O regresso às origens – 15 equivocos sobre a evolução

Bem, longe vai o tempo em que posto alguma coisa aqui, e nada melhor do que voltar ao activo com um dos meus temas preferidos debatidos neste blog, a evolução.

A evolução biológica é a descendência com alterações. Esta definição abrange a evolução em pequena escala (pequenas adaptações nos genes de uma população duma geração para a seguinte) ou a evolução em larga escala (populações de diferentes espécies com uma espécie ancestral em comum). A evolução ajuda-nos a perceber a história da vida, apesar de esta ser bastante aceite, muitas pessoas têm uma má interpretação dela. esta lista pode ajudar a desvendar alguns mitos:

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A evolução em directo: Os lagartos das dunas brancas

Para um amante de Biologia não existe nada mais fascinante que contemplar o processo evolutivo em plena acção. Isso aconteceu com a doutora Erica Rosenblum, da Universidade de Idaho, que há cerca de uma década estuda os lagartos do deserto de White Sands, no Novo México, e descobriu que várias espécies aclararam os seus tons de pele em apenas uns milhares de anos e agora facilmente passam desapercebidos nas areias brancas do deserto. Mas a sua descoberta é ainda mais interessante: espécies diferentes chegaram à mesma solução através de mutações diferentes, é como se a Natureza encontrasse sempre uma saída!

O processo geológico que formou este deserto foi bastante rápido e sucedeu à apenas 6000 anos. Da mesma forma que já aconteceu noutros ambientes, esta mudança súbita colocou os lagartos de cor castanha numa posição desfavorável: começaram a ser mais visíveis  pelos predadores do que aqueles cuja pele era um pouco mais clara e que assim eram favorecidos para sobreviver. Ler mais deste artigo

Darwin’s Brave New World

Darwin's Brave New World

A teoria da evolução através da selecção natural foi a ideia mais radical dentro da sociedade conservativa da Inglaterra do século XIX. Darwin passou dezenas de anos de trabalho em segredo, de forma árdua juntanto todas as peças do puzzle acerca da teoria da evolução  da vida na Terra, uma teoria que revela a beleza e crueldade da natureza. Darwin conhecia o poder do seu trabalho, poder esse que ainda hoje gera um feróz debate acerca do creacionismo/evolucionismo, volvidos já 150 anos.

“Darwins Brave New World” é uma série de 3 episódios que nos mostra de uma forma fantástica e incrível a história da sua brilhante mente, e a sua luta frente aos dogmas da época. Com comentários de grandes cientistas como Richard Dawkins ou David Suzuki.

É aqui possível vislumbrar de uma forma incrível como Darwin lutou durante tantos anos de forma a ter todas as certezas de que a sua teoria não teria qualquer lacuna ou falha de concepção. Vemos aqui um Darwin com problemas familiares e de saúde, um Darwin que sem a ajuda dos seus amigos e apoiantes cujo trabalho em conjunto tornou possível que tal teoria fosse realizada de forma tão simples e bela. Uma série MUST SEE para todos nós.

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Gerando Moleculas de RNA em água

Ainda sobre o assunto da evolução e criação.

Para os criacionistas mais entendidos em biologia o grande calcanhar de aquiles no surgimento de vida na Terra é a geração de moleculas de RNA nas condições da Terra primitiva. Até agora o passo da formação de RNA era, de facto, o calcanhar de Aquiles na forma como a vida teria surgido na terra, já que o RNA é a fonte genética base dos organismos mais básicos e uma molécula de extrema importância em qualquer célula (nós inclusive).

Parece que já possível reproduzir em laboratório moleculas de RNA a partir das condições ambientais da Terra Primitiva.

Fica aqui a notícia – Tradução Google Translator.


Uma questão chave na origem de moléculas biológicas como o DNA e RNA é como eles se uniram há bilhões de anos a partir de precursores simples. Agora, em um estudo que aparece na edição desta semana da revista Biological Chemistry, os pesquisadores na Itália reconstruíram um dos primeiros passos evolutivos ainda: gerar longas cadeias de RNA das subunidades individuais usando nada além de água morna.

Muitos pesquisadores acreditam que o RNA foi uma das primeiras moléculas biológicas presentes, antes de DNA e proteínas, no entanto, tem havido pouco sucesso na recriação da formação de RNA a partir de moléculas simples “prebiótico”, que provavelmente estavam presentes na Terra primordial bilhões de anos atrás.

Agora, Ernesto Di Mauro e seus colegas descobriram que as moléculas de antigos chamavam de nucleotídeos cíclicos podem fundir-se em água e polímeros forma mais de 100 nucleotídeos em água variando 40-90 ° C, similar à temperatura da água na Terra antiga.

Nucleotídeos cíclicos como AMP cíclico são muito semelhantes aos dos nucleotídeos que compõem peças individuais de DNA ou RNA (A, T, G e C), exceto que eles formam uma ligação química extra e assumir uma estrutura em forma de anel. Essa ligação extra faz nucleotídeos cíclicos mais reativo, porém, e assim eles foram capazes de unir-se em longas cadeias a um ritmo aceitável (cerca de 200 horas para chegar a 100 nucleotídeos).

Este achado é emocionante como nucleotídeos cíclicos se pode facilmente ser formado a partir de substâncias químicas simples, como a formamida, tornando-os plausível compostos prebióticos presentes durante o tempo primordial. Assim, este estudo pode estar revelando como os primeiros bits de informação genética foram criados.

Para aqueles interessados no artigo científico original, fica aqui o link (http://www.jbc.org/content/early/2009/10/02/jbc.M109.041905)

Cristãos discutem entre eles sobre a evolução

Há muito que não falava de religião, e há muito também que não escrevia um post inteiramente digno da categoria “Ode“. Pois bem.. hoje apetece-me, aqui vai.

A notícia: Surgiu na NewScientist com o título “Christians battle each other over evolution“. As novas descobertas a nível arqueológico, nomeadamente o fóssil da Ida, ja estão a causar o seu impacto. Da notícia saem dois nomes de duas instituições, ambas Teístas e Cristãs: The Discovery Institute (DI) e a BioLogos Fundation (BLG). A DI lançou agora um site destinado a esclarecer a problemática, “Podemos ser crentes (cristãos) e aceitar a evolução? Ao que toca à DI a resposta é um redondo NÃO. Este site surgiu como resposta ao novo site da BLG, da autoria de Francis Collins, geneticista e antigo responsável pelo Projecto do Genoma Humano, acredita que ambos os lados podem ser considerados em simultâneo.

Afinal, para que lado puxar a corda?

O comentário: É curioso notar que sempre que se tenta fundir a religião, ou qualquer superstição, com o conhecimento científico é sempre a parte religiosa que acaba por se moldar. A ciência fica sempre tal e qual estaria quer a religião estivesse lá ou não. Fará sentido em termos intelectuais, ou filosóficos, estar constantemente a alterar um ideia de modo a, todo o custo, mantê-la viva? Ou será mais lógico, construir uma ideia de novo com base no conhecimento recentemente adquirido? Sinceramente não sei, fico à espera do comentário de alguém.

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Cientistas descobrem a ligação que falta na evolução humana – Ida

Ida - Clica para alta resolução

Ida - Clica para alta resolução

Foi finalmente descoberta, o que deve ser até hoje, a peça mais importante do puzzle da evolução. Um fóssil de 47 milhões de anos correspondente a um macaco que fará a ligação entre os humanos e as restantes espécies ancestrais.

Fica aqui o link para a notícia que serviu de referência para este post.

O fóssil descoberto está 95% completo e corresponde a um ‘macaco lêmure’. A magnífica criatura foi apelidada de Ida e considerada pelas peritos como a ‘oitava maravilha do mundo’.

Os investigadores dizem que a descoberta desta espécie de transição finalmente confirma a teoria da Evolução de Charles Darwin. Ideias que outrora foram demasiado arrojadas poderão agora um lugar mais cativo na compreensão de todos nós.

“Esta pequena criatura mostrar-nos-à a nossa ligação com o resto dos mamíferos” – Sir David Attenborough.

A equipa do Professor Jorn Hurum, do Museu Nacional de História da Noruega, passou os últimos dois anos a pesquisar secretamente esta ‘pequena fêmea de macaco’.

“Com as suas unhas do tipo humanas em vez de garras, e os dedos dos pés oponíveis, ela é colocada na raíz da evolução humana, onde os primeiros primatas desenvolveram as características que os levariam a tornar-se em nós.”

“Outra importante característica é a forma do osso de ‘talus’ no seu pé, onde os humanos ainda o têm nos seus pé milhões de vidas depois.”

“Através de datação radiométrica das pedras vulcânicas de Messel, eles descobriram que a Ida viveu há 47 milhões de anos na era do Eoceno.”
Durante este período, as primeiras baleias, cavalos, morcegos e macacos emergiram, e os primeiros primatas dividiram-se em dois grupos – um viveu maioritariamente como lêmures e outro como macacos, símios e humanos.
Os peritos concluíram que a Ida não foi simplesmente um lêmure mas foi um ‘lêmure macaco’, mostrando uma mistura de ambos os grupos, o que a coloca na mismissima ramificação da árvore humana.”

“Descendentes de símios? Meu querido, vamos esperar que isso não seja verdade, mas se for, vamos rezar para que não seja do conhecimento comum.” – A esposa do Bispo de Worcester a Charles Darwin.

Evolução humana: O jogo

Navengando o outro dia, dou de encontro com um jogo de tabuleiro um tanto ou quanto fora do normal:

Origins: How We Became Human

Produzido por Sierra Madre Games, uma empresa estado-unidense que dentro do seu reportório encontramos outros jogos +/- com uma temática semelhante.

O  Origins: How We Became Human (Origens: Como nos tornamos humanos) consiste em escolhermos uma raça hominidea com o intuito de a evoluirmos e sobrevivermos perante a competição directa com os nossos adeversários.

No início podemos escolher entre várias espécias das quais o Homo erectus pekinensis, o Neanderthal, o Homem de Flores, Homo heidelbergensis, e o Cromagnon. Numa primeira fase o objectivo centrar-se-à por evoluirmos as capacidades mentais do nosso hominídeo, bem como as capacidades manuais e de fala. Posteriormente partimos com o nosso ser para a expansão mundial e influencia por todas as regiões do mundo.

Com o desenrolar do jogo os jogadores devem de procurar as melhores zonas habitáveis, sortear as alterações climatéricas (Como a idade do Gelo), aprender a cultivar plantas, domesticar gado… Como na vida real ganha aquele que melhor se adaptar ao meio e desenvolva mais as habilidades relacionadas com o cérebro.

Uma forma muito simples e atractiva para ensinar a evolução a todos…

The God Who Wasn’t There (SoundTrack)


Finalmente em CD!!

Tinha desejado por esta banda sonora mesmo ao ver o filme. Nunca pensei que viesse a ser publicada uma OST.

Divirtam-se está mesmo muito boa!

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This is just a simulation…

O Deus que não estava lá (The God Who Wasn’t There)

O Deus que não estava lá” (The God Who Wasn’t There) é um documentário criado por Brian Flemming. Brian qustiona a existência de Jesus Cristo como uma personagem real, expondo algumas evidências que apoiam o carácter mitológico de Jesus.

Brian foi em tempos Cristão e agora é autor deste documentário.

O filme é pequeno e bastante leve de se ver.
Este ano tem sido um ano de muita controvérsia ‘Darwin vs. Deus’, algo que nunca tinha visto. Juntamente com a polémica gerada com a primeira parte de Zeitgeist, O Filme, espero que este filme traga de novo à tona a necessidade de repensarmos o que já ‘sabemos’.

Download:
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Legendas Português

Afinal, o que é que é mais importante para a nossa estabilidade mental? Aceitar como certo o que acreditamos ou procurar por uma certeza maior?

Reflexo da Estupidez Humana

Muito Porreiro!!

Macacos…

Biologia Molecular do DNA – Envolver e Replicar (VIDEO)

Ao passar pelo Atheist Movies dei de caras com este clip. Não resisti a transcrever para aqui.

O filme mostra por animção computacional como o ADN é replicado (copiado) no núcleo celular das nossas células.
Aparecem também imagens reais da devisão celular.

A maquinaria molecular que leva a cabo esta operação é estonteante. A velocidade a que o processo ocorre e a complexidade de movimentos é astronómica. Ainda mais se tivermos em consideração que tudo isto se passa no interior de uma célula onde todo o seu conteúdo está ‘atafulhado’ lá dentro e muitos outros processos ocorrem mesmo ao lado.

Possivelmente este tipo de animações computarizadas seja o futuro do ensino. A junção dos livros de texto e das novas animações gráficas torna o estudo da ciência muito mais rápido e certamente ainda mais apelativo, ou pelo menos capaz de alcançar um público maior. Imaginem como seria se em vez do Telejornal nos presentear com as transferências do Vitória de Guimarães ou do Olhanense no mostrasse uma animação como esta? Acredito que a visão das pessoas alargar-se-ia. O blog Plus Demain dá especial destaque este tipo de investigação.

Para quem está mais dentro do tema, não há dúvida que o futuro das nanomáquinas passa pela compreensão e pelo estudo das maquinaria natural. Talvez um dia possamos nós desenvolver completamente este tipo de maquinaria molecular. Fica aqui um nome de referência: David S. GoodSell.

À procura de Darwin – episódio 2.

explosm-evolution-t-shirtBoas,

Apesar desta série ter o objectivo de ser diária é por vezes muito difícil de manter a assiduidade..

Começámos a quinta-feira passada com uma breve introdução aos órgãos vestigiais. Vou hoje aprofundar um pouco mais o tema com mais alguns exemplos.

Ao longo dos tempos, conforme a selecção natural actuava sobre o nosso ”primitivo” corpo, certas características deixaram de ser necessárias tendo por isso desaparecido. Contudo, alguns sinais destas características podem ainda ser visíveis nos nossos corpos. É a este tipo de características que designamos de vestigiais.

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À Procura de Darwin – episódio 1.

Boas,

Os nossos posts mais visto neste Blog são, de longe, os posts relacionados com a evolução das espécies e Darwin. Num comentário a ‘Parabéns Charles Robert Darwin‘, Luana disse que o que aqui publicamos não acrescenta nada de novo ao que já por ai se fala. Concordo, acho que os pontos mais pertinentes não são mesmo focados por norma.

Para tentar preencher esta falha decidi, a partir de hoje, levar a cabo uma série de posts onde tentarei deixar no ar questões pertinentes sobre, exactamente, o confronto Criacionismo e Evolução.

Espero acrescentar assim nova informação  ao que já é maioritariamente públicado e sabido, que, por vezes, é esquecida neste tipo de conversas.

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Nós somos vírus???

Esta noite deu um documentário na RTP2 com o nome de Caçadores de Vírus, que falava em como os vírus nos afectam e são importante no nosso dia a dia.

Antes demais vou explicar por alto o que é um vírus. Nem todos os vírus são maus para nós, os vírus existem em tudo o que nos rodeia, tocamos ou interagimos, quando nos falam de vírus lembramo-nos logo do vírus da gripe ou do HIV. Muitos deles são inofensivos e só afectam certos grupos de animais. Os vírus são básicamente estruturas proteicas que dependem das células para se multiplicarem, são por isso de tamanho muito inferior a uma célula. Existe ainda uma grande controvérsia sobre se os vírus serão sistemas vivos ou não pois não possuem um metabolismo próprio.
Os vírus são então transportados de alguma forma para as células compatíveis com o próprio vírus (contacto, inalação, ingestão ou através do sangue), aí estes injectam na célula hospedeira parte do seu genoma (RNA ou DNA) e enzimas virais, que, aproveitando a maquinaria celular extra, formam novos vírus que depois se espalham novamente pelo corpo, proliferando assim pelo organismo. A célula geralmente é destruida mas há casos em que isso não acontece.

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‘Teoria da Mente’ pode explicar crença em Deus

Imagem Genérica (fMRI)

Imagem Genérica (fMRI)

Uma das áreas de científicas que me fascina mais pesquisar e saber é a investigação das zonas cerebrais responsáveis pelo nosso comportamento e actividade motora. Por outras palavras, o mapeamento do cérebro.

Uma técnica que tem revolucionado o mundo científico, especialmente nesta área, é a Imagem de Ressonância Magnética (MRI), em particular a sua vertente funcional (fMRI). Esta técnica permite-nos ver, em tempo real, as zonas do cérebro que estão activas quando se pede ao paciente para desempenhar uma determinada função. Posto isto, vamos ao que interessa.

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