobretudo. Mostro essa prospecção através duma frase poderosa (fascismo camuflado -> fascismo evidente e abusado), e de uma ilustração que, embora abstracta, tem a sua coerência e pormenores a ser descobertos (embora neste tamanho seja mais difícil.)

Aconselho o filme “The Road”, é mais um “Hollywood”, mas um quanto depressivo mas dá assim uma noção assustadora do futuro, e tem uma parte em que os personagens encontram uma cave cheias de conversas (comida) e… têm de ver! Pessoal não é à toa que o Alex Jones anda a dizer “comecem a acumular conservas” porque quando se der o colapso energético-financeiro, embora não tenhamos a noção da gravidade que a coisa possa atingir, temos de estar preparados.. claro ninguém anda a fazer isso..para já.

Actualmente empenhado em pensar, desenhar e conceber um género ilustrativo, um conjunto de ilustrações vectoriais com um propósito bastante específico, o de activar ou reactivar um pensamento mais consciente, mais humanista, mais auto-crítico, mais aberto e mais preocupado em relação ao futuro. Uma das minhas principais inspirações foi o manifesto “FMI” de José Mário Branco, mas também alguns dos documentários que fui vendo, através do Diogo Coutinho, através das sugestões do Ode Triunfante, mas também queria referir que levo a sério estes conteúdos, pela sua credibilidade e pelo facto de provarem muitas das coisas que ouço desde pequeno e que agora estão mesmo a tornar-se realidade.

Sou fundador da RegularShift onde actualmente vendo t-shirts de autor, cujo tema e subtemas têm a ver com as nossas preocupações.. espero que gostem 🙂