Ode Triunfante Em Revista!

É com muita honra e prazer que venho anunciar que o post, CyberPunk: ficção ou realidade?, da autoria de mastiphal, foi escolhido para ser públicado na terceira edição da revista da Associação das Artes – Abismo Humano.

A revista pode ser adquirida em formato físico por encomenda e eventualmente ser consultada online após o seu lançamento.

Ficam aqui também o blog, A Rádio do Abismo Humano e os links para a primeira e segunda edições.

Ao pessoal do Abismo Humano, fica um Abraço!

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Cuidado, alguém pode entrar no teu cérebro!

Desde algum tempo que os implantes electrónicos no cérebro deixaram de ser ser tratados com ciência ficção. Pequenos dispositivos para tratar Parkinson, depressões graves ou para controlar membros artificiais, têm sido implantados em pacientes por todo o mundo na última década. Mas só agora os científicos se deram conta do quão este sistema estava vulnerável a ataques externos e ser o mote para um grave problema de segurança pública.

Num artigo da Neurosurgical Focus, vários experts na matéril relembram que estes dispositivos actualmente são programados deste o exterior através de controlos remotos, de uma forma tão simples como nós mudamos os canais na televisão da sala. Apesar da alta tecnologia, quase nenhum destes sistemas vem equipado com um sistema de autentificação ou encriptação que proteja a intrusão não desejada, o que supõe que qualquer um que tenha a combinação adequada pode modificar os parâmetros do implante e programa-lo como bem desejar.

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Construindo um Cérebro num chip de silício

Um 'smart' chip: Cientistas na Europa estão a usar técnicas convencionais de produção de chips para criar circuitos que copiem a estrutura e função de um cérebro humano. Este protótipo inicial tem apenas 384 neurónios e 100.000 sinapses, mas as últimas versões contêm 200.000 neurónios e 50 milhões de sinapses. Crédito: Karlheinz Meier.

Boas,

Ora aqui vai a tomada do café depois do almoço.
Cheguei ao pc e vi que no diário da Kurzweil.AI estava esta notícia.

Foi desenvolvido um super chip informático, pela equipe de Karlheinz Meier do projecto FACETS.

Ora muito brevemente, o chip pretende simular o modo como o nosso cérebro funciona. Ou seja, pretende funcionar de um modo paralelo, em vez de em série.

Eu não sei muito de circuitos, mas pelo que nos disse a Dr. Taylor um dos nossos hemisférios funciona de um modo paralelo enquanto que o outro funciona em modo série. Não confirmei esta informação para além desta fonte.

Um chip informático a funcionar de um modo completamente paralelo permitirá simulações de forma muito mais rápida que o próprio cérebro.

Um dos objectivos do chip era possibilitar o estudo do funcionamento do cérebro.. no entanto.. “Ele é mais uma plataforma para inteligência artificial do que uma forma de compreender a biologia” – Markram.

Ora aqui ficam algumas retóricas para vos meter ‘medo’.

Ora já vimos que os robots estão cada vez mais próximos de nós a nível físico. E agora? Será que tipo de chips irá revolucionar a sua inteligência?

Será que vai ser mesmo possível criar um chip que simule na integra um cérebro humano? Será que um sistema em paralelo irá criar na inteligência artificial novas formas de cálculo e capacidade mental?

Umas das coisa que nós humanos somos capazes e que é bastante difícil para um computador é por exemplo distinguir dois caracteres iguais mas escritos com tipos de letra diferentes. Será que uma arquitectura ‘mental’ em paralelo irá permitir que uma faceta como esta se torne banal para um computador?

E podemos avançar mais um pouco e arriscar a perguntar se um chip que simule na perfeição um cérebro humano poderia gerar consciência.

Uma vez mais acho que este tipo de experiências e invenções vão fazer-nos repensar, uma vez mais, a nossa percepção da realidade.

Desculpem não ser mais extenso no meu comentário, mas estou no café pós almoço 🙂

Abraços

CyberPunk: ficção ou realidade?

O CyberPunk é uma corrente literária e cinematográfica cujo foque incide numa sociedade avançada a nível tecnológico (Cyber), com as tendências de degradação social e pessoal assim como a marginalização existentes na cultura Punk.

As tendências CyberPunk tiveram uma grande expressão durante os anos oitenta e noventa do século passado onde a cultura Punk emergiu de forma exponencial e era mostrada ao mais alto nível nos meios de comunicação, bem como a aparição de várias drogas e degradação pessoal que surge com o uso de substancias ilícitas como estas. A juntar-se a isto houve um “boom” tecnológico que previa de grande exactidão as ideias Cyberpunk existentes anteriormente.

No cinema esta tendência cultural tem grande expressão nos líderes de bilheteira, filmes como Blade Runner, a trilogia de Matrix, A Clockwork Orange e Metropolis são os maiores exemplos de Filmes CyberPunk.

Hoje em dia o Japão é considerado como sendo o primeiro pais CyberPunk, conotação essa que advém sobretudo porque um dos impulsionadores do CyberPunk é mesmo os livros Manga e os filmes Anime. Exemplos disso são os filmes de animação como Tron, Akira, Aeon Flux, Tetsuo 1 e 2, Cowboy beebop e muito provavelmente os vários filmes e séries de animação Ghost In The Shell serão os maiores exemplos de cultura CyberPunk.

A literatura foi muito provavelmente o berço do Cyberpunk. Os livros de William Gibson (Neuromancer, Count Zero e MonaLisa Overdrive); Philip K. Dick (Do Androids Dream of Electric Sheep? que mais tarde viria a ser fonte para o filme Blade Runner) e George Orwell (Nineteen Eighty-Four). Este ultímo, Nineteen Eighty-Four data de 1949 o que demonstra o grande visionamento do futuro destes autores.

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