A evolução em directo: Os lagartos das dunas brancas

Para um amante de Biologia não existe nada mais fascinante que contemplar o processo evolutivo em plena acção. Isso aconteceu com a doutora Erica Rosenblum, da Universidade de Idaho, que há cerca de uma década estuda os lagartos do deserto de White Sands, no Novo México, e descobriu que várias espécies aclararam os seus tons de pele em apenas uns milhares de anos e agora facilmente passam desapercebidos nas areias brancas do deserto. Mas a sua descoberta é ainda mais interessante: espécies diferentes chegaram à mesma solução através de mutações diferentes, é como se a Natureza encontrasse sempre uma saída!

O processo geológico que formou este deserto foi bastante rápido e sucedeu à apenas 6000 anos. Da mesma forma que já aconteceu noutros ambientes, esta mudança súbita colocou os lagartos de cor castanha numa posição desfavorável: começaram a ser mais visíveis  pelos predadores do que aqueles cuja pele era um pouco mais clara e que assim eram favorecidos para sobreviver. Ler mais deste artigo

Darwin’s Brave New World

Darwin's Brave New World

A teoria da evolução através da selecção natural foi a ideia mais radical dentro da sociedade conservativa da Inglaterra do século XIX. Darwin passou dezenas de anos de trabalho em segredo, de forma árdua juntanto todas as peças do puzzle acerca da teoria da evolução  da vida na Terra, uma teoria que revela a beleza e crueldade da natureza. Darwin conhecia o poder do seu trabalho, poder esse que ainda hoje gera um feróz debate acerca do creacionismo/evolucionismo, volvidos já 150 anos.

“Darwins Brave New World” é uma série de 3 episódios que nos mostra de uma forma fantástica e incrível a história da sua brilhante mente, e a sua luta frente aos dogmas da época. Com comentários de grandes cientistas como Richard Dawkins ou David Suzuki.

É aqui possível vislumbrar de uma forma incrível como Darwin lutou durante tantos anos de forma a ter todas as certezas de que a sua teoria não teria qualquer lacuna ou falha de concepção. Vemos aqui um Darwin com problemas familiares e de saúde, um Darwin que sem a ajuda dos seus amigos e apoiantes cujo trabalho em conjunto tornou possível que tal teoria fosse realizada de forma tão simples e bela. Uma série MUST SEE para todos nós.

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Gerando Moleculas de RNA em água

Ainda sobre o assunto da evolução e criação.

Para os criacionistas mais entendidos em biologia o grande calcanhar de aquiles no surgimento de vida na Terra é a geração de moleculas de RNA nas condições da Terra primitiva. Até agora o passo da formação de RNA era, de facto, o calcanhar de Aquiles na forma como a vida teria surgido na terra, já que o RNA é a fonte genética base dos organismos mais básicos e uma molécula de extrema importância em qualquer célula (nós inclusive).

Parece que já possível reproduzir em laboratório moleculas de RNA a partir das condições ambientais da Terra Primitiva.

Fica aqui a notícia – Tradução Google Translator.


Uma questão chave na origem de moléculas biológicas como o DNA e RNA é como eles se uniram há bilhões de anos a partir de precursores simples. Agora, em um estudo que aparece na edição desta semana da revista Biological Chemistry, os pesquisadores na Itália reconstruíram um dos primeiros passos evolutivos ainda: gerar longas cadeias de RNA das subunidades individuais usando nada além de água morna.

Muitos pesquisadores acreditam que o RNA foi uma das primeiras moléculas biológicas presentes, antes de DNA e proteínas, no entanto, tem havido pouco sucesso na recriação da formação de RNA a partir de moléculas simples “prebiótico”, que provavelmente estavam presentes na Terra primordial bilhões de anos atrás.

Agora, Ernesto Di Mauro e seus colegas descobriram que as moléculas de antigos chamavam de nucleotídeos cíclicos podem fundir-se em água e polímeros forma mais de 100 nucleotídeos em água variando 40-90 ° C, similar à temperatura da água na Terra antiga.

Nucleotídeos cíclicos como AMP cíclico são muito semelhantes aos dos nucleotídeos que compõem peças individuais de DNA ou RNA (A, T, G e C), exceto que eles formam uma ligação química extra e assumir uma estrutura em forma de anel. Essa ligação extra faz nucleotídeos cíclicos mais reativo, porém, e assim eles foram capazes de unir-se em longas cadeias a um ritmo aceitável (cerca de 200 horas para chegar a 100 nucleotídeos).

Este achado é emocionante como nucleotídeos cíclicos se pode facilmente ser formado a partir de substâncias químicas simples, como a formamida, tornando-os plausível compostos prebióticos presentes durante o tempo primordial. Assim, este estudo pode estar revelando como os primeiros bits de informação genética foram criados.

Para aqueles interessados no artigo científico original, fica aqui o link (http://www.jbc.org/content/early/2009/10/02/jbc.M109.041905)

O Facebook do Genesis

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As Estatísticas do Ateísmo em 2008

– O Ateísmo está a crescer (há 3 vezes mais pessoas a perder a sua fé do que a adquirir fé).

– Os países mais seguros do mundo têm uma correlação positiva com ateísmo.

– A Educação e a inteligência têm uma correlação positiva com ateísmo.

– Ateus têm menor probabilidade de se tornarem criminosos e de se divorciarem.

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The God Who Wasn’t There (SoundTrack)


Finalmente em CD!!

Tinha desejado por esta banda sonora mesmo ao ver o filme. Nunca pensei que viesse a ser publicada uma OST.

Divirtam-se está mesmo muito boa!

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This is just a simulation…

O Deus que não estava lá (The God Who Wasn’t There)

O Deus que não estava lá” (The God Who Wasn’t There) é um documentário criado por Brian Flemming. Brian qustiona a existência de Jesus Cristo como uma personagem real, expondo algumas evidências que apoiam o carácter mitológico de Jesus.

Brian foi em tempos Cristão e agora é autor deste documentário.

O filme é pequeno e bastante leve de se ver.
Este ano tem sido um ano de muita controvérsia ‘Darwin vs. Deus’, algo que nunca tinha visto. Juntamente com a polémica gerada com a primeira parte de Zeitgeist, O Filme, espero que este filme traga de novo à tona a necessidade de repensarmos o que já ‘sabemos’.

Download:
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Legendas Português

Afinal, o que é que é mais importante para a nossa estabilidade mental? Aceitar como certo o que acreditamos ou procurar por uma certeza maior?

‘Teoria da Mente’ pode explicar crença em Deus

Imagem Genérica (fMRI)

Imagem Genérica (fMRI)

Uma das áreas de científicas que me fascina mais pesquisar e saber é a investigação das zonas cerebrais responsáveis pelo nosso comportamento e actividade motora. Por outras palavras, o mapeamento do cérebro.

Uma técnica que tem revolucionado o mundo científico, especialmente nesta área, é a Imagem de Ressonância Magnética (MRI), em particular a sua vertente funcional (fMRI). Esta técnica permite-nos ver, em tempo real, as zonas do cérebro que estão activas quando se pede ao paciente para desempenhar uma determinada função. Posto isto, vamos ao que interessa.

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Vaticano considera não haver contraposição entre fé e evolução.

Fé e ciência travam hoje um debate antigo. Como preservar a palavra de deus diante dos avanços tecnológicos? No Vaticano, religiosos católicos estão discutindo a versão bíblica sobre a criação da vida na Terra e as teorias evolucionistas do cientista inglês Charles Darwin.

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Os Humanos são intrinsecamente criacionistas

“A religião pode não ser a única razão pela qual as pessoas são levadas a ser criacionistas e a acreditar no design inteligente, estudos psicológicos sugerem.”

Chegou-me por mail, directamente da KurzweilAI (NewScientist), um estudo efectuado que tenta postular sobre a origem das “nossas crenças”. O estudo foi liderado por Deborah Kelemen. (link para a noticia)

Foi já documentado que as crianças têm por preferência um pensamento teleológico como explicação para as eventos de causas Naturais. «As borboletas têm asas para voar» ou «as pedras são ásperas para os animais se coçarem».

É também sabido que em adultos com escolaridade, independentemente das suas crenças, este tipo de pensamento teleológico é abandonado como explicação para ditas causas Naturais.

Partindo deste conhecimento, o estudo quis averiguar até que ponto a educação apaga as tendências teleológicas ou se, ao invés disso, o nosso cérebro é por omissão teleológico.

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Dinossauros e a biblia

Hoje deparei-me com este site, intitulando o conteúdo de: Os fósseis de dinossauros servem para provar que o Dilúvio existiu?

Como eu não podia deixar a coisa alheia, decidi ver o que lá dizia, e sendo que o site tem bases cristãs, os fósseis que hoje os paleontólogos descobrem são uma prova irrefutável de que houve o díluvio de Noé, com a chuva criaram-se as condições ideias para que os coitados dos dinossáuros podessem ser preservados e encontrados da forma como hoje os encontramos…

Eishhh então se houve o díluvio, Noé não pôs um casal de todos os seres vivos existentes dentro da sua famosa árca? A resposta, e segundo mesmo site é: Sim pôs….

Eishhh, então e como é que eles não sobreviveram até aos nosso dias? Segundo o site (Relembro aqui que o site é gerido por um grupo cristão), nós não sabemos, mas com o díluvio a terra foi de tal forma alterada que MUITO PROVAVELMENTE as condições necessárias para estes gigantes contínuarem entre nós já não eram possíveis.

EISHHH, então Deus é todo o poderoso para que é que se iria dar a Noé o trabalho de salvar os dinossauros do tal díluvio para depois estes se extinguirem? Numa hipotética situação em que a arca era suficientemente grande para poder levar um par de cada dinossáuro, para quê dar tanto trabalho ao coitado do Noé em a fazer a arca com o dobro do tamanho só para levar uns animais  que ao fim e ao cabo estavam pré-destinados a morrer? Ai o site já não tem resposta…

Alguns cristãos dizem então que o díluvio deve de ser encarado como uma alegoria… EISHHH então secalhar toda a bíblia poderá ser interpretada como uma alegoria e os factos nela relatados nunca existiram!!! EISHHHH

O Génio de Charles Darwin (The Genius of Charles Darwin)

Olá a todos,

Já estavamos a algum tempo sem um post genuino a um documentário.

Ora bem, hoje em dia, infelizmente, existe ainda um grande debate sobre a origem da espécie humana e, em geral, sobre a origem das espécies. Reparem que a pergunta é diferente da pergunta sobre a origem da vida e sobre a origem do Universo.

Durante muito tempo, (demasiado até) as espécies do nosso planeta (nós incluídos) eram tidas em origem divina sendo portanto imutáveis. Por imutáveis entende-se (como sempre se entendeu) que não mudam ao longo do tempo. Terão sido, portanto, criadas divinamente na criação inicial, mantendo-se inalterados até aos dias de hoje. Esta é a visão criacionista para a origem da vida e das espécies. Da mesma visão surgem Adão e Eva, como primeiros homem e mulher dos quais nós todos, seres humanos, somos descendentes.

Hoje em dia, há muita gente moderna que acredita nessa versão criacionista. Obviamente, dada pela religião. E assim, fácil e simples, sem mais qualquer pergunta ou desafio, surge a explicação para toda a nossa existência. Adão e Eva, um estalar dos dedos.

Esta visão foi abalada primeiramente com o surgimento dos fósseis. Se Deus criou tudo no momento inicial, então como haviam espécies que já não existiam? Surgiu assim a teoria das criações múltiplas. Deus criou novas espécies após cada catástrofe responsável pela destruição anterior. (Esquisito, mas foi essa a teoria que surgiu de forma a explicar a origem dos fósseis).

Até que, há cerca de século e meio atrás, surgiu uma personalidade que veio revolucionar toda esta visão/crença. O seu nome foi Charles Darwin. Darwin foi, aos 22 anos, convidado a viajar pelo mundo, abordo do HMS Beagle, numa missão de reconhecimento. À data, Darwin era crente e religioso. Contudo, algo súbito ocorreu durante a viagem. Darwin foi confrontado com a variedade das espécies e, sobretudo, com a forma como estas se distribuíam e com as características que apresentavam perante essa distribuição. Darwin começou assim a reunir factos, cada vez mais, e a pensar sobre o que observava. Acabou, ao fim de uma vida de pesquisa, por publicar a teoria que viria a revolucionar toda a nossa maneira de olhar para a vida, o universo, e tudo à nossa volta. Publicou-a num livro, “A Origem das Espécies – Por Selecção Natural”, no título original, “The Origin of Species – by Natural Selection”.

Com este livro, Darwin possibilitou a todos podermos olhar para a origem da diversidade da vida, incluindo nós próprios, de uma forma racional e baseada em factos. Eliminando assim a crença de que Deus criara todas as espécies imutáveis.

Hoje em dia, a evolução é considerada um FACTO. As provas de que os seres vivos evoluem para gerar novas espécies são tão avassaladoramente abundantes que não deixam margem para qualquer acto criador, desde provas fisiológicas nos animais, aos fósseis, às espécies intermediárias, e mais actualmente, à genética (que constitui a maior prova de todas). Aliás, não existe qualquer prova de que as espécies não tenham evoluído nem nunca surgiu nenhuma prova que deitá-se por terra a teoria da evolução, apesar de todos os esforços nesse sentido.

Se me permitem expressar a minha opinião, eu aceito perfeitamente a evolução. Dá todo o sentido a minha origem e ao meu papel na terra. Os religiosos alegam sempre que o Homem é superior aos animais. Que os animais não têm alma, ou que não merecem o céu. Eu digo com todo o orgulho, que não sou mais que um cão, uma formiga, uma minhoca, um peixe, ou um macaco. Na verdade nós somos Símios, tal como os chimpanzés e os babuínos.

No documentário que apresentando, Richard Dawkins, fala-nos, de uma forma bem explicada, sobre a teoria da evolução proposta por Darwin. O Documentário apresenta-se dividido em três episódios. Espero que com ele, possas reflectir sobre a nossa posição em relação à origem das espécies e, acima de tudo, pensar sobre a nossa (humanos) posição na terra e superioridade em relação aos outros animais. Penso que a melhor maneira de percebermos o mundo e a nossa mentalidade é percebermos a sua origem. Já que ainda não há resposta para a origem do universo, (da vida já há mas isso fica para outro post), tentemos perceber a origem da nossa espécie e certamente a nossa mentalidade mudará bastante.

Deixo-vos na companhia dos links que redirecionam para o documentário. Desculpem, mas ainda não há traduções para português online, para ver em directo na web. Para arranjá-lo legendado em português talvez a melhor maneira é comprá-lo na loja dos torresmos mais próxima de ti. Se não encontrares a loja podes sempre perguntar a quem sabe onde ela fica.

Wikipedia

Parte 1 – Google Video

Parte 2 – Google Video

Parte 3 – Google Video (ainda não disponível)

Assim que encontrarmos disponível actualizaremos o post.

Comentem, ponham duvidas. =)

Quando lhes faltam factos…

…começam com argumentos desapropriados!

Enumerem os factos que existem a favor do criacionismo e a favor do evolucionismo e terão a resposta…