Livros para Oferecer

Aqui fica um lista de bons livros para oferecer nesta época natalícia (ou em qualquer altura do ano) retirada do Blog OVigia.

Post OVigia:

Como esta quadra é artificial, ou seja pelo que se lê inclusive na Bíblia, o nascimento de Cristo não ocorreu nesta altura, o mais provável é que tenha ocorrido entre Maio e Julho, apenas o festejamos em Dezembro em virtude da Igreja Católica ter aproveitado cerimónias pagãs para transmitir a sua mensagem, nada melhor que lerem The Star of Bethlehem : The Legacy of the Magi.

Agora alguns livros para vos fazer pensar e muito concretamente acordar e abrir os olhos para a realidade.
Sem qualquer ordem em especial….

E para quem como eu adora Software Livre pela liberdade e pela protecção que nos concede relativamente à nossa privacidade, recomendo ainda estes Livros, Howto’s e Manuais

E claro não esquecer ainda algo que nos transporta para a liberdade da NATUREZA, as artes ancestrais de Bushcraft :)

Fim do Post OVigia

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Como comentário pessoal acrescento:

Quanta gente não haverá que não liga a esses livros pelo título exotérico que possuem ou simplesmente os describilizam….

Comecei a ficar interessado há pouco tempo pelos lvros do Dan Brown, não pelo romance obviamente mas pela a informação que podem transportar. O último livro dele “O Símbolo Perdido” começa assegurando como facto todos os rituais e cerimónios que são referidos no livro. Aposto que as pessoas são capazes de ler o livro e nem sequer reflectir no que essa primeira página quer realmente dizer!

Quando as pessoas vêm no documentário do Zeitgeist dizer que dia 25 de Dezembro é uma data pagã e que Cristo nem sequer nasceu, toda a gente barafusta e diz que é mentira. Mas depois no filme dos “Anjos e Demónios” o Tom Hanks exactamente isso numa afirmação que até pode passar desapercebida e já ninguém comenta sequer.

Estas peculiaridades acerca dos comentários ou da ausÊncia dos comentários da pessoas fazem pensar muito seriamente sobre a minupalação das mentes.

Abraços e boas festas :)

Almeida Santos – Que Nova Ordem Mundial?

António de Almeida Santos lançou em Janeiro passado e seu livro “Que Nova Ordem Mundial?“.

O conceito de Nova Ordem Mundial (em inglês, NWO) surge sempre com apenas um único significado, um governo, um banco, um poder mundial capaz de gerir e controlar todas as nações. A NWO é sempre apresentada como a solução para os problemas actuais do globo, pobreza, crise económica, fome, etc…

Normalmente não custumo postar nada aqui que já não tenha pelo menos visto ou lido uma vez. Mas desta vez devo admitir que não li o livro. Mesmo assim penso que podemos analisar o conceito.

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Carroll Quigley – Tragedy and Hope

tragedyandhopeTragedy and Hope (Tragédia e Esperança), do Professor Carroll Quigley, é provavelmente um dos melhores se não o melhor e mais importante livro do séc. XX ou de toda a história. Ao mesmo tempo é dos livros que mais permanece nas sombras.

Apenas li o prefácio e parte do primeiro capítulo, mas pelo que já ouvi falar do livro e pelo que se pode ler pela introdução de Michael L. Chadwick o livro é mesmo uma obra prima. Chadwick por sí também publicou um outro livro, “Global Governance in the Twenty First Century” corroborando o que o Professor Quigley escreveu em Tragedy and Hope. O livro está em inglês, penso que não foi fenta ainda qualquer tradução.

Download pdf

Por agora deixo-vos com algumas partes da introdução por Chadwick. Vou copiá-las directamente em inglês, talvez no futuro pense numa tradução.

Devo advertir que não tenho a mínima noção das intenções do Professor ao escrever este livro, já ouvi algumas opiniões mas nunca pesquisei a fundo. No entanto o que importa aqui sublinhar é a informação por ele deixada.

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Secção eBooks

Boas,

Adicionei há pouco tempo, na coluna da direita, uma secção de eBooks.

Como suposto, os livros, e outros documentossão, todos relacionados com os assuntos aqui tratados. Espero com isto, para além de passar mais informação, mostrar também que há outras fontes para além dos documentários. Que muitas outras pesquisas são feitas, que estes assuntos são sérios e que existem, simplesmente não fazem parte do mainstrem da informação.

Claro que é difícil ler livros assim…. mas uma vista de olhos no título ou no índice, penso que não será de mais.

Abraços

P.S. – Os livros que tiverem mais de 10 MB estão divididos em partes. Usem o 7-Zip para descompactar, é grátis e simples.

Zeitgeist Guia de Orientação Activista (Activist Orientation Guide)

Fevereiro de 2009 o Movimento Zeitgeist lançou, juntamente com o Projecto Vénus, um documento com o objectivo de melhor esclarecer e orientar o movimento activista ‘Zeitgeist’.

O documento esclarece melhor os pontos abordados no filme Addendum e adiciona muito mais informação à já divulgada. Juntamente com o documento em texto vem uma apresentação orientada à divulgação e conferências.

EDIT (14 Maio 2009):

The Zeitgeist Movement: Guida de Orientação

Filme com Legendas Online http://dotsub.com/view/a34fba0d-4016-4807-b255-021b58dbc9a4

Torrent .avi

Legendas para o .avi

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A Desilusão de Deus (The God Delusion)

The God Delusion, de Richard Dawkins, ou em português A Desilusão de Deus publicado na editora Casa das Letras.

Um livro que me mostrou que é possivel argumentar racionalmente contra a crença religiosa e supersticiosa. Um livro que não deixa lugar para palavras ou argumentos baseados em trocadilhos ou interpretações incorrectas de teorias muito válidas. Como por exemplo, o FACTO da evolução.

De forma magistralmente bem argumentada, Dawkins mostra-nos como a mente religiosa perturba a sociedade actual e como nos impede de ser unos uns com os outros. A cima de tudo, o autor apela a um elevar da nossa consciência e mostra-nos através de exemplos como a nossa consciência é muito limitada inclusivé para questões práticas banais.

Não seria importante imprimir de vez em quando mapas do mundo com o polo Sul na parte de cima para nos relembrarmos que o hemisfério Norte não é o centro do mundo e que de modo algum fica para cima? Foi só um exemplo.

Dawkins batalha incesantemente na atrocidade que é a doutrinação de uma criança desde a sua nascença. Entupimos as nossos pequenos com crenças e mais superstições, ensinando-lhes o que pensar e não como pensar. Isto certamente deve ser combatido! Inclusivé, é apresentado um caso de uma rapariga que após ser molestada aos 7 anos de idade continuava a ter mais pesadelos com o Inferno a que pudesse ir parar após a sua morte do que por ter sido molestada. Felizmente, essa outrora criança é agora uma mulher sensata que conseguiu sair literalmente dessa prisão Infernal e ajuda outras pessoas a fazer o mesmo!

O que escrevi a cima nem sequer chega a um mini-resumo muitíssimo pobre do que é o livro. É seguramente um livro para todos os públicos, desde ateus a religiosos. Onde a posição do autor é, sem margem para dúvidas, uma posição de combate ao pensamento religioso.

A baixo ficam os títulos principais dos capitulos, traduzi-os diractamente do meu indice em inglês. Possivelmente a versão em português poderá ter uma tradução ligeiramente diferente. Os capitulos subdividem-se em subcapitulos com titulos mais especificos dentro do tema.

Capítulo 1 – Um profundo religioso não-crente

Capítulo 2 – A Hipotese de Deus

Capítulo 3 – Os Argumentos para a Existência de Deus

Capítulo 4 – O porquê de quase certamente não existir Deus

Capítulo 5 – As Raízes da Religião

Capítulo 6 – As Raízes da Moralidade: porque é que somos bons.

Capítulo 7 – O livro do ‘bem’ e a emergente moral Zeitgeist

Capítulo 8 – O que está mal com a religião? Porquê ser tão hostil?

Capítulo 9 – Infância, abuso e o escapar da religião.

Capítulo 10 – Uma lacuna muito necessária.

“Não é suficiente ver que um jardim é bonito sem ter de acreditar que existem fadas por de baixo dele?” – Douglas Adams (1952-2001)

A Teoria dos Contrários

FédonTodo este diálogo é realizado horas antes da morte de Sócrates que foi condenado à pena máxima através de ingestão de veneno (cicuta) por ser considerado uma espécie de herege para a civilização grega.

O Que é o filósofo?
Em primeiro lugar temos que analisar o que é, era filósofo na antiga Grécia. A ideia que um jovem de 18 anos em Portugal tem de um filósofo é de um indivíduo que pensa um bocado e escreve o que pensa se isto fizer lógica.

Contudo para os gregos o verdadeiro objectivo do filósofo não era explicar se os homens nasceram para fazer A ou B ou executar C ou D porque são E ou F. Para eles o objectivo do filósofo era atingir a verdade pura, aquela que contem as verdades essenciais não deturpadas, como o belo, o bom e a justiça. Ora essa verdade pura apenas é alcançável a quem tiver o pensamento puro. Por sua vez o pensamento puro é muitas vezes disturbado pelos desejos e prazeres do corpo. É neste contexto que a razão dos gregos se eleva acima das emoções, contudo existe aqui um objectivo de transcendência comum a muitos filósofos que apenas é entendido através do discernimento dos conceitos.

Uma vez aceite a morte, Sócrates mostra aos seus discípulos como alcançou tal tranquilidade. Prova então a imortalidade da alma segundo vários aspectos. A teoria dos contrários, a Reminiscência e a Teoria das Ideias.

Sócrates: […] quando uma coisa se faz maior, não é, necessariamente, do que antes era mais pequeno que ela se faz maior? […] E não provirá, igualmente, o mais fraco do mais forte e o mais ligeiro do mais vagaroso?
Cebes: É absolutamente certo.
Sc: […] o Pior não se origina do melhor e mais justo do injusto?
Cb: Porque não?
Sc: Estamos, portanto, em posse deste princípio: todas as coisas contrárias nascem daquelas que lhes são contrárias.
Cb: Indubitavelmente.
Sc: Mas há ainda mais. Entre cada um dos contrários em todas as coisas que os têm, há duas gerações: uma deste para aquele e outra daquele para este. Com efeito, entre uma coisa maior e outra mais pequena não existe crescimento e decrescimento? E não chamamos ao primeiro crescer e o segundo decrescer? […] Não sucederá o mesmo com a decomposição e a composição, com o arrefecimento e o aquecimento […]?
Cb: Sem dúvida.
Sc: […] Viver terá algum contrário?
Cb: Estar morto?
Sc: Portanto, não se originarão um do outro, visto serem contrários, e as gerações que entre si se efectuam, não serão duas […]? Assim […] de um lado temos dormir, do outro estar acordado; e de dormir nasce estar acordado e de estar acordado, dormir. Quanto às suas gerações, uma é adormecer e a outra acordar. […] [agora], não afirmas tu que estar morto é o contrário de viver?
Cb: Afirmo.
Sc: Portanto daquilo que vive que nascerá?
Cb: O que está morto.
Sc: E do que está morto?
Cb: […] Aquilo que vive.
Sc: […] Uma das gerações correspondentes a estes dois estados nos é clara? Morrer, sem dúvida, é-nos bem conhecido. […] Devemos negar a geração contrária e dizer que a natureza deste lado é coxa, ou será preciso admitir que morrer também tem a sua?
Cb: Sem dúvida.
Sc: E Qual será ela?
Cb: Reviver.
Sc: […] sendo assim, parece-me que há fundamento bastante para dizermos que as almas dos mortos existem algures, necessariamente, donde outra vez regressam à vida. […]Se, por exemplo, existisse adormecer, mas o acordar proveniente do dormir, não lhe correspondesse […] se tudo se unisse e jamais se separasse […] se tudo quanto participa na vida morresse e se conservasse depois na morte, não seria da absoluta necessidade que todas as coisas, por fim, estivessem mortas e que nada existisse com a vida? Por que, caso o que vive não nasça do que morreu antes, vindo a morrer, como se poderia evitar que fosse tudo absorvido pela morte?
Cb: […] o que tu dizes considero-o absolutamente certo.
Sc: […] Antes é um facto o regresso à vida, que os vivos nascem dos mortos, que as almas dos mortos subsistem e que há um destino melhor para as boas e um pior para as más.

Livro “Fédon de Platão”

 Eu compreendi este diálogo segundo a minha limitada perspectiva, gostaria que me ajudassem a compreender segundo a vossa perspectiva =)